Imagens da Semana: 21 – 27 Fevereiro 2016

O emocionante reencontro de uma família de refugiados com o seu gato, a história de um cão que passou o inferno até ser resgatado e o extraordinário peixe que protege a prole dentro da boca, são alguns dos destaques no mundo dos animais esta semana.

Refugiados encontram gato desaparecido

Fotografia: via reddit

Uma família de refugiados oriunda de Mossul, no Iraque, encontra finalmente o seu gato Kunkush, que tinha desaparecido quando o barco que os transportava aportou na ilha grega de Lesvos. Foi encontrado dias depois por voluntários que tinham participado na busca logo no primeiro dia, mas o paradeiro da família era entretanto incerto e por isso foi enviado para uma família de acolhimento temporário em Berlim, na Alemanha (para onde muitos refugiados foram realojados), que ficou com ele por alguns meses. Os voluntários não desistiram de procurar os donos e criaram um site com fotos do gato, que chegou aos media. A família entretanto já estava na Noruega, quando viu a notícia do gato num jornal local. O reencontro foi organizado e a imagem descreve tudo o que se pudesse escrever mais sobre isso. Veja aqui a história em vídeo (em inglês).

Cão de assistência acompanha menino autista ao hospital

Fotografia: Louise Goossens

O cão de assistência Mahe não deixa o pequeno James, uma criança autista de 9 anos, sozinho por nenhum momento. Nem mesmo numa cama de hospital. O caso ocorreu na Nova Zelândia quando James necessitou de fazer alguns exames hospitalares. Segundo relatado no stuff.co.nz, quando James estava a ser anestesiado, o possante labrador negro ficou preocupado e não desviou o olhar por um segundo, acariciando-lhe a cara.

Salvamento de cães na Coreia do Sul

Fotografia: Humane Society International

Possivelmente o primeiro abraço humano que um de 50 cães receberam, numa missão de salvamento da Humane Society International (HSI) realizado numa fazenda de produção de carne de cão na Coreia do Sul. Conforme relatou a HSI, as condições encontradas foram terríveis, com os cães a viver em jaulas sem condições, a temperaturas extremamente baixas e à espera de serem sacrificados. Os 50 cães foram salvos e após recuperarem serão colocados para adoção. Veja aqui o vídeo deste salvamento.

Cachorrinha com as quatro patas amputadas

Fotografia: Chi Chi The Great / via Facebook

Uma corajosa cachorrinha chamada Chi Chi brinca na sua nova casa, no Arizona, depois de ver as suas quatro patas serem amputadas. A história da Chi Chi não é fácil de contar e está a custar a sair no teclado, honestamente. A Chi Chi também nasceu numa fazenda de carne de cão, como os meninos da imagem anterior. A dada altura, amarraram-lhe as quatro patas e penduraram-na de cabeça para baixo, dia e noite. A tortura provocou-lhe feridas, que rapidamente infetaram e literalmente apodreceu carne e osso. Como a carne já não prestava, foi atirada para o lixo dentro de um saco preto, onde foi encontrada. As patas não tinham salvação, mas felizmente a menina teve, e agora também tem uma casa, mas ainda são precisos muitos cuidados. Veja a página de Facebook de apoio à Chi Chi e também o vídeo com a sua história.

Arara-canindé com bico prostético

Fotografias: Ceptas Unimonte – Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens

O antes e depois do implante de prótese de bico numa arara-canindé, resgatada pela GCM/PG pelotão ambiental em Praia Grande, no Brasil. A arara, chamada Gigi, foi tratada no Ceptas Unimonte e esta é a primeira vez que uma impressora 3D imprimiu um bico feito em titânio — o plástico é o material mais usual, mas as araras necessitam de bicos muito resistentes e a equipa decidiu então experimentar em titânio. A Gigi encontra-se a recuperar bem e a adaptação ao novo bico tem sido boa.

Turaco-azul-grande (Corythaeola cristata) acabado de nascer

Fotografia: Paradise Park Wildlife Sanctuary

Um turaco-azul-grande acabadinho de sair do ovo no Paradise Park Wildlife Sanctuary, no Reino Unido, não sem antes contar com uma preciosa ajuda humana a sair da casca. O turaco-azul-grande (Corythaeola cristata) é nativo de África e o maior turaco existente. Os bebés nascem sem capacidade de se mover ou alimentar sozinhos — são animais altriciais — pelo que requerem cuidados permanentes dos pais (ou tratadores no zoo).

Savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea)

Fotografia: Christine Sandberg, National Geographic Your Shot

Um aparente casal de savacu-de-coroa fotografado num parque do Condado de Pinellas, no estado norte-americano da Florida. Apesar de ser uma espécie que costuma estar dormente durante o dia, a fotógrafa Christine Sandberg contou à National Geographic que encontrou estes dois ativos durante o dia, e fotografou o momento em que se aproximaram e um deles encostou o bico no outro afetuosamente. O savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea) é também conhecido como dorminhoco, matirão ou tamatião e encontra-se nos continentes americanos.

Texugo bebé encontrado sozinho

Fotografia: Secret World Wildlife Rescue

Um texuguinho bebé encontrado sozinho e a morrer de frio no jardim de uma família em Inglaterra. A família ainda aguardou algum tempo por um sinal da progenitora, até acabar por decidir acolhe-lo antes que fosse tarde demais para lhe salvar a vida. Levaram então o pequeno texugo para o centro de recuperação de vida selvagem Secret World Wildlife Rescue (SWWR), onde foi tratado e alimentado.

Baleias-piloto

Fotografia: Greg Lecoeur / 2016 Underwater Photographer of the Year

Um grupo de baleias-piloto fotografado no mar Mediterrâneo por Greg Lecoeur, uma das fotografias vencedoras do concurso 2016 Underwater Photographer of the Year. As baleias-piloto, que pertencem à família dos golfinhos, chegam a medir mais de 7 metros de comprimento e entre os golfinhos existentes, só são superadas em tamanho pelas orcas (que também são da família dos golfinhos, ainda que sejam chamadas baleias-assassinas).

Bocão-cabeça-amarela com os ovos na boca

Fotografia: Suzan Meldonian / Smithsonian Magazine’s 2015 Photo Contest

Um bocão-cabeça-amarela exibe orgulhosamente os seus futuros filhotes, protegidos dentro da sua boca. A fotografia é da autoria de Suzan Meldonian, capturada perto de Blue Heron Bridge, na Florida, e faz parte das fotografias finalistas da Smithsonian Magazine’s 2015 Photo Contest. O bocão-cabeça-amarela (Opistognathus aurifrons) é um dos bocões conhecidos por proteger a sua prole na boca até ao momento da eclosão (inclusive). Ocasionalmente o bocão expele os ovos todos, para comer qualquer coisa rápida e de seguida consegue reabsorvê-los num único golo, o que não é menos do que fascinante.

Aranha-saltadora na pétala de uma begónia

Fotografia: Barbara Storms / Smithsonian Magazine’s 2015 Photo Contest

Uma aranha-saltadora pousa na pétala de uma begónia em Tewksbury, Nova Jersey. Segundo a fotógrafa Barbara Storms, também finalista no Smithsonian Magazine’s 2015 Photo Contest, esta aranha “mais pequena que uma gota de chocolate” é “uma das criaturas mais belas e magníficas que se podem encontrar num jardim”. De facto, têm qualquer coisa de extraordinário.

Preguiça-real bebé

Fotografia: Amazon World Zoo Park

Uma simpática preguiça-real com dois meses de idade, nascida no Amazon World Zoo em Hampshire, no Reino Unido. A preguiça-real ou unau (Choloepus didactylus) é uma espécie de preguiça nativa da América do Sul, encontrada no Brasil, Venezuela, Guianas, Colômbia, Equador e Peru. O período de gestação é de 10 meses e nasce apenas um filhote de cada vez, que se torna independente com cerca de um ano de idade.

Morcegos voam sobre um templo tailandês

Fotografia: Sukree Sukplang / Reuters

Milhares de morcegos saem das suas cavernas ao fim da tarde para procurar alimento, na Tailândia. O risco crescente de extinção de animais polinizadores, como os morcegos, as abelhas, as borboletas e outros animais, coloca em risco a produção de alimentos muito comuns como maçãs, mangas, chocolate ou café.

Gatos da ilha de Aoshima, no Japão

Fotografia: Thomas Peter / Reuters

Alguns dos mais de 140 gatos que reinam na pequena ilha de Aoshima, no sul do Japão. Recentemente o fornecimento de comida ficou escasso e foi necessário apelar a doações em todo o país para conseguir satisfazer os felinos. A resposta foi tão positiva que os poucos habitantes já não têm onde a armazenar. Esta ilha dos gatos, uma atração turística durante o Verão, já foi casa de mais de mil pessoas, mas atualmente existem apenas 16 moradores, quase todos pensionistas. Veja aqui mais fotos.

Tópicos: Imagens da Semana, Fotografia Animal