Através de alguns estudos e gravuras antigas, podemos concluir que o gato doméstico descende do gato selvagem do norte de África e não do gato europeu, como é erradamente pensado. O gato doméstico é da mesma família que o gato da Núbia. O desenvolvimento do gato ocorreu nos últimos 8000 anos; as primeiras ilustrações provém do Iraque e as primeiras provas de domesticação com sucesso do então gato selvagem vêm do Egipto. Pinturas em Jericó, datadas de há 6000 atrás, mostram mulheres a brincar com gatos.
O auge do culto do gato esteve no séc XV a.c. Por esta altura, gatos eram venerados como deuses. No entanto, a altíssima reputação dos gatos sofreu uma inversão terrível e brusca: as religiões cristãs cada vez mais espalhadas, temiam os animais misteriosos, até que surgiram lendas sobre irradiação mágica de gatos e espírito diabólico, na Idade Média. Os gatos passaram então de venerados deuses a pagãos e representantes do Diabo. Todos os gatos pretos eram culpados das desgraças que ocorriam. A caça aos gatos começou, até que se atiravam estes animais do cimo de torres ou se queimavam vivos. Estas práticas inexplicáveis mantiveram-se até ao século XVII, e ainda hoje há cultos supersticiosos que vêm os gatos como símbolo do mal.

Com o extermínio dos gatos, as ratazanas proliferaram nas grandes cidades, espalhando a peste, que causou morte a milhões de pessoas. Os seres humanos começavam a colher as sementes que tinham plantado.
O gato regressou à vida doméstica através dos palácios e casas senhoriais.
Passou a ser um animal de estimação exclusivo dos nobres. Pouco tempo depois, foi reconhecida a utilidade destes felinos para casas e quintas. Ratos, ratazanas e insectos eram eliminados pelos gatos. Os navios da época dos descobrimentos, quando o mundo começou a descobrir o mundo, levavam gatos consigo, que asseguravam que nenhum animal comeria o alimento das pessoas.
A sua calma e mansidão colocou o gato no sítio certo, ou seja, no lugar do animal doméstico mais apreciado. A primeira exposição de gatos realizou-se em Londres, no ano de 1871.
Apesar de pouco agressivo, não muito tímido e comportando-se relativamente bem, o gato preservou uma característica ao longo de todos estes anos: uma grande teimosia. É possível educar um gato, mas nunca até ao ponto de como se educa um cão. O gato não é comandado, ele decide o seu caminho.

