23 Associações Apontam Fragilidades e Traçam Rumo

Entrevista a associações de proteção animal

Fotografia original: Wikimedia Commons

A polémica dos animais como prenda de Natal, o défice de abrigos para animais exóticos ou o primeiro passo para combater o abandono de animais em Portugal.

O Mundo dos Animais foi ouvir 23 associações portuguesas de protecção animal e saber a opinião de cada uma sobre o problema de base: a falta de cuidados, responsabilidade e respeito pelos animais que temos em casa.

Esta é uma entrevista longa (cerca de 13 mil palavras) e foi editada especialmente em formato PDF, que pode obter gratuitamente aqui.

Introdução

*por Nádia Cirilo

Está a chegar mais uma época festiva, o Natal. A palavra “Natal” deriva do Latim e significa “nascer”.

O Natal é uma quadra festiva que traz, com a sua chegada, muitas reuniões em família e uma maior sensibilidade para o amor para com o próximo. Junto do amor para com o próximo, vem a solidariedade, a entreajuda, o carinho, vem o Pai Natal, a troca de presentes, o bacalhau, vêm as filhós, as rabanadas e os “sonhos”.

Para muitos de nós, é assim o Natal.

E para os animais do nosso país, como será o seu Natal?

O número de abandonos de animais no nosso país cresce de ano para ano. Deixou de ser uma prática sazonal, que se concentrava maioritariamente nos meses de Verão, para passar a uma prática recorrente, todos os dias.

Até no Natal…

Não existem dados estatísticos que corroborem esta afirmação, mas a verdade é que todos os dias dão entrada nos canis municipais, a nível nacional, centenas de animais.

Todos os dias dão entrada, nas associações de protecção animal do nosso país, dezenas, se não também centenas de animais. Ainda os há, aqueles que são literalmente “abandonados” à sua sorte, pelas nossas ruas.

Quantos de nós não nos cruzámos já com animais vítimas da crueldade humana? Quantos de nós, sem querer, não olhámos nos olhos de um animal abandonado na rua, e sentimos que ele transporta consigo os piores sentimentos do mundo – o abandono, a solidão?

Neste artigo, decidimos juntar-nos às associações, que lutam um pouco por todo o nosso país pelo bem-estar, pela saúde, pela protecção, por um futuro melhor para os animais. Elas mais do que ninguém, lidam diariamente com as situações atrás referidas.

Perguntamos-lhes quais os seus pontos fortes, qual o primeiro passo que deveria ser dado para combater o abandono animal no nosso país, qual a sua opinião relativamente ao cada vez maior número de abandonos e maus tratos dos animais exóticos, qual a importância da Internet como veículo de informação na causa animal, o que as motiva e como não poderia deixar de ser, qual a sua opinião relativamente aos animais como “presente” natalício.

Neste “Natal”, a palavra é delas. Porque elas também têm uma palavra a dizer. Fizemos-lhes as perguntas, e elas responderam-nos, apontando os rumos a seguir.

Há pouco, mais atrás no texto, falámos de um doce tão importante no Natal, que fará parte com toda a certeza da mesa de Natal de muitos dos portugueses: os “sonhos”.

E se pudéssemos ajudar os animais do nosso país a tornar os seus sonhos realidade?

É para isso que todos os dias estas associações trabalham e lutam… para um futuro melhor, para um maior bem-estar, uma maior saúde, e quiçá a derradeira oportunidade para serem felizes.

Temos a certeza que o maior “sonho” destas associações seria, poder dar “um Natal” a estes animais, todos os dias do ano…

Tal como a “Estrela de Belém”, aquela que anunciou e guiou os três Reis Magos até ao local onde havia nascido Jesus há mais de 2.000 anos atrás, o nosso maior desejo é que surja no horizonte, uma estrela guia, que guie estas associações, que guie os grupos de ajuda animal e todos os particulares, as câmaras municipais (responsáveis pelos canis municipais no nosso país), o estado como um todo, os legisladores, e todos nós como indivíduos, todos juntos.

Nos guie na busca de um futuro melhor… na busca de um Natal mais digno para todos os animais do nosso país, sem excepção.

A entrevista colectiva que se segue conta com as respostas das seguintes pessoas e respectivas associações que representam:

Entrevista a associações de proteção animal

Fotografia: Maggie Osterberg

As associações que recolhem animais não conseguem, por si só, resolver o problema de fundo dos animais abandonados.
– Susana Neves / Animais de Rua

1. Qual é o vosso ponto forte?

Maria de Lurdes Oliveira / Patas Errantes
O ponto forte da Associação Patas Errantes assenta no tipo de trabalho de campo que realiza, nomeadamente no comprometimento que assume com cada cão que acolhe. Proporciona a sua recuperação física mas também comportamental, com o objectivo de o tornar num animal saudável e equilibrado apto a integrar uma família adequada ao seu perfil, sendo que, uma vez acolhido, tem direito a viver dignamente no abrigo até que essa família seja encontrada.

De salientar também que um Patas Errantes só é dado como apto para adopção após estar saudável, comportamentalmente equilibrado, desparasitado, vacinado, esterilizado e microchipado. Outra vertente desse trabalho incide, não sobre cães acolhidos, mas sobre matilhas de errantes, proporcionando a contenção da sua proliferação através de esterilização.

Margarida Alves / Projecto Ruivinho
Na zona de Ovar não existe gatil, e como tal surgiu o projecto. Existe a associação APADO, que pela sua designação deveria acolher animais domésticos, mas apenas possui canil.

Susana Neves / Animais de Rua
Ter como foco de intervenção a esterilização em massa de animais de rua, o que a demarca das demais associações de ajuda animal existentes em Portugal.

Entendemos que as associações que recolhem animais (por mais importantes e necessárias que sejam, no estado actual de coisas em Portugal) não conseguem, por si só, resolver o problema de fundo dos animais abandonados que procriam continuamente no domínio público. Recolhem um número limitado de animais, nos quais investem a totalidade dos seus recursos, e não têm um impacto real no número assustador (na ordem das centenas de milhar) de animais que deambulam pelas ruas do país.

O nosso trabalho é, por isso, complementar do das associações que albergam animais em risco.

José Pedro Mateus / APT
Sendo o objectivo principal o de promover o hobby da terrariofilia em Portugal, pretende a APT ser um interlocutor de confiança com as autoridades em relação a assuntos relacionados com répteis, anfíbios e artrópodes, e uma entidade credível e fidedigna para esclarecimento de dúvidas dos “hobbistas”.

Fazemos o melhor que podemos com os poucos recursos de que dispomos.
– Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos

Ana Duarte / BIANCA
O nosso ponto forte é a união entre todos os colaboradores e o desejo de salvar todos os animais que encontramos, fazendo disso a nossa vida. Valorizamos a vida animal e os nossos animais são adoptados apenas por quem os merece.

Filipe Melo da Silva / ASPA
O ponto forte da nossa associação são as pessoas que a ela pertencem e os que nela trabalham que, tanto voluntários como funcionários, que, com o seu grande amor pelos animais, vão sempre apresentando novas propostas com vista ao melhoramento do bem estar dos animais a nosso cargo e que há mesma dedicam muito do seu tempo livre.

Ana Baêna / Bons Amigos
A parte mais importante da Associação os Bons Amigos da Golegã, assenta no facto resultante da parceria com a Câmara da Golegã através da qual é a associação a gerir o Canil Camarário. Permite-nos humanizar mais as condições dos animais aí recolhidos. Tratá-los quando estão feridos ou doentes, vacina-los, esterilizar as cadelas e prepara-los para a adopção.

Temos de ser realistas e concluir que dificilmente isto poderia ser exigido duma Câmara com a dimensão da Golegã.

Diariamente temos voluntários empenhados em ir lá e tratar dos casos mais urgentes e que estão sempre a acontecer, como por exemplo ainda ontem aconteceu com uma cadela que acabou de ser esterilizada (de quatro que já esterilizamos esta semana) e que se encontrava fraquinha, tendo ido para casa duma voluntária para poder recuperar melhor.

Ou o caso duma cadela que foi mordida por outras e também se encontra com um voluntário para várias vezes ao dia poder executar o tratamento e dar o antibiótico. Ou uma outra que tem que levar uma injeção diária. Enfim os casos são imensos e é com muito orgulho que posso dizer que temos todos os nossos cães vacinados e as cadelas esterilizadas, à excepção daqueles que acabaram de entrar.

Ainda falta fazer muito pelas condições das instalações, mas temos de ir aos poucos com a ajuda da Câmara e dos nossos Associados e amigos.

Somos uma prova de que sempre que o trabalho é desenvolvido sem pretensões de protagonismo próprio, os resultados conseguem ser fantásticos.
– Helena Mascarenhas / AOAAA

Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos
Fazemos o melhor que podemos com os poucos recursos que dispomos. Temos falta de meios humanos e financeiros para poder ajudar mais mas penso que fazemos um bom trabalho em prol dos animais abandonados em Barcelos. Podemos dizer que temos alguns pontos prioritários nos quais nos empenhamos mais afincadamente: esterilização de todos os animais entregues e escolha do dono certo para cada animal.

Mafalda Ferreira / União Zoófila
A União Zoófila é uma associação sem fins lucrativos que acolhe cerca de 500 cães e 150 gatos abandonados, maltratados ou em risco. Os animais acolhidos, se estiverem doentes são tratados e ficam aptos para serem adoptados. Procuramos fazer a adopção dos animais com o máximo de responsabilidade e fazêmos o acompanhamento pós adopção, sendo todo este trabalho desenvolvido por voluntárias.

Rita Duarte / ABRA
A união das pessoas pelo amor aos animais, é o que nos dá força para superar seja o que for.

Ana Isabel Monteiro / Animarco
Sem dúvida, a dedicação dos poucos voluntários que fazem parte da associação, a capacidade de improvisar e a vontade de continuar apesar de todas as dificuldades encontradas diariamente.

Susana Céu / Bichanos do Porto
A recolha e reabilitação de gatos meigos de rua em situação de risco.

Mafalda Simões / AAAAV
A Associação Amigos dos Animais de Albergaria-a-Velha é constituída por um grupo de pessoas amigas que se uniram com o fim de ajudar abandonados, maltratados. Ninguém o faz por obrigação mas por amor e solidariedade para com estes seres indefesos e frágeis.

Helena Mascarenhas / AOAAA
O ponto forte de todos os grupos de trabalho a actuar no domínio da protecção dos animais deve ser a união entre as pessoas que neles participam. É esse o nosso ponto forte e julgamos que somos uma prova de que sempre que o trabalho é desenvolvido sem pretensões de protagonismo próprio, os resultados conseguem ser fantásticos.

Sílvia Coutinho / AUAUA
O ponto forte é a vontade de querer mudar a mentalidade das pessoas face aos maus-tratos infligidos nos animais. Tentar ajudar todos os animais dentro das nossas possibilidades a nível alimentar, médico e dar-lhes um lar.

Somos conhecidos por ser super exigentes nos adoptantes e no acompanhamento após adopção.
– Marto Fontes / Animais da Quinta

Ana Vian Nunes / APA
Somos uma pequena associação, constituída por poucas pessoas que dá o seu melhor pelos animais em regime de voluntariado. Acolhemos e procuramos promover a adopção em primeiro lugar dos animais do nosso concelho, embora aconteça socorrermos outros.

Fazemos questão de dar os nossos animais, cães e gatos, machos e fêmeas, devidamente esterilizados, caso já tenham idade para isso, a fazê-lo na altura própria no caso de bebés.

Rosário Almeida / APAAE
Pensamos que o nosso ponto forte é o modelo de Abrigo que criámos – Santuário Animal – onde os animais nunca são abatidos (a não ser que estejam numa situação terminal, irreversível e de grande sofrimento) e vivem em espaços amplos, naturais geradores de equilíbrio e bem-estar.

Marto Fontes / Animais da Quinta
O nosso ponto forte é a reabilitação de animais em estado grave, os que precisam de maiores cuidados, pois será feito os cuidados necessários e tentar uma rápida reintegração num lar.

Somos conhecidos por ser super exigentes nos adoptantes e no acompanhamento que damos após adopção, fazemos consecutivas visitas aos animais que foram adoptados, regra que vai mencionada nos nossos termos de responsabilidade assinado pelo adoptante na altura da adopção, termo esse só assinado depois de uma exigente triagem (verificar a casa para onde vai, informações dos adoptantes, etc, tudo o necessario para que a adopção corra bem).

Para que isto funcione e tenhamos acesso a todos os adoptantes, basicamente funcionamos com a zona Norte pois é mais fácil visitar os animais e socorrer se algo correr mal.

Sílvia Neto / GV Cascais
Sem dúvida que o verdadeiro ponto forte da nossa associação é o grande amor pelos animais e, neste caso em particular, pelos gatos, pequenos seres que na maior parte das vezes não têm como se defender.

Maria Teresa Costa / Cantinho do Tareco
A recolha e adopção dos nossos protegidos

Armando Frade / AEZA
A convicção de duas ou três pessoas, que não se conformam com a forma como os animais são tratados em Portugal e não baixam os braços perante a inércia geral dos cidadãos e das entidades competentes que nada fazem, por aqueles que não tem voz…

Cristina Sousa / ABPA
O ponto forte da associação é gostarem todos muito de animais, porque senão já teriamos abandonado este trabalho, devido à maldade das pessoas.

Irina Maia / Amigo Fiel
Difícil de responder pois queríamos fazer tantas coisas mas temos tão poucas ajudas que, o que fazemos muitas vezes não chega para que nos possamos sentir satisfeitas.

Entrevista a associações de proteção animal

Fotografia: John Talbot

Os animais de companhia existentes em Portugal excedem largamente as probabilidades de se lhes encontrarem donos responsáveis.
– Maria de Lurdes Oliveira

2. Qual é o primeiro passo para combater o abandono de animais em Portugal?

Maria de Lurdes Oliveira / Patas Errantes
O primeiro passo é conseguir-se o reconhecimento legal do Estatuto do Animal Não Humano no Código Civil, por forma a que os animais deixem de ser considerados “coisa propriedade de outrem” e possam adquirir assim verdadeira protecção legal.

Mas outros passos são paralelamente necessários :

  1. Por “abandonado” pode designar-se o animal que já viveu em comunidade com humanos e que por eles foi expulso da mesma. Sendo certo que a detenção de um animal de companhia é um acto voluntário (tem quem quer) só a maior responsabilização legal desse acto pode levar à diminuição desse tipo de abandono;
  2. Dado que a quantidade de animais de companhia existentes em Portugal excede largamente as probabilidades de se lhes encontrarem donos responsáveis, é também imperativo que se não contribua para a sua proliferação, pelo que a esterilização dos animais recuperados do abandono é fundamental;
  3. Outro ponto fundamental é a alteração da legislação vigente com vista a regulamentar o Estatuto do Criador, impondo normas adequadas para que a criação e comércio de animais de companhia se destine basicamente à perpetuação rácica de exemplares saudáveis e equilibrados e não à sua exploração na mira do lucro fácil;
  4. Da maior importância é também o controle de animais detidos para servirem a actividades específicas, como a caça, impondo a sua identificação electrónica e prova de vida anual.

Margarida Alves / Projecto Ruivinho
Em primeiro lugar e como deve ser óbvio, a castração dos animais. Clínicas veterinárias municipais, onde as pessoas que adoptem animais numa instituição tenham desconto numa castração, por exemplo.

Mais informação sobre as necessidades dos animais, despesas inerentes à sua vida, tal como as pessoas.

Não concordo com a venda de animais em lojas. Se o animal é de raça ou tem pedigree, deve ser “vendido” pelo criador. Maior fiscalização na criação de animais, de todas as raças.

Susana Neves / Animais de Rua
Do nosso ponto de vista, uma das medidas que produziria um enorme efeito a longo prazo seria a aposta na esterilização em massa de animais errantes e também dos animais de companhia, o que diminuiria drasticamente o número de ninhadas indesejadas que muitas vezes são abandonadas nas ruas e nos canis municipais.

No entanto, pela gravidade do problema em causa, a multiplicidade de factores que estão na sua origem e o enraízamento cultural do fenómeno, parece-nos que o combate tem de ser feito em várias frentes, das quais destaco as campanhas de informação e sensibilização da população, programas de educação escolares que incutam nas crianças e jovens o respeito pelos animais e a alteração do quadro legal vigente, prevendo penas mais duras para o abandono de animais e que sejam mais eficazmente aplicadas.

José Pedro Mateus / APT
No caso da APT, o abandono de animais, não é muito significativo, mas cremos que a diminuição do abandono, passa pela consciencialização das pessoas. Há que fazer ver que um animal não é um capricho, que se possa desfazer dele, assim que acaba o interesse.

Ana Duarte / BIANCA

  1. Introduzir no programa escolar o respeito pelo bem estar animal, tal como foi introduzida a questão da reciclagem, por exemplo. Hoje todos reciclamos, amanha todos respeitariam os animais. Será necessária vontade politica para que essa sensibilização seja feita;
  2. Controlo da natalidade através de esterilizações gratuitas por parte das Câmaras Municipais e também a preços acessíveis nas Clínicas Privadas. Nas escolas a necessidade e vantagem da esterilização seria veiculada e depois concretizar-se-ia a custos zero ou simbólicos. Muitas famílias não esterilizam por ser muito caro. A esterilização de uma cadela pode atingir o valor igual a metade do salário mínimo nacional. Quem pode esterilizar?;
  3. Punição pelo abandono e maus tratos infligidos aos animais. A aplicação efectiva da lei é fundamental, mas para isso será também necessário que juízes e responsáveis da justiça estejam sensibilizados. O animal deve deixar de ser aos olhos da lei uma “coisa” . Isso reflecte tudo.

A sensibilização enumerada no ponto um seria a semente lançada para que todas os agentes da sociedade sentissem a vida animal de outra forma. Há uma frase muito usada mas que continua a ser a que se aplica claramente: “A civilização de um povo se avalia pela forma como os seus animais são tratados.” Ainda não atingimos esse patamar.

Acima de tudo mudar as leis deste país face aos animais, uma vez que um animal é como um objecto na lei portuguesa.
– Sílvia Coutinho / AUAUA

Filipe Melo da Silva / ASPA
A nosso ver só existem três coisas a fazer. Primeiro a obrigatoriedade da introdução de chip de identificação em todos os animais, logo que a idade dos mesmos o permita.

Em segundo uma fiscalização mais eficaz, que actue atempadamente nas situações de abandono dos animais.

E por fim, em terceiro, que a legislação se torne mais punitiva relativamente ao abandono dos animais, não só através do aumento das coimas, mas também criando uma base de dados, de acesso fácil via Internet, com os nomes dos infractores.

Ana Baêna / Bons Amigos

  • Fazer um levantamento obrigatório de todos os animais existentes no nosso país, o que estamos longe de saber ao certo de quantos existem;
  • Campanha massiva de esterilização de cadelas;
  • Autorização limitada de procriação a pessoas ou firmas idóneas e com instalações adequadas;
  • Penalização aos abandonos. A lei existe mas não é posta em pratica;
  • Obrigatoriedade da pratica de estágios para estudantes veterinários nos canis municipais, assim teríamos apoio veterinário gratuito e aos estudantes seria dada uma oportunidade fantástica de pratica;
  • Apoio para a esterilização das cadelas nos canis e também a particulares (acho que todos sairiam ganhadores: animais, associações, veterinários e o próprio Estado).

Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos
Campanhas de esterilização massivas e de educação nas escolas.

Mafalda Ferreira / União Zoófila

  • Fazer cumprir efectivamente as leis que existem e que punem o abandono;
  • O Estado responsabilizar-se pela esterilização dos animais errantes evitando assim que existam cada vez mais, em terríveis condições de vida ou acabando por ser abatidos nos canis municipais;
  • A mais importante mas a mais difícil de conseguir: criar nas pessoas a responsabilidade cívica e moral de que um animal não é um objecto mas um ser vivo que deve ser tratado com respeito.

Se o animal é de raça ou tem pedigree, deve ser “vendido” pelo criador.
– Margarida Alves / Projecto Ruivinho

Rita Duarte / ABRA
A sensibilização das pessoas deveria ajudar nesse aspecto. Fazemos campanhas de sensibilização junto das nossas campanhas de adopção, e várias vezes deslocamo-nos a escolas para tentar sensibilizar as crianças de hoje, que serão os adultos de amanhã.

O método mais eficaz seria a esterilização de todos os animais de rua, faria com que diminuísse radicalmente o número de animais nascidos e consequentemente o número de animais abandonados.

Ana Isabel Monteiro / Animarco

  • Termos responsáveis governamentais e locais com sensibilidade e vontade de mudar a situação e não encontrar apenas como solução final a construção de canis;
  • As câmaras municipais terem veterinários municipais com sensibilidade e empenhados em lidar com o drama dos maus tratos e animais abandonados;
  • Alteração das leis portuguesas em relação aos direitos dos animais, isto é, punir severamente os maus tratos e abandono de animais;
  • Finalmente, evoluir e considerar os animais seres vivos.

Susana Céu / Bichanos do Porto
A sensibilização para o tema em si. Começar pelas gerações mais novas que serão o nosso amanhã e mudar mentalidades. Passar a ver os animais de estimação ou de rua como os seres vivos que são e que necessitam de respeito. Cada um de nós tem de entender que pode, de facto, fazer a diferença.

Mafalda Simões / AAAAV
Como será difícil ou mesmo impossível mudar as mentalidades de muitas pessoas, através da sensibilização do problema, o primeiro passo seria a nível legal tornar as leis existentes mais punitivas para quem abandona, maltrata e pratica atrocidades aos animais.

Cada um de nós tem de entender que pode, de facto, fazer a diferença.
– Susana Céu / Bichanos do Porto

Helena Mascarenhas / AOAAA
A esterilização em massa dos animais, educação cívica, maior responsabilização e menor inconsciência.

Sílvia Coutinho / AUAUA
Acima de tudo mudar as leis deste país face aos animais, uma vez que um animal é como um objecto na lei portuguesa. Acredito piamente que se começassem a existir coimas mais pesadas e ate prisão as pessoas aprendiam, como já acontece em vários países da Europa.

Ana Vian Nunes / APA
Penso que será necessário começar [a ensinar] às crianças desde o infantário que um animal é um ser vivo que sofre e tem sentimentos como nós. Talvez eles consigam transmitir isso aos pais, mas sinceramente não tenho uma grande esperança.

Rosário Almeida / APAAE
A esterilização a preços justos e não claramente especulativos como os praticados hoje em dia nas clínicas veterinárias.

Marto Fontes / Animais da Quinta

  • Chipar todos os animais, sendo comparticipado pelas autarquias;
  • Coimas pesadas para quem os abandonasse, maltratasse e desse más condições, pois neste país as coisas só funcionam mexendo no bolso das pessoas, não mexendo está tudo bem;
  • Maior fiscalidade aos proprietários dos animais verificando o bem estar deles;
  • Uma instituição que solucionasse os problemas dos maus tratos e más condições, pois as que temos não funcionam, só dão nome e números de telefones bonitos e quando se liga, ninguém tem ordens para resolver, nem sabem como resolver, isto é lamentável. Exemplo: em todas as campanhas de rua que fazemos aparece alguma pessoa a pedir um contacto para apresentar queixa de um vizinho que maltrata os animais, dizem que ligaram para SEPNA, GNR, PSP, Câmaras, etc, nada nem ninguém consegue resolver, não sabem nem têm ordens para resolver nada.

Muitas famílias não esterilizam por ser muito caro. A esterilização de uma cadela pode atingir o valor igual a metade do salário mínimo nacional.
– Ana Duarte / BIANCA

Sílvia Neto / GV Cascais
Sem dúvida que o primeiro passo prende-se com mudanças de mentalidades. Enquanto os animais não deixarem de ser vistos como simples objectos, o abandono irá continuar. Juntamente, devem ser criadas leis que protejam os animais e criados meios para que se façam cumprir as ditas leis.

Maria Teresa Costa / Cantinho do Tareco
Esterilização e campanhas de sensibilização junto das populações – trabalho a realizar com apoio autárquico.

Armando Frade / AEZA
Uma lei aprovada na A.R. que torne as castrações e esterilizações obrigatórias durante um determinado período, até que seja possível diminuir drasticamente a sobre-população existente; também através da punição efectiva e rápida dos indivíduos que abandonam os seus animais!

Cristina Sousa / ABPA
Existirem multas bem pesadas.

Irina Maia / Amigo Fiel
Penso que introduzir nas escolas o tema do bem-estar animal e do abandono de animais, seria um passo muito importante.

Histórias insólitas

A APAAE tem presenciado algumas situações insólitas que, não fosse pela extrema gravidade das mesmas, seriam até hilariantes:

  • Uma senhora ligou e disse que há cerca de um ano tinha adoptado um gatinho na associação mas que agora, como já tinha crescido, brincava menos e já não a distraía tanto, portanto, perguntava se podia troca-lo por outro gatinho bebé;
  • Outra senhora também ligou para trocar o gato. Motivo: o gato estava grande demais;
  • Noutra ocasião, uma senhora pretendia adoptar um cachorro mas só na condição de o poder devolver assim que crescesse;
  • Conversa numa determinada loja de animais: “compra o bicho porque assim que te fartares dele leva-lo ao canil”;
  • Uma senhora chegou à APAAE para entregar uma cadelinha de 2 meses de raça pequena, filha de outra cadela dela, pois precisava de espaço no apartamento para receber um rotweiller;
  • Um senhor dá a vacina da raiva ao seu cão, várias vezes por ano, porque o cão é “muito mau”;
  • Inúmeras histórias de pessoas que chegam às portas da APAAE com o discurso “venho aqui para vos oferecer este animal”.
Entrevista a associações de proteção animal

Fotografia: Jorunn D. Newth

As condições necessárias para a manutenção dum réptil são muito específicas e passam por um largo investimento em material.
– José Pedro Mateus / APT

3. O que falta às associações para acolherem animais exóticos abandonados / maltratados?

Maria de Lurdes Oliveira / Patas Errantes
A detenção de exóticos está regulamentada por lei, pelo que as associações estão inibidas de se dedicar ao acolhimento de determinadas espécies. No que diz respeito aos exóticos permitidos, basta que as associações interessadas em se dedicar ao seu acolhimento adquiram os conhecimentos necessários sobre as espécies alvo e criem as condições de abrigo necessárias às mesmas.

Necessitam de estruturas específicas e o seu cuidado exige know-how que a maioria das associações não possui.
– Susana Neves / Animais de Rua

Margarida Alves / Projecto Ruivinho
Tudo, a meu ver. As instituições estão na sua maioria direccionadas para os cães, algumas (poucas) para os gatos, mas para os restantes animais, que muitas das vezes necessitam de condições especificas, já só se poderá encontrar particulares (imagino que muito poucos) que poderiam servir de FAT ou FAP.

Susana Neves / Animais de Rua
Infelizmente a protecção animal não é considerada uma prioridade pelo Estado Português, logo, a grande maioria das associações de protecção animal sobrevive apenas graças a donativos de particulares e debate-se com inúmeras dificuldades e falta de recursos humanos e materiais.

Uma vez que os recursos são tão limitados, as associações que têm abrigos dedicam-se a acolher os animais que são abandonados em maior número que são os cães e os gatos. Os animais exóticos necessitam de estruturas específicas e o seu cuidado exige know-how que a maioria das associações não possui, precisamente por investirem os seus parcos recursos materiais e humanos no acolhimento de cães e de gatos.

José Pedro Mateus / APT
No caso da APT, faz falta quem perceba de répteis e veterinários com conhecimentos. No caso dos répteis , as condições necessárias para a manutenção dum animal destes por tempo indeterminado, são muito específicas e passam por um largo investimento em material. Como sabemos muitas destas associações vivem de donativos, logo não lhes é fácil aceitarem animais cuja manutenção é alta, mesmo que numa situação provisória.

Ana Duarte / BIANCA
Falta-lhes infraestruturas e apoios. Muitas associações recolhem os seus animais em casas de particulares, não será fácil abrigar animais exóticos dado as características das espécies.

Filipe Melo da Silva / ASPA
Infelizmente, a maior parte das associações de protecção dos animais existentes não possuem recursos financeiros para poderem ter instalações apropriadas para abrigarem diversas espécies animais. O custo de recriar dos habitats necessários para albergar cada espécie são muito elevados, para já não falar na diversidade da alimentação e no apoio veterinário diferenciado. Só com apoios estatais isso poderá vir a ser um dia possível.

Ana Baêna / Bons Amigos
Às associações falta tudo para poder acolher animais exóticos. Acho que nesse caso e devido ao tamanho do país e à complexidade e diversidade dos animais exótico, deveria existir um único centro de acolhimento.

Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos
Todas as associações que conhecemos têm o mesmo problema: falta de meios, seja humanos, seja financeiros, seja físicos. Esses animais porque têm necessidades especiais e porque a maior parte das pessoas não sabe lidar com eles nem conhece as suas necessidades, serão mais difíceis de alojar e tratar.

O custo de recriar os habitats necessários para albergar cada espécie são muito elevados, para já não falar na diversidade de alimentação e no apoio veterinário diferenciado.
– Filipe Melo da Silva / ASPA

Mafalda Ferreira / União Zoófila
As associações em geral, tal como a UZ, não recebem qualquer tipo de ajudas e sobrevivem apenas com a boa vontade das pessoas não tendo por isso condições para acolher animais que, além de serem muito menos numerosos, exigem condições muito mais específicas para sobreviver.

Rita Duarte / ABRA
Poucos veterinários têm formação para tratar de animais exóticos por falta de informação, o mesmo acontece com a população em geral. Talvez se devesse juntar um grupo de apaixonados de exóticos e formar uma associação com esse propósito. Já tivemos pedidos de ajuda a outros animais que não cães ou gatos e ajudamos sempre que está ao nosso alcance, seja que animal for.

Ana Isabel Monteiro / Animarco
Falta tudo.

Susana Céu / Bichanos do Porto
Confesso que desconheço a realidade das associações no que diz respeito a animais exóticos. No entanto, sabendo as dificuldades porque as mesmas passam quando o assunto são cães ou gatos deduzo que à falta de condições físicas se junte também um maior desconhecimento sobre a prestação de cuidados.

Mafalda Simões / AAAAV
Basicamente mais apoio do Estado. Neste momento grande parte ou mesmo todas as associações de animais abandonados sentem grandes dificuldades a nível financeiro e de infraestruturas. Muitas sobrevivem de donativos e quotas de sócios.

Como tal, já é bastante difícil ajudar os animais mais “normais” que acolhem (cães e gatos). Não duvido que se surgissem outros animais abandonados as associações ajudariam mas, com toda a certeza com bastantes dificuldades, pois teriam que criar espaços mais apropriados para além de outras situações acrescidas.

Helena Mascarenhas / AOAAA
Diríamos que falta tudo. Se para acolher os cães e gatos sabe Deus a luta que é.

Sílvia Coutinho / AUAUA
Às associações falta tudo, primeiro as associações deviam ser apoiadas monetariamente pelo Estado, porque estão a fazer o trabalho que tem de ser feito por este, mas sem dinheiro não se pode fazer muito e mesmo assim as associações dividem-se para que nada falte aos animais que albergam. Falta também muito voluntariado e um apoio directo de veterinários. Falta também muita informação sobre esses animais, por vezes nem sequer sabemos como os tratar.

Todas as associações que conhecemos têm o mesmo problema: falta de meios, sejam humanos, sejam financeiros, sejam físicos.
– Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos

Ana Vian Nunes / APA
As associações de protecção animal na sua maioria, para não dizer totalidade, com grandes dificuldades económicas para sustentar as centenas de animais ditos domésticos que têm a seu cargo. Então onde arranjar dinheiro para comprar reptilários, manter lâmpadas acesas 24 horas por dia e dar condições de vida exóticas a esses animais?

Por outro lado, muitas associações situam-se em zonas ainda bastante rurais. Se é difícil conseguir qualquer ajuda da população local para animais que são comuns, imagem como seria se fizéssemos uma campanha para angariar fundos para alimentar e sustentar cobras ou ratazanas que eles gostariam de exterminar.

Penso no entanto que estará na altura de alguém criar uma associação para acolher esses animais. Porque há imensa gente que os tem e também os abandona. Eu própria já tirei uma iguana viva e saudável de um caixote do lixo. Ora não havendo animais de primeira e segunda categoria, eles também precisam de protecção.

Rosário Almeida / APAAE
Alojamentos adequados, equipamentos e formação.

Marto Fontes / Animais da Quinta
As associações não têm condições para acolher cães e gatos, imagina animais exóticos, acredito que até já haja associações para esse tipo, pois seria muito bom, só que as condições que as associações têm são deploráveis, tanto a nível económico como de instalações.

Nós (associações) precisamos pedir, quase mendigar em campanhas, para conseguir dinheiro para rações, medicamentos e veterinários. Isto é lamentável, estarmos a fazer um bem à sociedade e ás autarquias, pois não gastam dinheiro com isto e nós é que temos que nos mexer, arranjar dinheiro, ficar a dever em hotéis, veterinários, etc.

Poucos veterinários têm formação para tratar de exóticos.
– Rita Duarte / ABRA

Sílvia Neto / GV Cascais
Às associações faltam infraestruturas adequadas para alojar os animais, conhecimentos para tratar dos mesmos e voluntários que estejam na disposição de os tratar, porque não é toda a gente que sabe e quer tratar, por exemplo, de uma cobra.

Maria Teresa Costa / Cantinho do Tareco
O número exagerado de animais, cães e gatos, nas ruas, que nos enchem todos os espaços e gastam todos os recursos.

Armando Frade / AEZA
Falta tudo, falta tempo; falta de instalações; falta de apoio das entidades competentes e também dos cidadãos em geral que apenas criticam e nada fazem para ajudar; falta de voluntários; falta de dinheiro; etc, etc, etc…

Imaginem uma campanha para angariar fundos para alimentar cobras ou ratazanas, que as pessoas gostariam era de exterminar,
– Ana Vian Nunes / APA

Cristina Sousa / ABPA
Condições.

Irina Maia / Amigo Fiel
Faltam infraestruturas adequadas e pessoas com conhecimentos para fazerem o acompanhamento correcto deste tipo de animais.

Antes de comprar um réptil

A APT elaborou uma lista de factos e recomendações, para todos os leitores interessados em adquirir um réptil reflectirem antes de comprarem o animal, evitando assim uma má experiência futura para ambos.

Os répteis:

  • Não são animais domésticos, são animais selvagens que toleram e se habituam à nossa presença;
  • Comem alimento vivo (exemplo dos lagartos) ou congelado (exemplo das cobras) o que para algumas pessoas pode ser um impedimento, são poucos os répteis completamente vegetarianos;
  • Em bebés são muito pequeninos e bonitinhos, mas crescem e tornam-se animais muito grandes e pesados, como é o caso das iguanas e de algumas espécies de serpentes;
  • Necessitam, em especial no período de mais frio (Primavera, Outono e Inverno) de serem permanentemente aquecidos;
  • São muitas vezes agressivos e podem produzir ferimentos muito dolorosos;
  • Raramente são animais que reúnam a anuência de toda a família;
  • São animais caros, uma grande parte não é para qualquer bolsa;
  • São animais que necessitam duma manutenção cuidada e cara;
  • Podem viver mais de 20 anos, não são animais de vida curta.

Não compre um réptil:

  • Se tem medo de ser mordido;
  • Se não tem rendimentos próprios (é um hobbie muito dispendioso);
  • Se a sua vontade de ter um réptil é só porque um vizinho ou um amigo tem;
  • Se alguém na sua casa tem medo ou não gosta de répteis;
  • Se não pode garantir que alguém trate do seu animal durante a sua ausência e não está disposto a abdicar das suas férias;
  • Se não consegue garantir o fornecimento regular de alimento ao seu animal, não esqueça que em alguns locais é difícil conseguir alimento;
  • Se só quer comprar um réptil para andar a mostrar aos amigos, seja passeando-o ao ombro seja ao pescoço na rua.

Em resumo, deve informar-se muito bem sobre a espécie que vai adquirir, garantir que lhe consegue fornecer sempre o alimento necessário. Assegurar-se que está preparado para um animal que pode viver mais de 20 anos e que pode garantir-lhe o espaço necessário num terrário para que possa mexer-se sem dificuldade.

Não se esqueça que os répteis são animais que entram em stress com muita facilidade, em especial os juvenis e que qualquer mudança no seu meio ambiente pode levar desde a agressividade extrema à recusa de alimento.

Assegurar-se que se necessário é capaz de matar o alimento para fornecer ao seu animal.

Se acha que é capaz de garantir ao seu réptil todas as condições, bem vindo ao hobby, se tem alguma duvida, tire-a antes de adquirir o animal, se mesmo assim tiver dúvidas faça um favor a si próprio e ao animal e não o compre.

Entrevista a associações de proteção animal

Fotografia: Kevin Steele

O espírito de interajuda é maior… por vezes, basta um apelo enviado por mail para se salvar um animal.
– Mafalda Simões / AAAAV

4. De que forma a Internet tem influenciado o panorama dos animais em geral e o vosso trabalho em particular?

Maria de Lurdes Oliveira / Patas Errantes
A exposição mediática é um veículo precioso na difusão das mensagens dado que as consegue a um elevado número de receptores. Cabe-lhes um papel fundamental de, dessa forma poderem contribuir, não só para a denúncia de casos mas também para a consciencialização cívica e social da sociedade no que se refere ao respeito pela causa animal. No caso concreto das Patas Errantes a Internet é um instrumento fundamental na divulgação do trabalho da associação e comunicação com a sociedade.

Margarida Alves / Projecto Ruivinho
No meu caso o projecto seria impossível sem a Internet, só através dela consegui a informação e ajuda que necessitava. “Torna o longe, mais perto”. Com a minha experiência noutra associação o índice de adopção aumentou.

Susana Neves / Animais de Rua
No caso da nossa associação, é uma ferramenta de trabalho absolutamente indispensável. O site, em particular, é o grande motor do nosso trabalho (www.animaisderua.org). É através dele que procuramos padrinhos para as esterilizações e colocamos fotografias de todos os animais esterilizados pela associação e também dos que se encontram ainda a aguardar esterilização.

O nosso site recebe, em média, cerca de 300.000 visitantes por ano. O email, por seu lado, é o meio de comunicação privilegiado para a comunicação entre os voluntários e com uma parte significativa das pessoas que procuram a nossa ajuda. Por seu lado, o Facebook tem sido uma rede social de pertinente difusão das nossas actividades e acções. No espaço de meia dúzia de meses somamos 8.000 pessoas à nossa causa.

José Pedro Mateus / APT
De forma nenhuma em especial. Diz-nos a experiência que o “trabalho de campo” é muito mais profícuo que a Internet e redes sociais.

Ana Duarte / BIANCA
A Internet é, como em todas as áreas de actividade, uma mais valia. A informação corre instantaneamente. Se alguém perdeu ou achou um animal 5 minutos depois informa os amigos próximos que informarão imediatamente outros e assim, a foto do animal chega a todo o país. Se algum animal carece de cuidados especiais também esse meio de divulgação ajuda a encontrar quem possa fornecer.

Lanço aqui o desafio para a criação de um site para animais encontrados (à semelhança do Encontra-me.org) Quem encontrasse um animal colocaria nesse site, e era muito provável que se chegasse ao seu proprietário que poderia procurá-lo ou não. Se tivesse sido abandonado, alguem poderia identificar o animal. Seria necessário um grupo de advogados pro-bono para depois actuar judicialmente, compovando-se que o dono o abandonou.

Filipe Melo da Silva / ASPA
A Internet facilita a divulgação da associação, das suas acções e de toda a vida interna da mesma, bem como é um meio de comunicação privilegiado, no entanto nada substitui o trabalho efectuado no terreno, tanto por nós como por todos aqueles que connosco colaboram.

Ana Baêna / Bons Amigos
Acho que a Internet e redes sociais têm projectado a toda a população em geral o problema que até à pouco tempo só era vivido por alguns voluntários de algumas associações. Graças a elas acho que há mais associações, mais voluntários, mais população consciente e mais animais recolhidos.

A informação motiva a mudança e creio que é um começo para que as pessoas tomem consciência da real situação dos animais.
– Sílvia Neto / GV Cascais

Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos
A Internet hoje em dia é o meio primordial de divulgação. Muita informação circula, conseguindo-se encontrar muitos donos para animais por esta via. No caso da nossa associação é o meio de divulgação porque não temos um espaço físico próprio onde possamos ter os animais “expostos”.

Temos um site e um blog para este efeito. Usamos também o Hi5, o MySpace, o Facebook e alguns fóruns da especialidade. Calculamos que cerca de 50% das nossas adopções são conseguidas por esta via.

Mafalda Ferreira / União Zoófila
A exposição mediática tem neste caso, como em qualquer outro, uma importância muito grande pois as pessoas vivem a maior parte do tempo focadas nos seus problemas e só quando confrontadas com as situações, que até sabem que existem mas de que nem se lembram, é que se manifestam e acorrem, sendo em geral até bastante solidárias.

Rita Duarte / ABRA
A Internet é o nosso maior meio de divulgação e daí resultam grande parte das nossas adopções e todo o tipo de ajudas que precisamos (FAT’s, FAR’s, hotéis caninos, tratamentos veterinários, donativos…).

No entanto tudo tem os seus prós e contras. Se por um lado ajuda os animais, por outro por vezes existem pessoas que não compreendendo o nosso trabalho tentam denegrir a imagem da associação que luta todos os dias para o bem-estar animal.

Ana Isabel Monteiro / Animarco
A Internet tem sido uma boa forma de divulgar várias situações graves, animais para adopção, trocar opiniões entre voluntários de diversas associações, realizar actividades em parceria e um bom meio de passar a mensagem a muitas pessoas em simultâneo.

Susana Céu / Bichanos do Porto
Hoje em dia todos estamos na Internet e lá tudo se encontra. As redes sociais servem de auxilio à prestação de apoio em divulgação de situações, como por exemplo apelos ou eventos. Ao chegar a um grande número de pessoas faz com que haja uma maior exposição do caso que poderá, consequentemente, levar a um resultado num menor espaço de tempo, no caso de apelos para adopções ou Fat’s.

No caso de eventos e tendo em mente um que organizamos recentemente, o Bazar dos Bichanos, temos a certeza que o facto de o mesmo ter sido divulgado através do suporte Internet foi um garante da adesão que tivemos.

Mafalda Simões / AAAAV
Tem sido fundamental! As pessoas começam a ter conhecimento da realidade do nosso país em relação aos animais. O espírito de interajuda é maior. Por vezes basta um apelo enviado por mail para se salvar um animal, um site ou blog para conhecerem as associações existentes no país, as dificuldades que passam, os animais existentes para adopção, as mais diversas formas de ajudar. Sem duvida uma preciosa ajuda para os animais, associações e particulares que lutam por esta causa.

Helena Mascarenhas / AOAAA
Sem dúvida são fundamentais para ajudar na divulgação, passando a mensagem mais rapidamente a um maior número de pessoas. A aposta no site e nas redes sociais tem também ajudado a que a AOAAA se posicione como uma associação que pretende desenvolver um trabalho profissional e que procura uma gestão racional dos seus recursos.

Contudo, também conduz ao reverso da situação: sabendo da existência da associação abandonam à porta mais animais.

Sílvia Coutinho / AUAUA
Neste momento entregamos cerca de 90% dos animais devido à Internet. Temos site, blog, hi5 e facebook, tem sido uma ferramenta indispensável para a nossa associação.

Ana Vian Nunes / APA
A Internet e as redes sociais têm dado a conhecer o nosso trabalho, têm-nos aproximado de outras associações para que possamos, eventualmente, trabalhar em conjunto e têm um fantástico papel na divulgação não só dos animais que se encontram para adopção, como de crueldades praticadas a esses e outros.

Rosário Almeida / APAAE
A exposição mediática tem apenas como objectivo alertar, informar e sensibilizar a opinião pública para uma causa neste caso o bem-estar animal.

[A Internet] tem projectado o problema que até há pouco tempo só era vivido por alguns voluntários de algumas associações.
– Ana Baêna / Bons Amigos

Marto Fontes / Animais da Quinta
A meu ver, a Internet foi um meio excepcional para resolver certos casos, poderei dizer muitos mesmo, penso e tenho a certeza que só a televisão poderia fazer melhor, pois se os canais de televisão dedicassem 2 minutos a cada associação, 50% dos animais seriam adoptados e a população teria uma mentalidade mais humana.

Sílvia Neto / GV Cascais
A Internet é fundamental para dar a conhecer o trabalho que é feito e que ainda é necessário fazer em prol dos animais. A maioria das pessoas têm acesso à Internet e este é o melhor veiculo para chegar até elas, seja nas redes sociais, em blogues ou sites. A informação motiva a mudança e creio que é um começo para que as pessoas tomem consciência da real situação dos animais em Portugal.

Maria Teresa Costa / Cantinho do Tareco
Maior divulgação o que permite mais adopções e apoios.

Armando Frade / AEZA
Tem melhorado e agilizado bastante a nossa associação, através da rapidez e fluidez em que conseguimos enviar e receber informação em geral.

Cristina Sousa / ABPA
Ajudam a divulgar, mas muitas vezes é de pouca ajuda, muitas vezes as pessoas utilizam a net para falar mal das pessoas, criticar, não sabem fazer melhor e nem ajudam.

Irina Maia / Amigo Fiel
Na realidade tem servido para dar a conhecer a associação, mas ainda não colhemos frutos desta exposição, nomeadamente voluntários (que tanto necessitamos) e pessoas interessadas em adoptar animas errantes.

Entrevista a associações de proteção animal

Fotografia: annia316

O número de abandonos cresce sempre a seguir a esta época, quando as pessoas se apercebem que afinal o que levaram para casa dá trabalho, faz barulho, dá despesa e até estraga algumas coisas.
– Mafalda Ferreira / União Zoófila

5. Que opinião têm sobre os animais comprados / adoptados como prenda de Natal?

Maria de Lurdes Oliveira / Patas Errantes
A Associação Patas Errantes não participa em campanhas de adopção e é contrária à sua realização, seja em que época do ano for. Nenhum Patas Errantes é adoptado sem uma triagem prévia dos candidatos a adoptantes e a sua aceitação das condições de adopção.

A adopção de um animal é um acto de tal forma decisivo na sua vida futura que só pode ocorrer na consciência de que à partida estão reunidas as condições para seja bem sucedida, sendo que no caso de insucesso a associação tem a obrigação de o re-acolher. A Associação Patas Errantes é contra a comercialização de animais de companhia como prendas de Natal.

Margarida Alves / Projecto Ruivinho
Recordo a campanha das tartarugas que acontecia sempre em Setembro, como coincidia com a época de hibernação, pensavam que os animais morriam como consequência quantas não foram parar a sanitas e posteriormente à natureza, como espécie invasoras. Não concordo com a oferta de animais pela compra de artigos, mais quando é feita por pessoas que não estão devidamente informadas e incapazes de alertar as pessoas para as necessidades e características do animal.

Susana Neves / Animais de Rua
Temos especial atenção nesta época, no que respeita a adopções. Há voluntários que nos 15 dias que antecedem o Natal se recusam a entregar animais para adopção. Temos sempre o cuidado de explicar às pessoas que nos contactam a razão dessa nossa forma de agir. Na verdade, muitos dos animais oferecidos em Dezembro como presentes de Natal são vítimas de abandonos de Verão. São muitas vezes adopções e aquisições precipitadas e irresponsáveis, que nós procuramos não estimular.

As campanhas nesta altura podem, de facto, induzir as pessoas a uma falsa vontade de adopção.
– Susana Céu / Bichanos do Porto

José Pedro Mateus / APT
A mesma que teríamos quando um animal é comprado por impulso, visto que é disso que se trata, seja em época Natalícia ou não.

Ana Duarte / BIANCA
Somos completamente contra animais para oferta. Recusamos essas adopções. As nossas campanhas de adopção em Dezembro são iguais às do ano inteiro. Não damos animais “para surpresas” também. A surpresa pode vir a ser nossa. Todas as adopções são um risco. Há que avaliar os adoptantes e visitar a família antes da adopção.

Filipe Melo da Silva / ASPA
Não, não me parece que esse perigo exista, desde que cada associação cumpra com as leis em vigor, principalmente no que respeita à chipagem dos animais e efectue uma pequena entrevista, ao futuro adoptante / comprador, afim de analisar as condições em que o animal irá viver.

Ana Baêna / Bons Amigos
Sem dúvida que sim que as campanhas de Dezembro correm um sério risco de serem vitimas de cãezinhos presentes e que vão ser abandonados ao fim de pouco tempo.

Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos
Concordo a 100% com a frase conhecida “A dog is for life, not just for Christmas”. De facto a maior parte dos animais “presente” acabam por ser despachados quando perdem a piada, deixam de ser novidade ou por qualquer outro motivo que espelha a ligeireza com que foi tomada a decisão de o levar para casa. O facto de serem dados como “presente” reafirma a posição legal dos animais em Portugal: objectos! Nunca poderiamos concordar com a redução de um ser vivo a um objecto.

Mafalda Ferreira / União Zoófila
O animal dado como “presente de Natal ao menino” é um problema que realmente existe, pois em geral são aquelas adopções feitas para satisfazer um capricho, como comprar uma bola ou uma boneca, com a diferença que o animal não se pode guardar no armário e ir buscá-lo só quando apetece. Daí a nossa preocupação em fazer adopções responsáveis, procurando sempre averiguar quais as motivações de quem vai adoptar e que condições lhe poderá proporcionar.

O número de abandonos cresce sempre a seguir a esta época quando as pessoas se apercebem que afinal o que levaram para casa dá trabalho, faz barulho, dá despesa e até estraga algumas coisas.

Recordo a campanha das tartarugas que, como coincidia com a época de hibernação, pensavam que os animais morriam, como consequência quantas foram parar a sanitas…
– Margarida Alves / Projecto Ruivinho

Rita Duarte / ABRA
Durante todo o ano se corre o risco de o animal ser oferecido como prenda, se não for pelo Natal, será por algum aniversário. Somos bastante rigorosos nas nossas adopções e desaconselhamos por completo a oferta de animais como uma prenda, pois muitas das vezes o resultado não é o melhor. Além disso apenas fazemos a adopção com a própria pessoa com quem vai ficar o animal presente para assinar um termo de responsabilidade.

Ana Isabel Monteiro / Animarco
Sim corremos o risco de dar o animal e a seguir ao Natal ser devolvido, mas este risco acontece durante o ano todo. As pessoas adoptam porque é pequenino, fofinho, acham que não vai estragar nada e não vai fazer barulho, mas não é assim e devolvem. É a mentalidade dos portugueses em geral.

Basta crescerem, comerem, beberem, fazerem as necessidades em sítios menos próprios, roerem a mobília, subirem pelas cortinas ou até mesmo latirem ou miarem!
– Mafalda Simões / AAAAV

Susana Céu / Bichanos do Porto
Habitualmente nós não participamos em campanhas de adopção porque preferimos um contacto diferente com os possíveis adoptantes. Creio que estas campanhas e, especialmente nesta altura podem, de facto, induzir as pessoas a uma falsa vontade de adopção. O que não quer dizer que seja a regra pois, existem também aqueles que ponderam bem uma adopção mas esperam por esta altura para a concretizar. Cremos que naquele curto espaço de tempo nunca é fácil avaliar convenientemente o adoptante e determinar se o acto será apenas um impulso ou não.

Mafalda Simões / AAAAV
Infelizmente o Natal para muitos destes animais é bastante cruel! Grande parte desses animais são abandonados mais tarde. Por vezes basta crescerem, comerem, beberem, fazerem as necessidades nos sítios menos próprios, roerem a mobília, subirem pelas cortinas ou até mesmo latirem ou miarem!

Em relação às campanhas de adopção também há esse risco. Não só em Dezembro mas principalmente nesta época há um cuidado acrescido nas adopções como, por exemplo, tentar que o animal adoptado fique relativamente perto para que seja “vigiado” com mais frequência pelos voluntários da associação.

Helena Mascarenhas / AOAAA
No Natal ou noutra época do ano a compra ou adopção de um animal tem que ser um acto de plena consciência e responsabilização. Se assim não for, não vale a pena comprar ou adoptar.

Quem estiver realmente interessado em adoptar um animal, não o faz à última da hora.
– Irina Maia / Amigo Fiel

Sílvia Coutinho / AUAUA
É muito mau quando uma pessoa nos chega e pede um animal para dar como presente. Quando vem com estas condições perguntamos sempre se já falou com o dono da casa e se está de acordo, nunca damos um animal sem essa condição. As campanhas de adopção nesta época correm sim esse risco mas as pessoas que estão a fazer a iniciativa de certeza que tem o cuidado de se certificar das condições para qual é feita a adopção.

Ana Vian Nunes / APA
Um animal não pode nem deve ser uma prenda para ninguém em nenhuma altura do ano. Adquirir ou adoptar um animal deve ser uma decisão bem ponderada, pensando em todos os prós e contras, nas ferias, nos feriados, nos estragos, nas consultas veterinárias, na alimentação e no tempo que se tem disponível para esse animal, não necessariamente por esta ordem.

Logo não acredito em adopções por impulso nem animais como prenda. Aliás a iguana de que falei (N.R: na questão anterior) foi encontrada num dia 27 de Dezembro…

Rosário Almeida / APAAE
Um animal não deve ser encarado com a leveza com que vemos a maioria dos presentes e, portanto, não deve ser adquirido ou oferecido como um simples presente. Optar por se ter um animal tem de implicar reflexão e estabelecer-se com o mesmo um compromisso para a vida.

Marto Fontes / Animais da Quinta
Não, não correm riscos, quem compra uma cão para oferecer, ou para dar aos meninos de casa, é ponto assente que esse animal mais ano menos ano esta na rua, no canil ou numa associação, isso ponho o meu pescoço, quem quer adoptar um animal, já tem mais informações sobre o abandono e o trabalho das associações, já são pessoas mais sensibilizadas e se for feita uma boa triagem sobre os adoptantes pode ser que isso traga uma boa adopção (se não é para um é para outro ou para outro).

É pequenino, fofinho, não vai estragar nada e não vai fazer barulho, mas afinal não é assim e devolvem.
– Ana Isabel Monteiro / Animarco

Sílvia Neto / GV Cascais
Este é um exemplo da necessidade de mudança de mentalidades. Um animal não é um objecto, muito embora o seja pela lei, logo não deveríamos escolher um animal como quem escolhe um casaco para oferecer. Estamos a falar de seres vivos, que vão passar connosco vários anos e não apenas de um presente de Natal que possa ser arrumado na prateleira quando nos cansarmos dele. As campanhas de adopção de Dezembro podem incorrer nesse risco, claro. Daí a importância de se fazer uma boa triagem nas adopções, para identificar se o adoptante se enquadra dentro do perfil do “bom dono”.

Maria Teresa Costa / Cantinho do Tareco
Não tememos a época natalícia, pelo contrário, é o período onde ocorrem mais adopções, mas os temores são minimizados quando se têm condições rigorosas para as adopções. Por exemplo, na nossa associação, todos os animais estão vacinados, chipados e esterilizados (os bebés adoptados virão à associação, aos 5 meses, para ser efectuada a cirurgia) e os adoptantes, no acto da adopção têm de comparticipar nas despesas efectuadas com chip, vacinas e esterilização. Consideramos que desta forma já efectuamos uma boa triagem.

Não participamos em campanhas de adopções e somos contra a sua realização, seja em que época do ano for.
– Maria de Lurdes Oliveira / Patas Errantes

Armando Frade / AEZA
Animais comprados, totalmente contra, o nosso lema é “os amigos não se compram, os amigos adoptam-se”! Em relação aos adoptados, desde que sejam através de adopções responsáveis e controladas, não vejo grande problema; mas é preciso muito cuidado nas adopções por impulso, que tentam fazer do animal, um mero brinquedo que depressa perde o interesse…

Cristina Sousa / ABPA
Somos totalmente contra a compra de animais e também a adopção de animais para um menino, como prenda de natal. penso de adopção de um animal é um posso muito importante e é um novo membro da família, o mal das pessoas é que querem o animal para mais um objecto, mais um brinquedo.

Irina Maia / Amigo Fiel
Respondo em 5 palavras: um amigo não se compra! Quem adopta deve antes de mais fazê-lo com responsabilidade. Trata-se em adoptar um ser vivo que necessita de cuidados essenciais e muito carinho. Portanto a quem o fizer desta forma só tenho a desejar muitas felicidades. Não me parece correcto fazer campanhas nestas alturas. Quem estiver realmente interessado em adoptar um animal de forma consciente, não o faz à última da hora. É algo em que se tem de pensar muito bem.

Acrónimos

Nas associações e nos sites de adopção de animais (bem como nesta própria entrevista), são utilizados os acrónimos FAT, FAR ou SRD. Em baixo deixamos uma breve explicação sobre o significado de cada um deles:

FAT
Família de Acolhimento Temporário
Pessoa ou família voluntária que acolhe um determinado animal de forma temporária. As FAT’s são indispensáveis em diversas situações: animais em risco de abate (canil), animais em recuperação após cirurgia, entre outras situações. A FAT acolhe e trata do animal até que lhe seja arranjado um dono definitivo.

FAR
Família de Acolhimento Remunerado
Semelhante à anterior no objectivo e nas situações, com a diferença de que a pessoa ou família é remunerada pela associação ou responsável pelo animal a ser acolhido.

FAP / FAR
Família de Acolhimento Permanente / Definitivo
Embora estes acrónimos também existam, o seu uso é raro. Por outras palavras, FAP ou FAR é o dono do animal, uma vez que o acolhimento é, em condições normais, definitivo.

SRD
Sem Raça Definida
O acrónimo SRD é vulgarmente utilizado para definir um animal de raça indeterminada, também chamados de rafeiros. No entanto, em rigor, o termo é extensível a todos os animais sem LOP (registo no Livro de Origens Português).

Por exemplo, podemos olhar para um cão idêntico a um pastor alemão puro, mas se o mesmo não estiver registado como tal no CPC (Clube Português de Canicultura), é para todos os efeitos um cão sem raça definida / rafeiro.

Nestas situações, costuma-se dizer que o animal é “arraçado de.”. Este último termo pode ser abreviado para “X raça”, ou seja, se vir um anúncio de um cão para adopção com a descrição de raça “X Husky”, significa que esse cão é arraçado de Husky.

Entrevista a associações de proteção animal

Fotografia: Randi Hausken

Dizer o «amor pelos animais» seria repetido e redundante. Acho que é o amor pelo ser vivo, o respeito, o direito à vida, independentemente do tamanho ou raça.
– Margarida Alves / Projecto Ruivinho

6. O que vos motiva?

Maria de Lurdes Oliveira / Patas Errantes
Pessoalmente motiva-me o amor e o respeito que dedico aos animais e o gosto em servir uma causa que considero nobre mas que à luz da sociedade actual é ainda considerada causa menor.

Margarida Alves / Projecto Ruivinho
Dizer o “amor pelos animais” seria repetido e redundante. Acho que é o amor pelos ser vivo, o respeito, o direito à vida, independentemente do tamanho ou raça. Somos todos necessários.

Susana Neves / Animais de Rua
Saber que um grande número de animais sofre de forma atroz e a certeza de que, trabalhando em conjunto com outras pessoas e com uma associação em que acredito profundamente, posso mudar o destino de muitos deles.

Um simples abanar de cauda é suficiente para nós.
– Marto Fontes / Animais da Quinta

José Pedro Mateus / APT
O que nos motiva a todos, é o gosto que temos por estes animais. Gostamos não por serem um animal que está na moda, mas sim pelo facto de serem animais excepcionais e com uma acção pedagógica e elucidativa poderão ser respeitados.

Além do mais era necessário reunir num mesmo “ponto” os amantes destes animais menos comuns e demonstrar que não são o “bicho mau” que muita gente diz serem. Que os mitos que os rodeiam são infundados e que podem ser animais de estimação excelentes.

Ana Duarte / BIANCA
Sou motivada pelo sofrimento dos animais. Depois de olharmos um animal nos olhos jamais nos esquecemos que eles são como nós. Não há diferenças fundamentais entre um cão e eu, ambos sentimos frio, fome, medo, dor, alegria e amor. É isso que me move e é isso que move todo o meu grupo de trabalho.

Filipe Melo da Silva / ASPA
O amor pelos animais, e a vontade de ajudar aqueles que não se podem defender das agressões, conscientes ou não, por parte dos humanos.

Ana Baêna / Bons Amigos
Motiva-me sempre que vejo um cãozinho / gato indefeso, magrinho e cheio de fome e a pedir ajuda. Aqueles olhinhos a olhar para nós são um estimulo constante a que não os abandone também.

Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos
O amor incondicional pelos animais.

Mafalda Ferreira / União Zoófila
O que me motiva é uma grande paixão pelos animais embora sinta que o que lhes consigo dar é sempre muito inferior ao que eles me dão em troca.

Rita Duarte / ABRA
O incondicional amor que apenas um animal pode e sabe dar, é por eles que sofrem sem voz para de defender, é por tudo de bom que eles são e por tudo de mau que o ser humano consegue ser.

Nasci numa família onde já havia a tradição de os proteger.
– Ana Vian Nunes / APA

Ana Isabel Monteiro / Animarco
Além do gosto e paixão que sinto pelos animais, o facto de fazer algo útil na nossa sociedade que tão pouco valor dá a causas que não trazem protagonismos.

Susana Céu / Bichanos do Porto
A nós todas motiva-nos a certeza que ajudamos a fazer a diferença. Não há nada melhor do que saber que os nossos peludos seguiram rumo para famílias 5* que continuam ano após ano a renovar laços de amizade. No fundo acabamos por ser todos uma grande família.

Mafalda Simões / AAAAV
O olhar de agradecimento de um animal!

Helena Mascarenhas / AOAAA
O que me motiva é o facto de que cada animal que tentamos ajudar e convivemos diariamente nos agradece de forma desprendida, humilde e sincera. Sentimentos estes que cada vez mais temos dificuldade em encontrar nos humanos.
O que me desmotiva é o facto de ajudarmos um e ficarem cem por poder ajudar pelo facto de sermos um país de gente sem cultura, ignorantes e insensíveis. Os animais não votam e como tal não têm “direito à palavra”…

Sílvia Coutinho / AUAUA
O que me motiva é adorar animais, saber que são seres indefesos, a maldade e crueldade para com eles irá sempre existir, mas eu pelo menos tento atenuar a dor e sofrimento de alguns e se todos fizermos um bocadinho pode ser que a mentalidade e civismo das pessoas mude! Além de que a nossa associação tem vários voluntários que fazem tudo pelos animais e por eles (animais e voluntários) eu vou continuar esta luta desigual.

Ana Vian Nunes / APA
Nasci numa família citadina onde já havia animais e a tradição de os proteger, sobretudo os mais fracos, doentes ou deficientes. Esse espírito mantém-se, não só para animais como para humanos e tenho muito orgulho nisso.
Portanto motiva-me o grande amor e respeito que tenho pelos seres vivos. Racionais e irracionais.

Rosário Almeida / APAAE
O imenso trabalho em prol do bem-estar animal em Portugal, onde há um longo caminho a percorrer.

Marto Fontes / Animais da Quinta
Apenas 3 ou 4 coisas: gosto e respeito pelos animais, defendo aqueles que nos dão tudo em troca de umas festas ou um biscoito, aqueles que não se podem defender, não podem falar, mas são aqueles que me dão alegrias todos os dias, cada tijolo que coloco, cada prego que meto, cada dia que me levanto para trabalhar é por eles. Tenho família, mas a minha vida é para os animais, pois eles não se podem defender, mas eles sabem que podem contar comigo e com todos os que me acompanham nesta luta, eles agradecem todos os dias, um simples abanar de cauda, é suficiente para nós.

Sílvia Neto / GV Cascais
Motiva-me saber que, embora seja uma pequena gota no oceano, pelo menos aqueles conseguimos salvar.

Maria Teresa Costa / Cantinho do Tareco
Não respondeu.

Armando Frade / AEZA
Tenho a plena convicção de que os animais fazem parte do nosso mundo, que partilham esta existência ao nosso lado, que devem ser vistos como nossos irmãos da criação e nunca como seres ” objectos” inferiores, que apenas existem para nos servir…

Cristina Sousa / ABPA
Os seus tristes olhares e a sua fidelidade, sempre amigos, quando precisamos estão ai.

Irina Maia / Amigo Fiel
Olhar para os meus meninos e ver que estão bem (estariam melhores se estivessem num lar, com mais atenção, evidentemente). A sensação de chegar ao refúgio e sentir a sua felicidade quando me vêm, procurando atenção e carinho.

Entrevista a associações de proteção animal

Fotografia: Paul Moody

Pense muito bem antes de adquirir um novo amiguinho, pois está a fazer uma escolha para a vida de ambos.
– Rosário Almeida / APAAE

7. Uma mensagem para os nossos leitores

Maria de Lurdes Oliveira / Patas Errantes
O homem é apenas uma de muitas espécies que partilha este planeta e não o seu dono. Qualquer sociedade só pode ser considerada evoluída cívica e culturalmente quando souber viver em harmonia com as outras espécies respeitando-as. A cada um de nós cabe a tarefa de trabalhar e contribuir para que esse estado seja atingido.

Margarida Alves / Projecto Ruivinho
Leitores que acredito também eles gostam de animais, deixo um abraço, e a certeza que sempre que se deparem com algum situação de ajuda, não pensem que fazem pouco, ou que pouca diferença fazem. Não são uma gota, pertencem a este mar de gente que não pára de acreditar.

E ao Mundo dos Animais um abraço para todos. “Vejo-vos”, acho, que ainda desde o “estado embrionário” e é uma alegria ver-vos “crescer”. Parabéns!

Susana Neves / Animais de Rua
Aproveito para, em nome da Associação Animais de Rua, desejar a todos os vossos leitores boas festas e apelar a que no próximo ano, cada um deles, partilhe algum do seu tempo e atenção à causa da defesa animal.

José Pedro Mateus / APT
Se pensa adquirir um réptil, artrópode ou anfíbio, pense em primeiro lugar nas condições que terá para lhe oferecer. Não se esqueça que a maior parte destes animais necessitam de aquecimento durante quase todo o ano, um terrário com espaço adequado e uma grande parte deles de alimento vivo. Veja se a sua família está disposta a partilhar o congelador com uma caixa de ratos mortos, ou de ter grilos e gafanhotos aos saltos pela casa.

Informe-se bem primeiro sobre a espécie que vai adquirir, reúna todas as condições para a manter, veja se toda a família está de acordo e se conseguir reunir todas as condições, tendo sempre em mente que a maior parte dos répteis vivem mais de 20 anos, então força adquira um réptil e seja bem vindo ao mundo da terrariofilia.

Ana Duarte / BIANCA
Se gostam de animais, então conhecem o valor da amizade pura. Ajudem a passar a mensagem de que os animais merecem respeito e carinho e que não devem ser encarados como brinquedos, modas ou passatempos. Cabe a todos nós mudarmos a forma como os outros os tratam e olham para eles. Feliz Natal e um 2010 sem abandonos!

Não são uma gota, pertencem a este mar de gente que não pára de acreditar.
– Margarida Alves / Projecto Ruivinho

Filipe Melo da Silva / ASPA
Os animais de estimação não são objectos descartáveis. Antes de adoptarem um animal pensem nas condições em que o mesmo irá viver, na disponibilidade económica e de tempo necessária, nas férias, nos problemas de saúde que o mesmo poderá vir a ter ou a causar (por exemplo, se existem problemas de alergias na família) e em todas as outras condicionantes que possam influenciar o bem estar do animal e dos que iram viver com ele.

Ana Baêna / Bons Amigos
Não abandonem os vossos animais e se por qualquer motivo forte da vossa vida (doença, condições financeiras difíceis ou outro), dirijam-se à associação de animais da vossa área e façam a transição do animal directamente das vossas casas para outro adoptante consciente. Se precisarem de ficar ausentes de vossas casas por algum tempo e que não seja definitivo, a associação ou firmas próprias já o podem fazer sem que o animal saia de vossas casas.

Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos
Que façam tudo o que puderem para ajudar a melhorar a situação dos animais abandonados em Portugal. O limite é a imaginação quando está tudo por fazer! Mesmo com pouco tempo e com poucos recursos é possível fazer a diferença na vida dos animais necessitados.

Mafalda Ferreira / União Zoófila
Gostaria que olhassem para os animais como eles realmente são: seres vivos, merecedores do nosso respeito, amigos e dependentes de nós. Eles pedem tão pouco em troca.

Rita Duarte / ABRA
Transcrevo um pequeno texto que transmite a verdadeira essência de um cão, na esperança que os simples humanos a entendam…

“Existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas. Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali.Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor. Quem mais pode dar amor incondicional, amizade sem pedir nada em troca, afeição sem esperar retorno, proteção sem ganhar nada, fidelidade 24h por dia! Um cão não se afasta mesmo quando você o agride. Ele retorna cabisbaixo, pedindo desculpas por algo que talvez não fez, lambendo suas mãos a suplicar perdão. Alguns anjos não possuem asas, possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência. Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (aqueles com asas) e se dedicam aos seus humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se. Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão…”

Ana Isabel Monteiro / Animarco
Adoptem um animal, não comprem, o valor que se dá por um animal dá para alimentar muitos animais abandonados. Um animal abandonado adoptado é eternamente grato. Finalmente, não abandonem nem maltratem animais.

Cuidar bem de um animal não é só dar de comer e fazer festinhas, acarreta custos que devem ser ponderados.
– Sílvia Neto / GV Cascais

Susana Céu / Bichanos do Porto
Não desistir nunca de ajudar um animal necessitado mesmo quando os tempos estão complicados, descobrindo formas de nos reinventar e dar a volta à situação. Unidos seremos mais fortes!

Mafalda Simões / AAAAV
Para os amigos dos animais gostaria de pedir que nunca deixem de acreditar, lutar pelos animais. Há dias de desespero total que dá vontade de fugir, de não ouvir, de não ver, de não saber, de não ter vontade sequer de levantar da cama para não encarar mais uma realidade cruel ao sair de casa! Não desistam, afinal eles só nos têm a nós!

Para os menos amigos, lembro que eles sentem fome, sede, frio, dor, saudade… até de quem os abandonou um dia! Têm o direito de não gostar mas obrigação de respeitar.

Para quem critica o trabalho dos Amigos dos Animais lembro que quem ajuda um animal, ajuda uma criança, um idoso… um humano.

Para quem maltrata um animal, não tenho palavras, nem compreensão, nem respeito, nem piedade….

Helena Mascarenhas / AOAAA
Para os que gostam e não reúnem condições para ter um animal, que ajudem dentro das possibilidades individuais: qualquer ajuda, por pouca que seja, é bem vinda. As associações precisam de voluntários e é uma forma de conviver com os animais sem os ter em casa.

Para os que não gostam, por favor, se não querem não maltratem, não adoptem, não comprem!

Para os que reúnem condições, gostam e têm animais: nunca se arrependam de os mimar porque eles merecem!

Sílvia Coutinho / AUAUA
“Os animais adaptam-se facilmente à convivência mesmo de espécies diferentes, o Homem não convive bem nem entre si” Quem é o irracional? O Homem ou o animal? Reflictam.

Se pensa adquirir um réptil, artrópode ou anfíbio, pense em primeiro lugar nas condições que terá para lhes oferecer.
– José Pedro Mateus / APT

Ana Vian Nunes / APA
Gostaria que cada amante dos animais tentasse mudar as mentalidades das pessoas que tem à sua volta. Pode parecer pouco mas no final, e em conjunto será imenso. Também gostava de pedir que quando vêem um animal errante, se não o puderem acolher, pelo menos o alimentem naquele momento, o acarinhem e nem que seja por 5 minutos o façam sentir especial.

Rosário Almeida / APAAE
Não compre um animal, adopte-o. Evite a reprodução indesejada de animais optando pela esterilização e pense muito bem antes de adquirir um novo amiguinho, pois está a fazer uma escolha para a vida de ambos.

Marto Fontes / Animais da Quinta
Uma mensagem muito simples, visitem um canil municipal e depois visitem uma associação, pois ai verão a diferença entre o céu e o inferno, um céu com pouco dinheiro e um inferno com muito.

Sílvia Neto / GV Cascais
Gostaria que tivessem a consciência de que um animal é um ser vivo e que necessita de certos cuidados que são básicos, porque cuidar bem de um animal não é só dar de comer e fazer-lhe festinhas, ter um animal acarreta custos que devem ser ponderados antes de o levar para casa.

Há que ter também a consciência de que é uma responsabilidade que se assume por vários anos. Um gato pode facilmente ultrapassar os quinze anos e têm de ver se estão na disposição de assumir uma responsabilidade tão duradoura antes de a assumirem.

Por fim, tenham em mente que um animal pode estragar, partir, sujar qualquer coisa dentro de casa, mas sem dúvida que as alegrias que nos dão conseguem superar os disparates que podem fazer.

Maria Teresa Costa / Cantinho do Tareco
O acto de adoptar, tem de ser um acto muito bem pensado, é um compromisso para sempre, pois uma vez adoptado o animal adquire vivências que o vão marcar para toda a vida, e um animal é um companheiro para toda a vida. Quem não se sentir capaz de cumprir com este compromisso, o melhor é desistir da ideia de adopção.

O limite é a imaginação, quando está tudo por fazer.
– Patrícia Ramalho / Animais de Barcelos

Armando Frade / AEZA
Que não se fiquem apenas pelas boas ideias e intenções, que arregacem as mangas e venham ajudar as várias associações existentes por esse país; que não julguem que são sempre os outros que vão resolver os problemas; não se lembrem das associações de ajuda aos animais, apenas quando tem um problema entre mãos para resolver; enfim que não sejam indiferentes!

Cristina Sousa / ABPA
Os rafeiros que existem nas associações são seres vivos que todos tem personalidades diferentes mas a mesma história, terem sido abandonados pela raça humana, sem saberem porquê.

Irina Maia / Amigo Fiel
Ajudem, dentro das vossas possibilidades, as associações de defesa animal. As necessidades são muitas e quanto mais formos mais podemos fazer.

Entrevista a associações de proteção animal

A todas as Associações que colaboraram com o Mundo dos Animais neste trabalho, deixamos uma palavra de agradecimento e sobretudo de incentivo, na certeza de que com esforços unidos o futuro trará excelentes notícias no que aos animais diz respeito.

Se pretender fazer o download desta entrevista no formato PDF, clique nesta ligação.

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