Animais Monogâmicos: Quais os Animais Mais Fiéis

Animais monogâmicos

Quando pensamos em animais, o romantismo não é a primeira ideia que nos vem à cabeça.

Sabemos que os animais procriam (óbvio) mas não declaram propriamente amor e juras de fidelidade uns aos outros: em muitas espécies existem rituais de acasalamento, por vezes bastante criativos e outras vezes até violentos. Machos disputam fêmeas e ambos podem acasalar com vários parceiros, sendo que na ronda de acasalamento seguinte os pares que se formam já serão outros.

No entanto, existem animais que constituem uma exceção e formam casais de “eternos namorados”, numa perspetiva mais parecida com a que nós formamos culturalmente enquanto seres humanos – e também com as respetivas exceções.

O que é monogamia?

Antes demais vamos abordar o que significa monogamia e de que forma se aplica no reino animal.

A monogamia é uma forma de relacionamento em que um indivíduo tem apenas um parceiro durante toda a vida, ou durante um determinado período da sua vida – chamamos a esta última de monogamia em série.

Porém, monogamia, fidelidade ou casais que se juntam para toda a vida, não se referem todos à mesma coisa e não se aplicam sempre em simultâneo, embora estejam relacionados.

Alguns animais são monogâmicos apenas por um determinado período de tempo. Por exemplo, juntam-se a um parceiro para procriar e são fiéis a esse parceiro durante o tempo que estão com ele, mas, na época de acasalamento seguinte, podem decidir juntar-se a outro parceiro.

Também existem animais que formam pares para toda a vida, sem serem monogâmicos. Formam casais que não se “divorciam”, mas cada indivíduo pode pertencer a vários casais deste género.

A monogamia não é encontrada em mais do que três a cinco por cento dos mamíferos não humanos conhecidos, incluindo a monogamia a longo prazo e a curto prazo. Contudo, outros animais incluindo algumas aves, peixes, répteis e até insetos (como baratas), são monogâmicos.

Porque motivo estes animais são monogâmicos?

Casal de aves

Ao longo da evolução da vida na Terra, poderão ter sido vários os motivos que levaram algumas espécies a adotar a monogamia no seu estilo de vida.

Para percebermos como isso funciona, temos de interiorizar primeiro um conceito: o objetivo de vida de cada animal é reproduzir-se. É através da reprodução que asseguram a descendência e a continuidade da espécie. Qualquer estratégia que adotem, tem em vista cumprir esse objetivo.

Assim, poderemos pensar que numa população pequena ou muito dispersa, tem mais vantagens para um macho investir numa relação monogâmica com uma fêmea e gerar filhotes, do que ir procurar várias parceiras, difíceis de encontrar, correndo o risco de nem chegar a reproduzir-se.

A monogamia, mesmo temporária, também permite aos progenitores dedicarem mais tempo a cuidar dos seus filhotes.

Nos pinguins-imperadores, por exemplo, o casal tem de dividir as várias tarefas necessárias para cuidar dos pequenos. Um tem de ficar a cuidar do filhote, a protegê-lo do frio e de predadores, enquanto o outro tem de ir percorrer longas distâncias no mar para trazer alimento. Se fosse apenas a mãe a cuidar do filhote, não conseguiria fazer tudo isto ao mesmo tempo e o bebé teria poucas chances de sobreviver.

É para toda a vida?

Nem sempre.

Além da monogamia ser considerada rara no reino animal, estudos recentes com recurso a análises de ADN demonstram que, mesmo entre casais de animais outrora considerados monogâmicos, existem “pulinhos da cerca” esporádicos com outros parceiros.

O ADN mostrou que até entre os cisnes, os animais mais icónicos no amor e fidelidade, podem ocorrer estes encontros com outros parceiros exteriores ao casal. Mais ainda, entre cinco a seis por cento dos casais de cisnes chegam a “divorciar-se”, embora os motivos que o levem a fazê-lo sejam por enquanto desconhecidos – o insucesso na procriação pode ser um deles.

O que leva um animal monogâmico à promiscuidade não é consensual.

Uma teoria afirma que as fêmeas tendem a juntar-se a machos que sejam bons provedores e lhes possam oferecer estabilidade, mas demonstram igualmente interesse noutros machos que lhes possam oferecer algo diferente. Este “algo diferente” podem ser melhores genes, refletidos nos atributos físicos, no peso ou na resistência a doenças.

Outra teoria, defende que o acasalamento com mais do que uma fêmea aumenta as probabilidades dos machos se reproduzirem com sucesso e gerarem descendência.

Lista dos animais mais fiéis

De seguida deixamos-lhe uma extensa lista com 25 animais monogâmicos, as respetivas fotografias e informação.

1. Cisnes

Animais monogâmicos: Cisnes

Os cisnes representam o exemplo mais conhecido de animais que formam casais para toda a vida. A imagem dos casais de cisnes a nadar com os pescoços unidos em forma de coração é um símbolo romântico popular, que fica bem em qualquer postal do dia dos namorados.

Os casais de cisnes trabalham em conjunto na construção do ninho, na encubação dos ovos e geralmente regressam sempre ao mesmo ninho na época de acasalamento.

Embora existam cisnes não totalmente fiéis aos seus parceiros, bem como alguns casais que acabam por se separar (geralmente por não conseguirem procriar), a fama de partilharem um “amor para sempre” é justa para a grande maioria deles.

2. Lobos

Animais monogâmicos: Lobos

Os lobos têm um sentido de lealdade e fidelidade exemplares no mundo animal.

Não só é hábito formarem casais para toda a vida, como a sua ligação com irmãos e irmãs dentro da alcateia é tão forte como as relações entre os casais, criando assim toda uma relação familiar forte e duradoura.

3. Gibões

Animais monogâmicos: Gibões

Fotografia: Wikimedia Commons

Os gibões são primatas que costumam formar casais para toda a vida. Uma vez juntos, não se limitam a acasalar e criar os filhotes, são muitas vezes observados a cuidarem do pêlo um do outro, ficarem juntos nas árvores e partilhar outras atividades.

O dimorfismo sexual (termo que se refere ás diferenças físicas entre machos e fêmeas dentro da mesma espécie) dos gibões é pouco acentuado, pelo que existe um alto nível de igualdade entre os sexos nestes animais.

Apesar de serem um dos maiores exemplos de monogamia e fidelidade, existem alguns gibões que olham para o lado, e não estamos a falar da árvore seguinte. Também existe uma pequena percentagem de casais que se “divorciam”. À medida que se vão realizando estudos sobre a complexidade social destes animais, mais os seus “casamentos” se parecem assemelhar aos nossos – tanto nas virtudes como nos defeitos. O que não é de estranhar pois são os nossos parentes mais próximos de toda esta lista.

4. Pinguins

Animais monogâmicos: Pinguins

Os pinguins têm pela frente uma tarefa árdua quando geram filhotes. Para que um pequeno pinguim tenha hipóteses de sobreviver nas condições austeras do pólo sul, os seus progenitores têm de trabalhar em conjunto e dividir as tarefas.

Esse foi o motivo pelo que, provavelmente, os pinguins evoluíram de forma a formar casais duradouros e fiéis, embora por vezes, os casais se separem quando os filhotes atingem maturidade suficiente para se tornarem independentes.

No Oceanário de Lisboa existe um casal de pinguins-de-magalhães que completou recentemente 25 anos de “casados”, um exemplo do comprometimento destes animais.

5. Peixe-frade

Animais monogâmicos: Peixe-frade

Fotografia: Jim Patterson

A monogamia entre peixes é rara, mas os peixes-frade são um bom exemplo de “eternos namorados”.

Muitas vezes estes peixes permanecem com o seu parceiro para o resto da vida, nadam juntinhos pelo oceano (romântico!), caçam em conjunto e também defendem em conjunto o seu território quando pressentem ameaças de outros peixes. Aliás, é pouco comum encontrar um peixe-frade sozinho.

6. Térmitas

Animais monogâmicos: Térmitas

Quando pensamos em insetos, a ideia que temos é a de uma rainha rodeada de numerosos machos que com ela acasalam.

Com as térmitas, é diferente. Muitas térmitas têm no topo da hierarquia uma rainha mas também um “rei”. Esse casal pode ficar junto toda a vida e gerar toda uma colónia de térmitas. Uma rainha é capaz de pôr dois mil ovos por dia.

7. Rato-silvestre-da-pradaria

Animais monogânicos: Rato-silvestre-da-pradaria

Fotografia: carter_lab, Flickr

Apesar de os roedores estarem associados a uma forte promiscuidade, os ratos-silvestres-da-pradaria (Microtus ochrogaster) estão entre os maiores exemplos de animais monogâmicos que se conhecem.

Quando se juntam, formam um casal cuja relação costuma durar para o resto das suas vidas. Criam os filhotes em conjunto, de todas as ninhadas que tiverem e é muito raro separarem-se para formarem outros casais. Costumam partilhar outras atividades, como cuidar do pêlo um do outro ou simplesmente passar o tempo juntos.

Quando um dos parceiros morre, apenas um quinto dos viúvos decide ir à procura de um novo parceiro.

8. Águia-careca

Animais monogâmicos: Águia-careca

Fotografia: imgur

São os símbolos do patriotismo norte-americano, mas estas águias também poderiam ser um símbolo da monogamia e fidelidade.

Apesar de viajarem sozinhas nas suas migrações, quando chega a época de acasalamento é comum voltarem ao mesmo sítio e sobretudo ao mesmo parceiro. Mas antes, os machos precisam de dar o seu melhor em voos acrobáticos para conseguirem conquistar o coração da menina.

Existem alguns “divórcios” entre os casais destas águias e, segundo é sugerido, isso ocorre quando o casal falha em conseguir gerar descendência, procurando assim outros parceiros com os quais sejam capazes de procriar.

9. Baratas

Animais monogâmicos: Baratas

As baratas são animais, no mínimo, intrigantes. Existem algumas curiosidades sobre elas que as tornam muito mais interessantes do que repugnantes. Uma dessas curiosidades é que as baratas são ávidas praticantes da monogamia e geralmente formam casais que duram para sempre – a próxima vez que achar uma barata nojenta, lembre-se que são mais comprometidas e fiéis que muitas pessoas.

10. Rato-saltador-gigante

Animais monogâmicos: Rato-saltador-gigante

Os ratos-saltadores-gigantes (Hypogeomys antimena) são outro dos poucos exemplos de monogamia entre animais roedores.

Habitam uma pequena área do Madagáscar mas são grandes em companheirismo. Estes roedores permanecem juntos para criar os seus filhotes e geralmente só se juntam a um novo parceiro se o anterior falecer.

11. Albatrozes

Animais monogâmicos: Albatrozes

Fotografia: Torrey Trust

Os albatrozes são bem conhecidos pelos seus rituais criativos de acasalamento, com danças inusitadas que demoram anos (!) a aprender, mas são também um bom exemplo em termos de fidelidade.

Apesar de percorrerem enormes distâncias sobre os oceanos, regressam ao mesmo local – e ao mesmo parceiro.

Numa espécie específica de albatroz, o albatroz-das-galápagos (Phoebastria irrorata), testes genéticos ás crias demonstraram que cerca de três quartos delas tinham o mesmo pai. Já no caso do albatroz-errante (Diomedea exulans), apenas uma em cada dez crias tinha um pai diferente. Talvez seja um bom argumento para que as duas espécies troquem de nome.

12. Rato-da-Califórnia

Animais monogâmicos: Ratos-da-Califórnia

Fotografia: Roger Meissen, Bond Life Sciences Center

O rato-da-califórnia (Peromyscus californicus) é que tem mesmo o nome científico errado. Ele não é promíscuo. Estudos genéticos demonstraram que são animais até bastante comprometidos, pois em 28 famílias e durante dois anos, não foram encontrados bebés de outros pais que não o macho do casal.

13. Urubu-de-cabeça-preta

Animais monogâmicos: Urubus-de-cabeça-preta

Estas aves da família dos abutres levam as suas relações conjugais muito a sério.

Os casais permanecem juntos todo o ano, para onde quer que vão, e partilham todas as responsabilidades parentais. Nenhuma das crias em 16 diferentes famílias eram de pais diferentes, segundo um estudo genético.

A traição pode mesmo ser uma má ideia para estas aves, pois já foram registados ataques de urubus a outros urubus quando foram apanhados a tentar dar “facadinhas no casamento”…

14. Escinco-de-cauda-truncada

Animais monogâmicos: Escinco-de-cauda-truncada

Fotografia: Wikimedia Commons

O escinco-de-causa-truncada (Tiliqua rugosa) geralmente escolhe o mesmo parceiro em todas as épocas de acasalamento, sendo que menos de vinte por cento decide escolher outro parceiro na época seguinte. Existem registos de casais destes lagartos com mais de vinte anos juntos!

Assim que o macho encontra “a tal”, consegue ser bastante paciente… e persistente. Começa por segui-la, ficar perto dela, dar-lhe pequenos toques românticos e por vezes passam-se meses até finalmente ela ceder.

Depois de nascerem os filhotes, ambos os progenitores ficam a vigiá-los de perto para evitar que se metam em sarilhos.

Se um dos elementos do casal morre, o parceiro chega a ficar vários dias junto do corpo falecido, dando-lhe toques naquilo a que podemos interpretar como uma tentativa de o acordar ou reviver.

15. Grou-canadiano

Animais monogâmicos: Grous-Canadianos

Fotografia: Wikimedia Commons

Os casais de grous-canadianos (Grus canadensis) são um dos exemplos mais populares em termos de monogamia animal.

Uma das atividades que realizam em conjunto é o seu chamamento típico, com notas sincronizadas. A fidelidade entre estes animais é tão forte que até ao momento só existe registo de um bater na porta ao lado, datado de 2006.

16. Esquistossomos

Animais monogâmicos: Schistosoma mansoni

Talvez não estivesse à espera de encontrar um parasita no meio desta lista – e não é de certo o maior exemplo para a nossa imagem convencional do romantismo!

Mas o esquistossomo (Schistosoma mansoni), apesar de ser um parasita que infecta seres-humanos e conseguir ser bastante chato (se alguma vez ouviu falar em esquistossomose ou febre do caracol, são estes pestinhas os responsáveis), tipicamente acasalam com o mesmo parceiro toda a sua vida, demonstrando grande fidelidade e união.

Ah, sim é verdade, acasalam dentro de nós. Pode prosseguir.

17. Ciclídeo-presidiário

Animais monogâmicos: Ciclídeo Presidiário

Fotografia: Wikimedia Commons

Também conhecidos como guatemalas ou nigros (Amatitlania nigrofasciata), estes ciclídeos ficam juntos e partilham de forma meritória a guarda dos seus filhotes. Além de procurarem manter os predadores afastados do seu território, tomam medidas mais drásticas quando um predador se aproxima demasiado: colocam os filhotes dentro da boca, dirigem-se para um lugar mais seguro e só então os libertam.

18. Dik-dik

Animais monogâmicos: Dik-dik

Fotografia: Wikimedia Commons

Os dik-dik’s (Madoqua kirkii) são pequenos antílopes com cerca de 60 centímetros de comprimento e não mais de 35 centímetros de altura.

Quando formam um casal, é muito raro alguma vez se voltarem a separar. Uma das técnicas que os machos usam para proteger as suas amadas, é encobrir todos os rastos das mesmas, incluindo odores, de forma a que nenhum outro macho se sinta atraído.

Ao contrário de outros animais que incluem esta lista, o macho dik-dik não colabora muito nos cuidados parentais dos filhotes, mas nem assim a fêmea parece sentir-se tentada a procurar outro parceiro.

19. Rola-brava

Animais monogâmicos: Rolas-bravas

Fotografia: Wikimedia Commons

As rolas-bravas (Streptopelia turtur) são um símbolo do amor eterno, representadas na Bíblia e nos poemas de William Shakespeare. Além de formarem casais para a vida, é um dos animais que costuma permanecer sozinho quando o parceiro morre.

20. Castores

Animais monogâmicos: Castores

Os castores são geralmente animais fiéis ao seu parceiro e, sobretudo, ficam juntos a tomar conta dos filhotes, como verdadeiros pais devotos.

Ao contrário do que acontece com alguns pinguins, por exemplo, os casais de castores não se costumam separar depois dos filhotes se tornarem independentes.

21. Coruja-das-torres

Animais monogâmicos: Coruja-das-torres

Fotografia: Wikimedia Commons

As corujas-das-torres (Tyto alba) têm uns rituais de acasalamento um pouco extremos, pelo menos para aquilo que consideramos romântico. Berram, assobiam e exibem os seus atributos de voo da forma mais exuberante até chegar à fêmea certa.

Mas uma vez encontrada a menina, geralmente só a morte os pode separar. E isso sim, é romântico.

22. Araras

Animais monogâmicos: Arara

Fotografia: Wikimedia Commons

É comum verem-se araras e até mesmo outros psitacídeos a voarem juntos, em casais, que a partir do momento em que se juntam, geralmente é para toda a vida.

Estas aves são conhecidas por trocarem mimos e cuidados entre o casal, como limpar a plumagem um do outro e partilharem o alimento que um deles encontre.

Os machos e as fêmeas revezam-se no que toca ás tarefas para cuidar dos filhotes. Um filhote pode ficar junto dos pais durante 7 anos, até estar preparado para ir em busca do seu “par perfeito” e também se reproduzir.

23. Polvos

Animais monogâmicos: Polvo

Fotografia: RICH ROSS, CALIFORNIA ACADEMY OF SCIENCES

Os polvos, animais invertebrados mais inteligentes do planeta, geralmente têm apenas um parceiro. Para a maioria das espécies isto não significa grande coisa na verdade – vivem apenas um ou dois anos, pelo que apenas geram uma postura de ovos e depois morrem.

No entanto existe uma notável exceção: uma rara espécie de polvo do Pacífico que ainda não tem nome oficial em Latim, mas já é conhecido pelos seus dotes românticos.

Estes polvos comportam-se de uma maneira diferente de todas as outras espécies: acasalam “cara a cara” (outros polvos acasalam a uma certa distância) e mantém o mesmo parceiro com o qual geram múltiplas posturas de ovos durante a sua vida. São também muito sociais e podem viver em grupos de até 40 indivíduos.

24. Macaco-da-noite

Animais monogâmicos: Macaco da noite

Fotografia: Wikimedia Commons

O macaco-da-noite (Aotus spp.) é um raro primata de hábitos monogâmicos. Um estudo genético feito recentemente a 17 casais de uma espécie de macaco-da-noite, Aotus azarae, revelou zero infidelidades.

Os machos são também pais dedicados, carregando os bebés na maior parte do tempo. As fêmeas geralmente carregam as crias apenas na altura da amamentação.

25. Salamandra-de-costas-vermelhas

Animais monogâmicos: Salamandra

Fotografia: Wikimedia Commons

Este anfíbio caudado da espécie Plethodon cinereus leva a sua relação monogâmica – raro em anfíbios – um pouco mais ao extremo: se um dos parceiros (macho ou fêmea) desconfia que o outro se envolve com terceiros, adotam comportamentos ciumentos e agressivos. como mordidelas e beliscadelas.

Estas “infidelidades” são detetadas pela salamandra através das feromonas presentes na pele do(a) parceiro(a) e no caso particular das fêmeas poligâmicas, tendem a ser afastadas pelos outros machos do território e com isso obter maiores dificuldades em busca de alimento, proteção e a própria reprodução.

Este comportamento leva a que, naturalmente, as fêmeas prefiram juntar-se a apenas um macho e prolongar o comportamento monogâmico da espécie.

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