Inicialmente os dinossauros eram animais de pequenas dimensões, chegando a haver algumas espécies do tamanho de galinhas. No entanto, esta característica foi-se alterando, até ao ponto em que atingiram dimensões colossais. Um exemplo dessas enormes proporções é o Argentinossauros, que chegava a pesar 100 toneladas, ou o Diplodocus, cujos achados fósseis revelaram ter chegado a medir 45 metros de comprimento. O fenómeno do gigantismo, porém, ocorreu em quase todos os animais, e não apenas nos dinossauros, apesar de nestes ter sido muito mais evidente.

Uma das teorias para este fenómeno associa o desenvolvimento do gigantismo ao aumento do CO2 (dióxido de carbono), que se acumulou na atmosfera. Consequentemente, deu-se o aumento das temperaturas – aquecimento global – que foi propício ao aumento de tamanho e de quantidade das plantas angiospérmicas, o que significa que havia maior disponibilidade de alimento, crucial para o desenvolvimento de grandes portes. Por outro lado, o facto de haver uma temperatura superior também leva a que haja uma diminuição do metabolismo, e, por consequente, um fácil aparecimento do gigantismo. Os dinossauros herbívoros que se adaptaram, foram tomando proporções cada vez maiores, e os carnívoros foram evoluindo igualmente para tamanhos superiores, de forma a conseguirem continuar a competir pelo alimento.
É curioso pensar que os primeiros Tiranossauros (ou os antepassados destes) não seriam maiores que um tigre ou um leão dos dias de hoje, tendo chegado a medir, milhões de anos mais tarde, 13 metros de comprimento.
Imagens: BBC Worldwide Ltd

