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Humanos, A Extinguir Animais Desde 40.000 A.C.

Quando pensamos nos primeiros animais de uma já longa lista de espécies extinta pelos nossos atos, vem-nos geralmente à mente animais extraordinários que não teremos nunca o prazer de conhecer ao vivo, como o tigre-da-tasmânia (extinto em 1936, falamos dele neste artigo e também neste aqui), o dodó (extinto em 1681), o auroque (extinto em 1627), a quagga (extinta em 1883) ou o dugongo-de-steller (extinto em 1768).

Mas um novo estudo sugere que já aniquilamos grandes animais australianos que habitavam aquele local há mais de 40 mil anos.

(Vê também: A presença dos animais na história do homem)

Megafauna australiana

Os vertebrados gigantes da Austrália foram extintos de forma generalizada e esse evento sempre gerou discussão na comunidade científica, sendo apontada como causa mais provável dessa extinção, as alterações climáticas.

(Vê também: Domesticação do cão começou há 33 mil anos)

No entanto, os cientistas estudaram amostras de fezes fossilizadas, desde há 130 mil até há 41 mil anos atrás, com o objetivo de identificar a presença de um determinado fungo, Sporormiella spp., que se desenvolve no estrume produzido pelos animais herbívoros. Os cientistas descobriram que este fungo desapareceu virtualmente há 41 mil anos, a data aproximada da chegada do Homem à região. É certo que também existiram alterações climáticas, duas para se ser preciso, mas ambas ocorreram antes da extinção desses animais. No momento da extinção, o clima apresentava-se estável.

Os animais extintos, também chamados de megafauna por serem animais de grandes dimensões, foram aparentemente perseguidos até à extinção por parte das comunidades humanas que começaram a habitar a região que corresponde hoje à Austrália. Esta extinção levou também a que as florestas tropicais dessem lugar ás savanas e áreas desérticas que hoje existem naquele país, pois a dinâmica que estes grandes animais proporcionavam às florestas deixou naturalmente de existir.

(Vê também: O tigre-da-tasmânia não tinha culpa)

Que animais eram estes?

A megafauna australiana que o Homem caçou até à extinção, há mais de 40 mil anos atrás, era composta por leões marsupiais, cangurus gigantes, entre outros animais fantásticos.

Diprotodon

Megafauna australiana

O maior marsupial que alguma vez viveu no nosso planeta – chegava a medir três metros de comprimento – tem hoje em dia como parentes mais próximos o wombat e o koala. Em termos de aparência, assemelhava-se a um rinoceronte sem chifre.

Sthenurus

Megafauna australiana

O Sthenurus era um canguru que chegava a ter o dobro do tamanho dos cangurus atuais.

Genyornis

Megafauna australiana

Uma ave de grande porte, não voadora como as avestruzes e com uma dieta parecida com as atuais hienas. Em Maio de 2010, arqueólogos descobriram uma pintura aborígene com cerca de 40 mil anos de idade, que retrata duas destas aves em detalhe (mais informação).

Leão Marsupial

Megafauna australiana

Apesar do nome, os leões marsupiais não eram parentes dos leões, mas sim dos diprotodontes (no topo desta lista), dos quais também se alimentavam. Foi o maior mamífero carnívoro que habitou a Austrália e um dos maiores de todo o mundo, com mais de metro e meio de comprimento e entre 130 a 160 quilos de peso. Apesar de ter um grande poder físico, não era grande corredor, pelo que deveria caçar as suas presas através de emboscadas.

Zygomaturus

Megafauna australiana

O Zygomaturus era também um marsupial gigante, com aspeto relativamente parecido ao atual hipopótamo pigmeu. Acredita-se que era um animal por norma solitário.

Phascolonus

Megafauna australiana

Da família dos wombats, o Phascolonus chegava a pesar 200 quilos.

Megalania

Megafauna australiana

O Megalania era o maior predador do seu tempo. Com mais de 7 metros de comprimento e 2 toneladas de peso, este parente do dragão-de-komodo alimentava-se de grandes herbívoros como o diprotodon (no topo desta lista). No entanto, os cientistas tão têm a certeza se o Megalania seria o principal predador na época. Os fósseis são raros (em contraste com os dos leões marsupiais) e a sua distribuição pequena, enquanto que os anteriores habitavam toda a Austrália.

Procoptodon

Megafauna australiana

O maior canguru que alguma vez existiu, ultrapassava os 2 metros de altura e 230 quilos de peso. Apesar de terem sido perseguidos e caçados pelos seres humanos há cerca de 40 mil anos, é possível que alguns tenham sobrevivido até há cerca de 18 mil anos, quando desapareceram definitivamente.

Simosthenurus

Megafauna australiana

O Simosthenurus era outro grande macrópode (família que inclui cangurus, wallabi’s, cangurus-arborícolas, entre outros animais). Atingia cerca de 120 quilos de peso.

Protemnodon

Megafauna australiana

Semelhante aos atuais wallabis, mas bastante maior, o Protemnodon habitou a Austrália, a Tasmânia e a Papua Nova Guiné.

Mais informação (em inglês):

Tópicos: Animais Pré-Históricos, Artigos em Destaque, Conservação

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