icon Twitter icon Facebook icon RSS

Gerbo da Mongólia

Os gerbos da Mongólia são conhecidos como ratos do deserto, no entanto esta denominação não está correcta. Os gerbos da Mongólia podem encontrar-se na natureza nos grandes e abertos desertos da Mongólia e Nordeste da China. São áreas áridas onde a chuva é escassa e igualmente escassa a vegetação. Como resultado disso o gerbo da Mongólia está habituado a uma dieta pouco hidratada e com cerca de 16% proteína, estando o seu sistema digestivo adaptado a ela.

Para se protegerem tanto de predadores como das grandes diferenças térmicas que ocorrem nas zonas desérticas, os gerbos cavam longas galerias onde passam a maior parte da sua vida. São considerados como pragas no seu habitat onde são exterminados aos milhares, seja com veneno seja pela utilização da falcoaria.

Os primeiros gerbos da Mongólia a chegarem à Europa entraram pela mão do Sr. A. David a meio do século XIX. Estes animais foram mantidos em Zoos e laboratórios, mas alguns terão ido parar à mão de entusiastas que a partir de selecção genética foram conseguindo seleccionar outras cores diferentes do agouti castanho, a cor selvagem.

Durante os últimos 30 anos o gerbo da Mongólia tornou-se num dos animais de estimação mais populares na Europa.

Comportamento:
Há que nunca esquecer que os gerbos são animais sociais, pelo que não se deve manter um individuo sozinho. São animais que vivem em grandes grupos familiares quando em liberdade e que quando são mantidos isolados tendem a desenvolver problemas comportamentais, isto significa que devem manter-se aos casais ou pares, no mínimo, mas é de longe melhor manter mais gerbos em comunidade, tendo a noção que o espaço disponível deve ser proporcional ao tamanho da comunidade. Os exemplares adultos tendem a ser agressivos, em especial as fêmeas, para os outros adultos que não façam parte do seu grupo familiar podendo haver brigas de tal modo graves que podem levar à morte de pelo menos 1 deles. Por isso só é aconselhável juntar animais muito jovens na mesma gaiola. Animais nascidos na família são normalmente bem aceites pelos restantes que os reconhecem pelo cheiro e ajudam a criar.

No entanto, se forem separados por períodos superiores a 24 horas, há sempre a probabilidade de não serem reconhecidos pelos restantes. Por essa razão nunca separe grupos familiares a não ser que seja absolutamente necessário, pois se pretender voltar a juntá-los pode ser uma tarefa complicada. No que concerne à manutenção de casais, é preferível dividir a gaiola utilizando rede, pois evita a cópula, mas não evita o contacto entre os pares. A solução para o controle de população é construir comunidades unissexuais, juntando apenas os casais que se pretende reproduzir.

O gerbo é um excelente pet que só morde em ultima instância, é um animal curioso que toma atenção a tudo o que se passa à sua volta, pouco escapa à sua atenção pelo que é frequente vê-los de pé só apoiados nas patas traseiras tomando atenção a tudo o que se passa à sua volta.

Ao contrário de outros roedores os gerbos não são noctívagos e são bastante activos durante o dia.

Manuseamento:
Os gerbos da Mongólia rapidamente se habituam a ser manuseados. Para segurar um gerbo não deve nunca segurar-se pela ponta da cauda, Será possível segurar pela cauda, desde que se tenha o cuidado de agarrar a base da mesma, sem puxões ou movimentos bruscos, a explicação é simples é que a cauda é frágil e parte-se com muita facilidade e contrariamente ao que dizem não volta a crescer. Pode inclusive, em caso de quebra, necrosar e e causar problemas graves ao animal.

Alojamento:
Tanques grandes ou gaiolas fundas de grades estreitas de modo a que eles possam efectuar o seu desporto favorito, escavar. Não esquecer que os gerbos são excepcionais saltadores logo no caso de se utilizar um tanque deverá ter o topo tapado de modo a evitar fugas.

Os gerbos têm uma capacidade de destruição muito grande, logo todos os tanques, caixas ou gaiolas deve ser lisas por dentro de modo a que eles não consigam encontrar depressões que consigam roer e consequentemente escapar ao cativeiro.

Como litter poderão usar-se, aparas de madeira, corn cobs ou cats best, além de outros materiais próprios para roedores.

Para o ninho feno ou palha é o isolamento ideal, pois além de servir de isolador térmico, não provoca quaisquer danos, em termos de saúde, nos animais.

Como gostam e necessitam de tomar o seu banho, deverá ser fornecido um recipiente com areia de chinchila, que deve ser retirado após o banho.

Reprodução:
Os gerbos da Mongólia ficam sexualmente maduros cerca dos 4 mêses de idade. As fêmeas estão receptivas de 6 em 6 dias, a gestação é de cerca de 24 dias, após o que as crias nascem cegos e sem pelo, medem cerca de 20 mm e pesam 2/3 gramas.

As fêmeas constroem um ninho onde parem, deve fornecer-se feno e tiras de papel de cozinha de modo a que elas o possam construir, deve evitar materiais fibrosos devido ao perigo de enrolar e estrangular membros dos nossos animais. A média das ninhadas pode ir de 4 a 6 gerbos. Os recém nascidos crescem rapidamente, nascendo o pelo por volta de uma semana de idade e abrem os olhos antes das 2 semanas, começam também a experimentar alimentos secos, embora a sua manutenção se deva ao consumo de leite materno. Assim que abrem os olhos começam a sair do ninho e a explorar o que se passa à sua volta. Por volta das 3 semanas já estão desmamados. O macho tem um papel muito importante visto ajudar a criar a ninhada, convém no entanto lembrar que as fêmeas assim de parem entram em cio e se se quiserem evitar ninhadas consecutivas deverá separar-se o macho.

São muitas as cores actuais dos gerbos da Mongólia, que vão do agouti castanho, branco, lilac, preto, siamês, burmês até ao azul, a mutação mais rara.


10 artigos no Mundo dos Animais

Deixa um comentário

O email não será publicado. Campos requeridos marcados com um *

*
*