Cavalos: Regras de Segurança Elementares

Regras de Segurança Elementares com Cavalos

Fotografia: Chris Combe

Ao pôr ou tirar um cavalo de uma boxe, deve abrir-se completamente a porta e passar por ela à frente do cavalo, para evitar ser-se entalado ou encurralado a um canto.

Ter cuidado com disputas e reacções dos cavalos uns com os outros, porque mesmo um cavalo dócil pode ser muito agressivo com os outros, sobretudo durante a distribuição de ração.

Nunca efectuar correrias ou algazarras na proximidade de cavalos dentro de cavalariças, picadeiro ou campo de treino, pois são animais que necessitam de ambiente tranquilo para não se enervarem e poderem ser facilmente tratados ou trabalharem bem.

Nunca entrar num picadeiro sem antes parar e pedir autorização para entrar, não só como norma de cortesia tradicional como por razões de segurança dos cavaleiros que nele evoluem e do próprio que pode ser atropelado, por não ter sido visto no exacto momento da entrada.

A circulação dentro de um picadeiro ou campo de treino, em Portugal, tal como nas estradas e caminhos, faz-se pela direita, pelo que a pista da parede (teia) pertence a quem trabalha para a mão esquerda e a interior a quem o faz para a mão direita, observando-se ainda as seguintes regras:

  • Quem trabalha em círculo deve dar prioridade a quem se aproxima na pista, independentemente do lado por onde se desloca;
  • Quem trabalha ou descansa a passo, não tem direito a ocupar pista;
  • Em Portugal, o cavaleiro que circula para a mão direita, cede a pista ao que se apresenta pela frente e que vai cruzar-se com ele, circulando para a mão esquerda. As ultrapassagens, de resto a evitar o mais possível, fazem-se sempre por dentro e não entre o ultrapassado e a parede (teia);
  • Quando evoluem duas escolas ou vários cavaleiros em trabalho individual convém que os trabalhos em círculo sejam repartidos pelos dois topos do picadeiro, num deles para a mão esquerda e no outro para a mão direita;
  • Deve haver a preocupação permanente de deixar a pista livre para quem trabalha, nunca parando nela ou, por qualquer forma, cortando a circulação sem a prévia anuência dos demais cavaleiros, por exemplo, para colocar um obstáculo, ajustar a cilha ou os estribos, atender o telemóvel, etc.

Uma escola nunca deve formar-se “em fila” uns atrás dos outros, para evitar querelas e coices entre os cavalos, nem ao longo da parede (teia), sobre a pista, impedindo a circulação, mas sempre lado a lado e sobre a linha do meio do picadeiro.

Depois de montar há que manter a imobilidade até ser recebida a ordem de avançar. Uma vez em movimento é importante não deixar alcançar o cavalo da frente, para evitar as consequências, muitas vezes graves, de coices de reacção. No exterior, o intervalo recomendado é de cerca de um comprimento de cavalo.

Nenhum aluno pode montar sem protecção de cabeça, (toque ou capacete) e as pernas também protegidas com botas ou polainas, além de não dever usar calçado sem tacões porque o pé pode enfiar-se perigosamente no estribo.

Bibliografia: Manual Oficial de Formação Equestre

Tópicos: Cavalos, Animais de Quinta