A Giárdia ou Giardíase nos Cães

Giardia lamblia, o organismo responsável pela giardíase

Giardia lamblia, o organismo responsável pela giardíase
Fotografia: CDC / Janice Haney Carr

Hoje colocarei em pauta um assunto um pouco desagradável, porem muito necessário tanto para criador, como para proprietários de nossos mocinhos: giardíase.

Muitos acham que giardíase é uma doença vinda de um verme, outros pensam ser uma doença contagiosa e ainda outros pensam ser uma doença corriqueira e sem muitos agravantes.

Vale a pena lembrar antes de mais nada que a giardíase, se não tratada, pode levar o animal ao óbito. Ou seja, fica já descartada a ideia de que essa doença não tenha agravantes. E ela é mais comum do que se possa imaginar, infelizmente.

Para se entender o que é a giardíase, trata-se de uma doença provocada por um parasita protozoário (Giardia lamblia), que se alimenta dos nutrientes que o animal ingere. Se o animal não tiver uma suplementação na alimentação, aos poucos ele vai perdendo o apetite, já que para o organismo dele, não está indo nutriente nenhum (apenas alimentando o protozoário). A parede estomacal dele vai- se aos poucos ficando menos dilatada e mandando para o cérebro menos informações de apetite.

Como o cão não mais se alimenta devidamente, o protozoário começa a se alimentar de nutrientes dos ossos e musculatura, deixando ele sonolento e amoadinho, até o animalzinho entrar em óbito.

Para evitar esta situação é necessário uma prevenção diária e periódica, para que não haja indícios dessa doença.

Porém o contagio dessa doença é muito mais fácil que se possa imaginar: um animal infetado com essa doença expele, pelas fezes, os “císticos” que são, digamos para um melhor entendimento, os “ovinhos” que o protozoário coloca para fora. Eles são incrivelmente resistentes, com exceção ao sal e a produtos que contenham quaternário de amônia, que conseguem quebrar as células deles.

Então o nosso cãozinho pisa neles, lambe a patinha e pronto! Eis que mandou eles para dentro. Uma vez em contacto com a temperatura corporal do animal, esses císticos desenvolvem-se no protozoário.

Agora você pode estar se perguntando, então se eu não levar meu cão para a rua ou leva-lo apenas no colo, ele estará livre dessa doença?

Não! Você mesmo pode levar essa doença para casa. Como? Simples: os císticos são muito resistentes. Então quando um cãozinho de rua que esteja infetado faz cocô com os císticos, esse cocô pode estar já ressecado, a chuva lavou, o vento secou, as fezes podem nem mais estar lá, mas os císticos estão… assim você anda pela rua, traz em seu próprio calçado inúmeros císticos. Entra em sua casa limpinha, pisa, seu cãozinho pisa também, ele lambe e… pronto! Temos um cãozinho com giardíase!

É fácil saber se o seu peludo está com a doença. No inicio, o cocô aparece geralmente mole e com sangue, por isso sempre fique “de olho” no cocôzinho dele. Para ter certeza da doença, leve seu mocinho ao veterinário, logo este pedirá o exame das fezes e se se confirmar o diagnóstico, começa de imediato o tratamento.

Se houver mais que um animal na casa, as chances de que todos os outros estão com a doença é grande, então converse com o veterinário porque muito provável o tratamento terá de ser para todos.

Para uma prevenção eficaz é necessário, em primeiro lugar, sempre suplementar seu cãozinho, isso o ajudará a ter maior resistência se, porventura, o protozoário desenvolver em seu organismo. Também é o caso de higienizar diariamente a casa com produtos que possuam quaternário de amônia, encontrados em petshop. Existe vacina contra a giárdia, administrada anualmente no veterinário.

Lembrando que, principalmente para raças de pequeno porte, como os yorkshires, é muito comum a fase final da doença ser diagnosticada em hipoglicemia, já que o cocô está normal e o cãozinho apresenta apenas fraqueza e muita vontade de dormir. Por isso não se descuide um só dia de seu mocinho, pois observando diariamente seu temperamento, apetite e por fim o cocôzinho, você conseguirá levar informações extremamente relevantes para o veterinário saber como proceder.

Atenção: Este artigo é meramente informativo e não substitui a consulta no médico veterinário. O(A) autor(a) e o Mundo dos Animais não se responsabilizam pela utilização indevida destas informações.

Tópicos: Treino e Manutenção de Cães, Saúde Animal, Cães, Animais de Estimação