Imagens da Semana: 28 Fevereiro – 5 Março 2016

O regresso de um marsupial que estava extinto na Austrália, o cão que sorri alegremente de aparelho dentário e a descoberta de um grupo de macacos incrivelmente raro, são alguns dos destaques esta semana.

Rã-de-olhos-vermelhos (Agalychnis callidryas)

Fotografia: Sammantha Fisher, National Geographic Your Shot

Uma rã-de-olhos-vermelhos (Agalychnis callidryas) fotografada em Vara Blanca, na Costa Rica. Estas rãs são nativas das florestas da América Central, habitando árvores próximas a rios e lagos desde o sul do México ao norte da Colômbia. Os seus vibrantes olhos vermelhos também funcionam como mecanismo de defesa: quando deteta a aproximação de uma ameaça, abre abruptamente os olhos para assustar ou distrair o predador e permitir a fuga.

Cão com aparelho dentário

Fotografia: Molly Moore

Um golden retriever chamado Wesley a exibir o seu aparelho dentário com um sorriso encantador, numa fotografia que viralizou de imediato pelas redes sociais. O Wesley tinha um problema nos dentes que não lhe permitia fechar completamente a boca e, apesar de não ser muito comum aplicar aparelhos dentários nos cães, é uma técnica que pode ajudar bastante em casos como este.

Gatos de Istambul

Fotografia: Screenshot

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Um homem acaricia um dos milhares de gatos que reinam pela cidade de Istambul, na Turquia. Estes pequeninos e emblemáticos habitantes deram origem a um documentário, “Kedi”, que explora a relação única que estes gatos têm com a cidade e os seus habitantes. Pode ver um trailer deste documentário, legendado em português e inglês, nesta ligação.

Tartarugas-das-seychelles

Fotografia: Thomas P. Peschak, via National Geographic

Várias tartarugas-das-seychelles abrigam-se das altas temperaturas que se fazem sentir, refugiando-se em cavernas no interior das rochas da ilha de Grande-Terre. A tartaruga-das-seychelles (Aldabrachelys gigantea) é uma das maiores tartarugas do mundo e também um dos animais com maior longevidade, capaz de ultrapassar os 200 anos de vida.

Ovo de proteus

Fotografia: Iztok Medja for Postojnska jama d.d.

Um delicado ovo posto por uma fêmea de proteus na caverna de Postojna, Eslovénia, que já tínhamos destacado no início de Fevereiro. Os biólogos que monitorizam a caverna encontraram 55 ovos, uma oportunidade rara de observar a reprodução destes animais elusivos. O proteus (Proteus anguinus) é um anfíbio cego que passa toda a vida na escuridão, o que não lhe confere grande popularidade. Em condições ideais podem viver por mais de 100 anos.

Koala a beber água com ciclistas

Fotografia: Nick Lothian / via Facebook

Um koala cheio de sede não teve constrangimento em abordar um grupo de ciclistas em Adelaide, no sul da Austrália, para beber um golo. Subiu o pneu de uma das bicicletas e bebeu finalmente. Incêndios florestais tem devastado as montanhas de Adelaide, o que a juntar ás temperaturas altas de Verão, tem levado diversos koalas a aventurarem-se fora do seu habitat para tentar encontrar água. O grupo de ciclistas ficou junto do koala até à chegada da Fauna Rescue, que levou o animal para observação num hospital veterinário.

Douc-de-canelas-cinza (Pygathrix cinerea)

Douc-de-canelas-cinza (Pygathrix cinerea)

Fotografias: Nguyen Van Truong / FFI

Um grupo de macacos incrivelmente raro foi descoberto numa floresta do Vietname pelos investigadores da Fauna & Flora International. Tratam-se de macacos da espécie douc-de-canelas-cinza (Pygathrix cinerea) e o grupo descoberto contém pelo menos 500 animais, o que quase duplica a população conhecida destes primatas. O douc-de-canelas-cinza está em perigo critico de extinção e faz parte dos 25 primatas mais ameaçados do mundo (PDF).

Salamandra-gigante-norte-americana (Cryptobranchus alleganiensis) bebé

Fotografia: Chattanooga Zoo

Uma salamandra-gigante-norte-americana, bebé, nascida no Chattanooga Zoo em Tennessee, EUA. Este zoológico iniciou o seu trabalho na conservação destas salamandras em 2009, na sequência de uma queda catastrófica da população destes anfíbios na região. O grupo que agora nasceu ficará no zoo por alguns anos, até ter maturidade suficiente para ser reintroduzido na natureza. A salamandra-gigante-norte-americana (Cryptobranchus alleganiensis) é a terceira maior salamandra do mundo, atrás da salamandra-gigante-da-china e da salamandra-gigante-do-japão, podendo medir 74 centímetros de comprimento. Tal como as duas parentes, já habita o nosso planeta desde o tempo dos dinossauros.

Quoll-oriental (Dasyurus viverrinus)

Fotografia: Australian National University

Um quoll-oriental é reintroduzido na natureza, no Mulligans Flat Woodland Sanctuary em Camberra, na Austrália. Oriundos da Tasmânia, esta geração de quolls reintroduzidos marca o regresso destes animais à Austrália, mais de 50 anos depois do seu desaparecimento. O quoll-oriental foi observado pela última vez em Sydney em 1963, enquanto em Camberra já não eram vistos há mais de 80 anos. O quoll-oriental (Dasyurus viverrinus) é um mamífero marsupial pouco conhecido, do tamanho de um gato doméstico.

Cuíca-lanosa (Caluromys philander) no Zoológico de São Paulo

Fotografia: Paulo Gil – Zoo / SP

Uma jovem cuíca-lanosa, órfã, aos cuidados juntamente com o seu irmão no Zoológico de São Paulo, no Brasil. A mãe dos dois filhotes foi morta na sequência de um ataque por um cão doméstico e os pequenos foram encontrados a tentar subir-lhe para o colo. A cuíca-lanosa (Caluromys philander) é um marsupial nativo da América do Sul que não se encontra atualmente sob ameaça de extinção, embora seja vítima, como tantos outros animais, da desflorestação.

Salvamento de uma águia ferida

Fotografia: Montgomery County Police Department / via Facebook

Uma águia ferida ao colo da agente Jennifer Gill, que a encontrou após as autoridades terem recebido uma chamada sobre uma águia que não conseguia voar. A águia foi transportada para o centro de recuperação de aves de rapina Owl Moon Raptor Center, onde foi diagnosticada uma hemorragia interna e uma lesão no ombro esquerdo, provavelmente provocados por atropelamento.

Novo polvo descoberto

Fotografia: NOAA

Uma nova espécie de polvo, de aspeto algo fantasmagórico e ao mesmo tempo simpático, foi descoberta no arquipélago do Hawai por um veículo de controlo remoto, a 4,3 quilómetros de profundidade. Apesar da curta observação, foi possível perceber que o animal não tem pigmentação e praticamente não tem músculos, parecendo ter uma consistência mais gelatinosa. Além disso, nunca tinha sido observado um polvo sem barbatanas a estas profundidades: geralmente os polvos que habitam águas mais profundas são os chamados “dumbos”, com barbatanas situadas de cada lado da cabeça a parecer orelhas gigantes.

Tópicos: Imagens da Semana, Fotografia Animal