Imagens da Semana: 30 Maio – 5 Junho 2015

As sete mini-rãs descobertas no Brasil, um raríssimo coelho pegado ao colo pela primeira vez e os surpreendentes nascimentos virgens do peixe-serra, são alguns dos vários destaques do mundo dos animais esta semana.

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Mini rã do género Brachycephalus

Fotografia: Luiz Fernando Ribeiro, CC BY SA

Uma das sete novas espécies de mini rãs descobertas na Mata Atlântica brasileira, após uma investigação que durou quase cinco anos.

As novas espécies pertencem todas ao género Brachycephalus e nenhuma das rãs é maior do que uma unha de polegar de um adulto. A investigação foi liderada por Márcio Pie, professor da Universidade Federal do Paraná.

Cão com reconstrução facial

Fotografia: Medicina Veterinária Unimes

Um cão, vitima de violência em que ficou com o rosto deformado, antes e depois de uma cirurgia de reconstrução facial realizada no Hospital Veterinário da Unimes (Universidade Metropolitana de Santos) em São Paulo, no Brasil.

Batizado de Bambam, o cachorro foi encontrado bastante maltratado dentro de um tubo de esgoto e com vestígios de pólvora dentro da boca. A cirurgia de duas horas, realizada pelo hospital veterinário de forma gratuita, foi um sucesso e o cachorro já tem dono: a senhora que o encontrou no esgoto.

Camaleão e labrador amigos

Fotografia: Caters

Um camaleão e um cão labrador partilham uma amizade improvável no estado norte-americano do Oklahoma.

Segundo o dono Scott Crawford, em declarações à Caters News Agency, os dois têm liberdade para andar por toda a casa mas ficam invariavelmente juntos – inclusive nas refeições, nas sestas ou nos banhos de sol.

Dragão barbudo (Pogona vitticeps)

Fotografia: Carl Court / Getty Images

Um curioso dragão barbudo (Pogona vitticeps) espreita as redondezas a partir do seu terrário, no centro de salvamento de répteis da Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA).

Em 2014 a RSPCA resgatou 1.853 répteis, um acréscimo de 7% em relação ao ano anterior.

Coelho-listrado-de-Annam

Fotografia: University of East Anglia

Um raríssimo coelho-listrado-de-annam (Nesolagus timminsi) segurado ao colo de Sarah Woodfin, a primeira cientista em tudo o mundo a ter a honra de tocar num destes animais. Veja aqui o vídeo.

Estes coelhos, nativos das Montanhas Anamitas do Vietname e Laos, foram identificados pela primeira vez em 1999 e praticamente nada se sabe sobre eles: nem sequer o seu estatuto de conservação, por insuficiência de dados.

Baleia-franca-do-atlântico-norte

Fotografia: David L. Ryan / Globe Staff

Um grupo de baleias-francas-do-atlântico-norte (Eubalaena glacialis) a alimentar-se nas águas da Praia de Duxbury, no estado norte-americano de Massachusetts.

As baleias francas receberam o seu nome por um motivo francamente questionável, ao tornarem-se nos alvos preferidos dos baleeiros devido à docilidade, lentidão e ao facto de flutuarem depois de mortas. O seu nome em inglês, right whale, traduzido à letra como a baleia certa, diz respeito ao facto de os baleeiros considerarem esta a baleia certa para caçar.

Leões marinhos

Fotografia: Mike Blake / Reuters

Um grupo de 14 leões marinhos regressam ao oceano em Laguna Beach, na Califórnia, após serem libertados do Pacific Marine Mammal Centre.

Os 14 animais fazem parte de um grupo de 17 que foi atacado nas instalações do centro, quando um intruso conseguiu aceder ás instalações e contaminar a água com cloro. As autoridades procuram o suspeito e já ofereceram uma recompensa de 2.500 dólares (cerca de 2.250 euros) para o encontrar.

Tartarugas-das-galápagos (Chelonoidis nigra)

Fotografia: Newspix / REX Shutterstock

Três tartarugas-das-galápagos com três idades diferentes, mostram a disparidade de tamanhos entre um bebé e um adulto nesta espécie.

À frente está Turbo (sim, turbo!), com um ano de idade e partilha o seu petisco vegetal com NJ, de quatro anos de idade. Atrás delas está uma gigante adulta que observa atentamente as crianças.

A tartaruga-das-galápagos é a maior tartaruga terrestre do mundo e possui uma extensa longevidade, podendo ultrapassar os 100 anos na natureza.

Leões bebés

Fotografia: Rex

Três leões bebés brincam no Taronga Western Plains Zoo em Nova Gales do Sul, Austrália. Estes grandes felinos, ou como por aqui chamamos carinhosamente aos seus bebés, pequenos grandes felinos, são parte importante do futuro de uma espécie que, infelizmente, está a perder o seu reinado.

Rinocerontes-brancos

Fotografia: Stefane Berube, National Geographic Your Shot

Três rinocerontes-brancos fotografados no Ziwa Rhino Sanctuary, no Uganda.

O rinoceronte-branco (Ceratotherium simum) é a maior espécie de rinoceronte e o segundo maior animal terrestre do planeta. A subespécie do norte (Ceratotherium simum cottoni) é um dos animais mais raros do planeta e a população está limitada a cinco animais: quatro fêmeas e um macho, todos em cativeiro.

Elefantes órfãos

Fotografia: Antony Kimani / The David Sheldrick Wildlife Trust

Três jovens elefantes, órfãos, foram movidos de uma creche para o centro de reintegração de elefantes no parque nacional de Tsavo, no Quénia.

O objetivo da reintegração é preparar os animais para serem posteriormente libertados na natureza.

Veado

Fotografia: Nicolas Le Boulanger / Guzelian

Um veado selvagem surpreende o fotógrafo Nicolas Le Boulanger com a sua estupenda camuflagem de fetos na floresta de Rambouillet, em França.

Beija-flor

Fotografia: Juan Carlos Ulate / Reuters

Um beija-flor-de-cauda-ruiva (Amazilia tzacatl) aproxima-se do seu ninho numa árvore de San José, na Costa Rica. Os adultos não ultrapassam 12 centímetros de comprimento e 5,2 gramas de peso.

Coruja bebé

Fotografia: Jeff Moore

Uma corujinha bebé, encontrada com ferimentos no bico e numa pata juntamente com duas irmãs, depois da árvore onde se encontravam ter sido cortada, em Oxford.

Petrel-havaiano

Fotografia: Alejandro Prieto, National Geographic 2015 Traveler Photo Contest

Um petrel-havaiano a mergulhar à procura de crustáceos para se alimentar.

O petrel-havaiano (Pterodroma sandwichensis) é uma ave marinha com um estatuto de conservação vulnerável (IUCN). Em 2009, as autoridades do Havaí substituíram o seu sistema de televisão analógica para digital com um mês de antecedência, para que as torres de transmissão analógica fossem destruídas antes de começar a época de nidificação destas aves, evitando assim perturbá-las.

Galinhas-de-água (Gallinula)

Fotografia: REUTERS / Toby Melville

Uma galinha d’água caminha habilmente por uma cadeia enquanto carrega material para o ninho, onde a parceira já aguarda. A fotografia foi capturada no The Serpentine, um lago em Londres.

As galinhas d’água são aves aquáticas, que podem ser encontradas em lagoas e albufeiras. Estas aves são observadas em Portugal e também no Brasil.

Cigarra periódica

Fotografia: Tom Dorsey / AP

Uma cigarra periódica emerge do seu exoesqueleto (à direita) em Salina, uma cidade do estado norte-americano de Kansas.

Estas cigarras do género Magicicada chamam-se periódicas por passarem 13 ou 17 anos (consoante a espécie) a viver debaixo do solo na forma de ninfas. Após esse longo período, emergem numa determinada localidade, em grandes números, livram-se do seu exoesqueleto e tornam-se indivíduos adultos.

Curiosamente, nesta fase adulta apenas permanecem ativos entre quatro a seis semanas. Em dois meses o seu ciclo de vida está completo: acasalaram e puseram os ovos, cerca de 600 por cada fêmea. Dentro de seis a dez semanas os ovos eclodem e as ninfas abrem caminho até ao subsolo, onde viverão por mais de uma década.

Tópicos: Imagens da Semana, Fotografia Animal