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Esquilo de Richardson

Os esquilos terrestres de richardson, devido à sua semelhança com os cães da pradaria, são muitas vezes confundidos com os mesmos, chegando alguns comerciantes menos escrupulosos a vendê-los como tal.
São animais com o corpo adaptado para escavar, já que constroem túneis e tocas, logo possuem membros dotados de garras fortes para escavar e orelhas reduzidas para lhes dar liberdade de movimento. São animais gregários, que vivem em famílias organizadas, cujos níveis hierárquicos e de sociabilidade são elevados. São dos esquilos mais inteligentes que existem devido às suas complexas relações familiares.

Membro da família dos Esquilos e da ordem Rodentia, os esquilos terrestres de richardson têm a sua origem nas planícies do nordeste da América do Norte. São animais diurnos, que hibernam e que vivem a maior parte das suas vidas em tocas debaixo do chão.

Alguns pretendem extermina-los por serem pestes para a agricultura, outros mantê-los como animais de estimação. Estes esquilos de richardson têm um papel importante como presa para muitos animais carnívoros e de rapina e criam micro habitats para outros animais, o que causa controvérsia relativamente à sua manutenção nas pradarias onde habitam. São, tal como muitos outros roedores, utilizados em pesquisa laboratorial.

Em liberdade a expectativa de vida é de 2/4 anos, devido aos predadores, em cativeiro é substancialmente maior.

E ter um esquilo em casa, como é?

Esquilos de Richardson Quem decidir manter esta espécie como animal de estimação, tem que assumir a responsabilidade por ele durante toda a sua vida. Estes animais não podem ser postos em liberdade porque só conseguem sobreviver como parte da família.

Devem ser colocados em gaiolas espaçosas sobre a largura, dado que não escalam, onde deverão ter o prato da comida, a taça da água ou biberão, material para o ninho e uma caixa de madeira onde fazendo o ninho se possam esconder. Se possível deve ser colocada uma grande quantidade de substrato para que se possam cobrir completamente quando se sentem ameaçados.

Alimentação:
O esquilo terrestre de richardson é predominantemente herbívoro, com a vegetação compondo 80 a 100% da sua alimentação. O restante é composto por insectos. Os esquilos de richardson não matam para comer.

Com a devastação das pradarias pelos agricultores, os esquilos de richardson tiveram que mudar a sua dieta, passando a comer sementes de cereais, tais como aveia, trigo, milho e centeio.

Os esquilos mantidos em cativeiro podem ser alimentados com granulados próprios para esquilos, complementados diariamente com vegetais frescos tais como cenouras, brócolos, maçãs, milho (com moderação) ervilhas e feijão. Brinquedos para mastigar em madeira também se devem fornecer para que possam desgastar os dentes.

As suas guloseimas favoritas são nozes e amêndoas que guardam nas bochechas e comem posteriormente.

Temperamento e comportamento:
O Esquilo de richardson é um animal muito curioso, em especial quando são jovens, tendem a acalmar conforme vão ficando mais velhos. São animais adoráveis, muito afectivos e sociais que se ligarão ao dono e a toda a família. Adaptar-se-ão a estranhos com muita facilidade desde que tratados com carinho.

Produzem ruídos que vão desde o chilreio até a um assobio alto e agudo. Também rosnam, quando o fazem evite mexer-lhes até lhes ser familiar e poder aproximar-se deles. O chilreio é normal e tende a desaparecer com o tempo (na natureza o chilreio serve para chamar para o acasalamento ou simplesmente para aviso). Isto também se aplica ao assobio alto.

O esquilo de richardson é um animal que necessita que se lhe conceda o máximo de tempo disponível possível, pois por serem animais sociais necessitam da nossa maior atenção.

Não deve manter-se 1 esquilo de richardson sozinho, deverão estar sempre aos pares, casais ou trios (1 macho e 2 fêmeas) senão podem desenvolver problemas comportamentais, visto serem animais que vivem em grandes colónias.

Quando a temperatura desce de forma abrupta, os esquilos têm tendência a hibernar, reduzindo as suas funções, no entanto, não hibernar apenas significa que os mesmos não tiveram necessidade de o fazer.

Maneio:
Os esquilos devem ser manuseados com os cuidados inerentes à fragilidade de um pequeno roedor. Nunca devemos segurar um esquilo que se sente ameaçado e para o reconhecer devemos tomar atenção a diversos sinais, entre eles: o guincho estridente produzido pelo esquilo, a posição do seu corpo, que em caso de susto se vira de barriga para o ar ao mesmo tempo que expõe garras e dentes e ao contorno do olho; um esquilo assustado abre os olhos de modo a que se veja a esclera.

Com perseverança e com alguns petiscos, facilmente se ganha a confiança de um richardson. Dentro desta família, serão uns dos mais fáceis de manusear devido essencialmente às suas características sociais.

Segurança:
Os esquilos, sendo animais extremamente curiosos e inteligentes requerem alguns cuidados de segurança acrescidos. Por norma, os esquilos conseguem abrir facilmente as portas das vulgares gaiolas que adquirimos em pet-shops, logo, o uso de um cadeado é de todo aconselhado.

Há que ter em conta que os esquilos são roedores, logo vão experimentar tudo o que lhe pareça estranho. Se decidir soltar o esquilo há que ter cuidado com fios eléctricos, plantas tóxicas e objectos que possam prejudicar o animal. Só devemos deixar o esquilo sair da sua gaiola sob total supervisão.

Dentro da gaiola apenas devemos usar materiais próprios para esquilos, que não causem danos físicos ou de saúde, dado que o sistema digestivo destes pequenos animais é bastante sensível. Caso possua animais que naturalmente são predadores, deve tomar todos os cuidados necessários para que não tenham contacto.

Tomar em atenção que se quiser juntar outro esquilo à sua comunidade deve tomar todos os cuidados básicos de apresentação., ou seja, usar gaiolas diferentes até que se habituem à presença do outro elemento da família, pois disputas entre roedores podem causar danos graves ou mesmo a morte de um ou de ambos os animais.


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