Imagens da Semana: 11 – 17 Julho 2015

Um “meio cão” que é um milagre estar vivo, um elefante que conheceu a liberdade aos 70 anos e um gorila que não gostou de ser fotografado, são alguns dos destaques no fantástico mundo dos animais esta semana.

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Bonsai, Buldogue Inglês

Fotografia: Bonsai – Half A Bulldog, Twice The Love / Facebook

Bonsai, um buldogue inglês de três meses nascido no Arkansas, EUA, tem um conjunto de anomalias genéticas que o tornam num milagre.

O Bonsai tem Síndrome de Regressão Caudal ou Displasia Caudal, Disgenesia Sacrocaudal e Espinha Bífida, o que na prática significa que o cachorrinho só tem metade da coluna vertebral, as duas patas traseiras estão totalmente atrofiadas e não tem uma pélvis funcional. Pode acompanhar o dia a dia do Bonsai na sua página no Facebook «Half a Bulldog, Twice The Love».

Tartaruga-de-kemp em reabilitação

Fotografia: Esther Horvath

Uma tartaruga-de-kemp (Lepidochelys kempii) submetida a uma TAC (Tomografia Axial Computorizada) no Massachusetts Veterinary Referral Hospital, para a equipa de veterinários perceber a extensão das lesões no animal, encontrado ferido.

As tartarugas-de-kemp estão criticamente ameaçadas de extinção (IUCN).

Elefante idoso resgatado

Fotografia: Lek Chailert / Facebook

Um elefante a aprender a ser livre, depois de ser resgatado numa idade já avançada, com 70 anos – com uma aparência totalmente rejuvenescida pela felicidade bem patente nas imagens.

Noi Nah, uma fêmea, foi resgatada o mês passado depois de uma vida dura passada na indústria do entretenimento e no turismo. Chegou ao centro de reabilitação Elephant Nature Park, na Tailândia, debilitada fisicamente e com um sentimento muito negativo em relação a pessoas – como se percebe! – mas a sua natureza dócil e gentil começou a revelar-se pouco depois de deixar as correntes e viver como um elefante deve viver.

Gorila expressivo demais

Fotografia: Bob Pitchford, Caters News Agency

Um gorila exprimiu o que lhe ia na alma em relação ao fotógrafo Bob Pitchford no Bristol Zoo, em Inglaterra, perante a insistência deste em lhe tirar retratos. Modos à parte, a mensagem passou (e não foi o primeiro gorila a fazê-lo a um fotógrafo).

Polícia pára trânsito para patos atravessarem

Fotografia: Lewisham MPS / REX Shutterstock

Um polícia para o trânsito para que a mamã pata, com os seus patinhos, possa atravessar em segurança uma estrada em Catford, no sudeste de Londres.

Peixe-lua

Fotografia: Paul Nicklen

Um peixe-lua (Mola mola) nada com a sua calma habitual junto à mergulhadora April Bencze, que se juntou ao cenário para comparação de tamanhos.

Este dócil gigante é o maior peixe ósseo do mundo, atinge os três metros de comprimento e os quatro de altura, com um peso que pode exceder as duas toneladas. Curiosamente, o nome do peixe-lua em inglês é sunfish (peixe-sol).

Peixe-leão

Fotografia: Christian Schlamann, National Geographic 2015 Traveler Photo Contest

Um esplendoroso peixe-leão (género Pterois) eclipsa o sol no Mar Vermelho, entre África e Ásia. Estes peixes são também conhecidos como peixe-peru, peixe-dragão, peixe-escorpião e peixe-pedra.

Pristimantis crucifer

Fotografia: Andreas Kay

Esta pequenina mas extraordinária rã da espécie Pristimantis crucifer, na fotografia em comparação com a ponta de um dedo, é endémica do Equador e habita as florestas tropicais junto aos rios. É uma espécie vulnerável (IUCN).

Fósseis de animais pré-históricos

Fotografia: Van Roy et al / Journal of the Geological Society

Um conjunto incrível de fósseis do período Ordoviciano (488,3 – 443,7 milhões de anos) descobertos em Marrocos, revelou criaturas que ainda não tinham sido observadas em mais nenhum lugar.

Algumas destas espécies estão entre os primeiros animais pré-históricos – muito antes de terem surgido os dinossauros – e pensava-se que tinham sido extintas 20 milhões de anos antes, no final do período Cambriano. Segundo os autores do estudo, publicado na revista Nature, isto pode significar que diversas espécies sobreviveram ao final do Cambriano, mas poucos locais ofereciam condições de fossilização e por isso, não apareciam em nenhum registo fóssil mais recente. Até agora.

Zhenyuanlong

Fotografia: Stephen L. Brusatte / Junchang Lü

O recém descoberto dinossauro Zhenyuanlong, um ancestral dos bem conhecidos Velociraptors com cerca de 125 milhões de anos e… penas. Muitas.

Segundo os autores do estudo, este dinossauro teria uma aparência mais parecida com um peru ou um abutre do que com a imagem clássica que temos dos Velociraptors – que ainda este ano foram protagonistas do sucesso de bilheteira «Jurassic World».

Tópicos: Imagens da Semana, Fotografia Animal