Lendas de Natal com Animais

Lendas de Natal com animais

O Natal é uma celebração carregada de simbolismo religioso, mas também de lendas várias um pouco por todo o mundo. Nessas lendas, alguns animais têm um papel importante, desde o nascimento de Cristo até à missão do Pai Natal a distribuir presentes por todas as casas.

Uma curiosidade a partilhar nesta quadra natalícia.

Lenda do gato tigrado

Quando Maria deu à luz Jesus, uma gatinha tigrada também deu à luz uma ninhada de gatinhos. Como o bebé estava agitado sem conseguir dormir, Maria pediu ajuda aos animais para o tentar acalmar, o que eles tentaram sem sucesso.

Então, um dos gatinhos arrastou-se até à manjedoura, aconchegou-se ao lado do bebé e ronronou até que Jesus acalmasse e adormecesse.

Maria, em forma de agradecimento, abençoou a mamã gata, colocando na sua testa a letra M.

Em memória do gesto e da proeza do gatinho, doravante todos os gatos tigrados portariam um M, de Maria, na testa.

Lenda do pisco de peito ruivo

Numa noite fria, Maria estava deitada na palha ao lado da manjedoura onde estava Jesus. Cansada e fraca, ficou sem forças para manter a fogueira acesa. Pediu ajuda aos bois do estábulo, mas estes não responderam. Reclamou com o burro por respirar sobre as chamas a extinguir-se, mas ele estava a dormir tão profundamente que não a ouviu.

Então, uma fêmea pisco, ouvindo o desespero de Maria, voou em direção ao estábulo e bateu as suas asas para aumentar o fogo. Algumas faíscas bateram no peito da ave, queimando-a, mas esta não desistiu até que a fogueira crescesse novamente para poder aquecer o bebé.

Maria abençoou a ave pelo seu sacrifício e coragem e, para que nunca fosse esquecido o feito heróico, todos os piscos doravante nasceriam com o peito ruivo.

Lenda da cegonha

O bebé Jesus, deitado na manjedoura em Belém, foi cumprimentado por todos os animais do mundo, que se deslocaram até si e se ajoelharam para o adorar.

O boi, o burro e outros animais domesticados entraram no estábulo, enquanto que os animais selvagens permaneceram do lado de fora, tentando espreitar para ver o bebé.

A cegonha branca veio visitar Jesus, sentindo empatia quando o viu deitado na palha sem uma almofada. Então a cegonha colocou as suas penas macias à disposição do menino, puxando as suas penas mais suaves uma a uma, para fazer um travesseiro. Assim que Jesus repousou a sua cabeça sobre ele, sorriu.

Por esse motivo, a cegonha é considerada a portadora dos bebés. Uma cegonha a voar perto de uma casa é considerado um presságio de boa sorte.

Lenda do burro selvagem da Núbia

O burro carregou Maria em direção a Belém e também na fuga para o Egito. O burro selvagem da Núbia possui uma cruz nas suas costas, pois levou Jesus, em triunfo a Jerusalém, no Domingo de Ramos.

Lenda das renas

A figura das renas que puxam o trenó do Pai Natal é uma das imagens que mais associamos ao Natal. Segundo a lenda, são estas renas voadoras que permitem ao Pai Natal entregar todos os presentes por todas as casas, sem atrasos.

A rena mais famosa, Rudolfo, não estava na tradição original.

Conta-se que certo dia o Pai Natal, ao chegar a uma das casas para entregar presentes, encontrou a rena Rudolfo, diferente de todas as outras renas pois o seu nariz era vermelho e luminoso. Como estava nevoeiro cerrado, o Pai Natal pediu à rena Rudolfo que se juntasse ao grupo e liderasse as renas para que não se perdessem no nevoeiro. A partir daí ficou sempre como a rena que guia o trenó no Natal.

Lenda da aranha

Conta a lenda que uma viúva pobre estava determinada a ter um Natal maravilhoso, junto da sua família, mas só tinha uma árvore e não tinha decorações para ela. Adormeceu, triste, por não conseguir enfeitar a árvore.

Após adormecer, várias aranhas começaram a tecer teias em todos os ramos da árvore. Quando terminaram, Jesus fez com que todos os fios das teias se transformassem em prata e brilhassem na árvore de Natal, tornando-a esplendorosa.

As aranhas já tinham tido, segundo outra lenda, um papel importante na vida do menino Jesus.

Quando o Rei Herodes mandou executar todas as crianças, para entre elas matar Jesus e evitar que se cumprisse o seu destino, José e Maria levaram o menino consigo a tentar fugir para o Egito. Certo dia, entraram numa caverna para descansar um pouco. Quando os soldados encarregados de matar o bebé chegaram à entrada da caverna, porém, esta estava coberta por uma espessa teia de aranha. O chefe dos soldados disse para os restantes guardas que nem valia a pena perderem tempo a vasculhar aquela caverna: se alguém tivesse entrado ou saído dali, aquela teia estaria desfeita, no entanto estava direita. E assim prosseguiram caminho.

O menino Jesus foi salvo e Maria abençoou a aranha pelo seu feito.

Este artigo foi publicado na Edição nº 19 da Revista Mundo dos Animais, em Dezembro de 2010, com o título “Lendas de Animais e o Natal”.

Tópicos: Natal com Animais, Animais de Estimação