Foto-Reportagem: Um dia no Sea Life Porto

Sea Life Porto

Fotografia original: Carlos Gandra

Situado junto ao Castelo do Queijo, no Porto, o Sea Life traz o melhor da vida marinha ao Norte de Portugal, num oceanário que, não sendo propriamente grande, tem uma fortíssima componente educativa e uma estratégia muito interessante de captar a atenção do público mais jovem – através da decoração, dos guias ilustrados e da forma como é transmitida a informação sobre os animais.

Neste último ponto, há um grande foco na preservação dos oceanos e da vida marinha, uma prioridade que os mais novos aprendem de forma intuitiva e onde podem fazer a diferença num futuro próximo.

Sea Life Porto

Fotografia: Carlos Gandra

Dos 8 aos 80, é impossível ficar indiferente à curiosa expressão das raias, que além do seu aspecto bizarro, têm um gosto particular por se erguerem sobre os visitantes, num “voo” majestoso e exibicionista. Embora bastante diferentes, as raias são parentes dos tubarões, não possuindo esqueleto de ossos mas sim de cartilagens.

Sea Life Porto

Fotografia: Carlos Gandra

São animais sociáveis e amigáveis, não deixando no entanto de ter poderosas armas de ataque e defesa.

As raias eléctricas (Ordem Torpediniformes) conseguem produzir descargas capazes de deixar um ser-humano inconsciente, enquanto que as Uges (Dasyatis pastinaca) possuem um espinho venenoso na cauda.

Ao nadar, uma raia parece que está na verdade a voar, devido ao formato das suas barbatanas. No entanto elas repetem a graça suspensas fora de água, como é o caso da Jamanta (Manta birostris), a maior raia da actualidade com 6 metros de envergadura, capaz de saltar até 1,5 metros acima da água.

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Fotografia: Carlos Gandra

Os tubarões fazem parte do imaginário de todos e cada um, especialmente depois do filme “Tubarão” de 1975, que passou uma imagem errada destes magníficos peixes, atribuindo-lhes uma fama de seres assassinos e cruéis que está muito longe da realidade – os acidentes com seres humanos são bastante raros. Morrem mais pessoas com picadas de insectos, medusas, mordidas de cobras e até com a queda de cocos.

Actualmente os tubarões estão ameaçados, existem cerca de 360 espécies e grande parte delas estão em risco de extinção, um duro golpe do Homem num animal que já navega pelos oceanos há mais de 350 milhões de anos.

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Fotografia: Carlos Gandra

O caranguejo-ferradura (Limulus polyphemus) é um dos animais mais extraordinários à face da Terra.

Já habitavam o nosso mundo há milhões de anos quando surgiu o primeiro dinossauro. Em mais de 400 milhões de anos de história, a sua aparência pouco se alterou e por isso tem este aspecto raro e primitivo, adquirido nas águas do Paleozóico (570 – 240 milhões de anos atrás), sendo por isso considerado um fóssil vivo.

Tem sangue azul (literalmente) que é valiosíssimo a nível médico no combate a infecções bacterianas. As extracções periódicas de sangue de cada caranguejo-ferradura podem valer mais de 2.000 € e o animal não é sacrificado nesta extracção – é devolvido à água sem problemas.

Como se não bastasse a lista de atributos únicos, esta bizarra criatura também consegue regenerar membros perdidos, à semelhança das estrelas-do-mar.

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Fotografia: Carlos Gandra

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Fotografia: Carlos Gandra

Esta foto-reportagem foi publicada na Edição nº15 da Revista Mundo dos Animais, em Abril de 2010, com o título “Um dia no Sea Life”.

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