Agapornis

Agapornis (Agapornis fischeri)

Agapornis (Agapornis fischeri) | Fotografia: Frederico Lisboa

Classificação científica:

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Aves
  • Ordem: Psittaciformes
  • Família: Psittaculidae
  • Género: Agapornis
  • Espécies: Agapornis fischeri, A. roseicollis, A. nigrigenis, A. personatus, A. lilianae, A. canus, A. taranta, A. pullarius e A. swindernianus

Comprimento: 13 a 17 centímetros
Peso: 47 a 52 gramas
Longevidade: 10 a 15 anos
Maturidade: 8 meses
Incubação: 24 dias
Postura: 4 a 7 ovos

Os seus encantos na aparência e temperamento levam a que estes sejam um verdadeiro pássaro de estimação.

É das aves mais populares no mundo pela facilidade de criar em cativeiro, têm um carácter muito dócil, adoram subir ao nosso ombro e dormir no nosso colo e deslumbram-nos com grande diversidade de cores, exibidas nas 43 mutações existentes.

Habitam o continente Africano. A espécie Agapornis canus vive na Ilha de Madagascar e outros ao redor. Foram descobertos em 1793 e trazidos à Europa em torno de 1860, na sua cor selvagem verde. Hoje, graças aos criadores, encontram-se muitas colorações, como cara laranja, branca, vermelha, amarela, e corpo canela, azul-pastel, malva, violeta, arlequim (pintas aleatórias), branco, amarelo, verde-dourado (golden cherry) e várias nuances dessas cores.

Trata-se de um pássaro pequeno, que atinge por volta de 15 centímetros (variando pouco de espécie para espécie). Possui 9 espécies: Agapornis canus, A. taranta, A. pullarius, A. swindernianus, A. roseicollis e as de aro branco ao redor dos olhos – Agapornis fischeri, A. personatus, A. lilianae e A. nigrigenis.

Entre elas, a mais popular é a Roseicollis que cria melhor em cativeiro e tem mais cores. Originalmente é verde, com a testa e metade do peito em vermelho “degradé”. O Fischeri, verde com testa e peito laranja avermelhado, é também muito procurado. As suas mutações, no total de 10, são relativamente recentes. Ameaçado de extinção, só pode ser comercializado anilhado. O Pullaria é verde com testa e pescoço vermelho forte com bordas amarelas e, debaixo das asas, cinza (fêmea) ou preto (macho). É o mais sensível e é difícil de procriar em cativeiro. Já o Swinderiana, de cor verde intenso, não é criado em cativeiro por só comer um tipo de figo nativo. O Cana é o menor, com cerca de 14 cm e tem apenas uma mutação. A cor selvagem do macho é verde com cinza no pescoço, cabeça e papo e na fêmea tudo é verde com um sombreado preto na cabeça. O Taranta, originalmente verde-garrafa com máscara e só o macho com testa vermelha, é o maior alcançando 17 cm.

Depois de acasalado, dificilmente um casal se separa, permanecendo unidos até à morte. São sempre vistos na natureza, voando aos pares dentro do bando. Carinhosos, trocam “beijos” e alimentos dentro do bico com o parceiro.

Comem geralmente do chão, sementes, cereais, milho e frutas silvestres.

Muito mansos, activos, cheios de energia e curiosos são excelentes animais de estimação, especialmente quando alimentados na mão desde filhotes. Assobiam para chamarem por nós, respondem ao nome e podem aprender uma série de truques. Adoram passar horas com brinquedos e fazem mil acrobacias.

No que se trata de alojamento tanto pode ser uma gaiola como um viveiro, embora estas aves sejam excelentes voadoras, também adoram fazer acrobacias e de trepar. Por conseguinte, podemos ter numa gaiola mais alta do que propriamente larga. Uma gaiola deve ter pelo menos 60 cm de comprimento para albergar um casal destas aves, excepto algumas espécies que têm necessidades específicas.

Os materiais utilizados para o alojamento devem ser suficientemente resistentes, uma vez que são um pouco agressivos e destruidores, podendo destruir um gradeamento de arame fino em menos de um ápice.

Mais informação: Psitacídeos – Tudo o que precisa de saber

Este artigo foi originalmente publicado na Revista nº5 do Mundo dos Animais, em Fevereiro de 2008, com o título “Agapornis”.

Tópicos: Aves Exóticas, Aves, Animais Exóticos, Animais de Estimação