As florestas de Moçambique e Malawi abrigam uma grande diversidade de morcegos, agora documentadas ao abrigo do projeto African Bat Biodiversity, da National Geographic em parceria com a Waitt. Michael Curran e a sua equipa capturaram temporariamente 245 morcegos, representantes de 27 espécies distintas, para aprofundar o conhecimento acerca da importância destes habitats para as populações de morcegos.
De seguida, uma fotogaleria de raros morcegos africanos:

Morcego da espécie Rhinolophus blasii, observado no norte de Moçambique.

Outro Rhinolophus blasii, no Malawi. Esta espécie de morcego é bastante comum, representado cerca de 70% dos morcegos identificados pela equipa.

Morcego do género Miniopterus (morcegos de dedos longos). As espécies deste género de morcegos são praticamente indistinguíveis entre si pela aparência exterior, embora os estudos moleculares tenham demonstrado que existem morcegos deste género em diversas montanhas africanas.

Morcego da espécie Rhinolophus simulator, muito semelhante em tamanho e aspeto com o Rhinolophus blasii, mas com uma frequência de ecolocação completamente distinta.

Este morcego da espécie Myotis Tricolor mostra, atrás das fileiras de dentes, duas glândulas, que pelo que já foi observado noutras espécies de morcegos, servem para marcar território nas cavernas.

O pequeno Kerivoula lanosa pesa apenas entre quatro a cinco gramas e é especialista em habitar florestas densas. Na Austrália, os morcegos deste género foram observados a alimentarem-se quase exclusivamente de aranhas.

Outro morcego do género Miniopterus, um pouco maior e com a pelagem mais clara do que o morcego anterior deste género, mostrado mais acima.

Uma terceira espécie do género Miniopterus.

Uma espécie muito rara de morcego chamada Myotis welwitschii e conhecida apenas por alguns registos esporádicos, o que tornou esta observação bastante especial.

Outro morcego da espécie Rhinolophus simulator.

Com um tamanho superior ao R. blasii e ao R. simulator, o Rhinolophus clivosus gosta de se alimentar em áreas abertas como savanas. São conhecidas várias subespécies, entre as quais é possível que algumas delas representem de facto espécies distintas dentro do mesmo género.
Mais informação (em inglês): African Bat Biodiversity Project
Fotos: Michael Curran e Mirjam Kopp

