Animais Extintos: Apagados das Molduras Para Nunca se Apagarem da Memória

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

Truta-prata (Salvelinus agassizi) em ilustração de A. D. Turner, 1901
Fotografia: Casey Dorobek

«The Frameworks of Absence», que em português podemos traduzir como «Molduras da Ausência», é uma exposição criada pelo artista, biólogo e ativista ambiental Brandon Ballengée e decorre desde 2006.

Tem como tema central os animais extintos nos últimos 400 anos, com influência direta do Homem, em números tão alarmantes que já é classificada como a sexta grande extinção.

Ballengée, conhecido por outra exposição em que alertou para as alterações genéticas nas rãs, recorda-nos diversas espécies de animais extintos através da sua própria ausência: recorta os animais em gravuras e publicações originais que os representaram no período histórico do seu desaparecimento e deixa-as vazias, tal como o vazio deixado pela extinção.

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

Puma-oriental (Puma concolor couguar) em ilustração de Richard Evans Younger, 1977
Fotografia: Casey Dorobek

Os recortes são depois cremados e as cinzas guardadas em pequenas urnas, entregues aos visitantes da exposição para que espalhem essas cinzas simbolicamente em memória dos animais que representam.

O artista tem adquirido gravuras e publicações impressas datadas desde 1640 a 2014 para realizar a sua obra e demonstrar o “declínio contínuo da biodiversidade” como explica na sua página oficial. O objetivo é “marcar a perda das espécies a um nível pessoal” e fomentar uma “mentalidade de conservação” para combater extinções futuras.

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

Arau-gigante (Pinguinus impennis) em ilustração de John Gould, 1873
Fotografia: Casey Dorobek

A acompanhar a exposição está o «The Book of the Dead», em português «O Livro dos Mortos», disponível gratuitamente em pdf e que retrata as espécies de animais que se perderam para sempre. Poderá ver algumas das gravuras e descrições neste artigo.

De seguida reproduzimos mais algumas «Molduras da Ausência».

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

Cão indiano (Canis familiaris lagopus) em ilustração de John Woodhouse Audubon, 1949
Fotografia: Casey Dorobek

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

Pardal-americano-de-Santa-Barbara (Melospiza melodia coronatorum) e Pardal-americano-de-San-Clemente (M. m. clementae) em ilustração de Rex Brasher, 1962
Fotografia: Casey Dorobek

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

Sapo-dourado (Incilius periglenes) em ilustração de Michael Rothman, 1999
Fotografia: Casey Dorobek

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

Traça-rabo-de-andorinha (Urania sloanus) em ilustração de W.F. Kirby, 1897
Fotografia: Casey Dorobek

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

Carneiro-selvagem-de-Audubon (Ovis canadensis auduboni) em ilustração de John Woodhouse Audubon, 1849
Fotografia: Casey Dorobek

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

As molduras na Exposição Internacional de Arte Moderna em Nova Iorque, 2015
Fotografia: Alanna Martinez

Molduras da ausência, por Brandon Ballengée

As molduras na Exposição Internacional de Arte Moderna em Nova Iorque, 2015
Fotografia: Alanna Martinez

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