Tarântulas Poecilotherias: Cuidados Básicos

Poecilotheria metallica

Poecilotheria metallica
Fotografia original: Søren Rafn / via Wikimedia Commons

Classificação cientifica:

  • Reino: Animalia
  • Filo: Arthropoda
  • Classe: Arachnida
  • Ordem: Araneae
  • Família: Theraphosidae
  • Subfamilia: Poecilotheriinae
  • Género: Poecilotheria

Poecilotheria é um género de tarântulas da família Theraphosidae, que contém várias espécies de tarântulas arborícolas.

Este género é conhecido pelos padrões e cores vivas, o movimento rápido e o potente veneno em comparação com outras tarântulas.

O género é nativo do Sri Lanka e Índia.

O nome Poecilotheria é derivado do grego “poikilos” que significa manchado e “therion” que significa fera, ou seja a tradução literal seria fera manchada!

Espécies e suas localizações

Na Índia

  1. Poecilotheria formosa
  2. Poecilotheria metallica
  3. Poecilotheria miranda
  4. Poecilotheria regalis
  5. Poecilotheria rufilata
  6. Poecilotheria striata
  7. Poecilotheria tigrinawesseli

No Sri Lanka

  1. Poecilotheria fasciata
  2. Poecilotheria ornata
  3. Poecilotheria rajaei
  4. Poecilotheria smithi
  5. Poecilotheria subfusca
  6. Poecilotheria uniformis

Em ambos os países

  1. Poecilotheria hanumavilasumica

Precauções

Este género é sem duvida dos mais bonitos da família Theraphosidae, mas não é aconselhável para detentores principiantes. Estas tarântulas são extremamente rápidas e agressivas, atacam em defesa, daí não terem cerdas urticantes como maior parte das theraphosas.

São também perigosas pelo seu veneno extremamente doloroso, existem relatos que não são propriamente agradáveis de ler.

Alojamento e cuidados básicos

Poecilotheria formosa

Poecilotheria formosa
Fotografia: James Clugston

As Poecilotherias, no seu habitat natural, constroem as suas teias em cavidades de árvores, onde normalmente as fêmeas vivem toda a sua vida. Os machos só deixam as suas casas na época de copulação, indo ao encontro das fêmeas.

Sendo assim, os interessados numa tarântula Poecilotheria, têm de ter em consideração que o terrário deverá ser mais alto, com tamanho mínimo recomendável de 40 x 20 x 20 centímetros.

A decoração deverá conter, por exemplo, um tronco oco ou cortiça.

O substrato para estas tarântulas pode variar entre a fibra de coco, musgo ou algo que mantenha alguma humidade. A humidade deve variar entre os 60% no mínimo e os 80% no máximo, tendo o cuidado de ter uma terrário com boa ventilação, para não promover o aparecimento de fungos.

As temperaturas podem variar entre os 22º C e 26º C (com excepção da espécie Poecilotheria subfusca, que varia entre os 16º C e os 19º C).

A alimentação não tem um tempo regular, mas tem de ter em conta que uma alimentação regular, como por exemplo uma vez por semana, contribui para o crescimento mais rápido do animal.

A dieta pode variar entre grilos, baratas, gafanhotos, ratos pequenos, entre outros. Normalmente não se dá tenébrio nem zophoba, visto serem animais que se enterram no substrato. Sendo esta tarântula arborícola, tornaria a caça do alimento bastante difícil para ela.

Saliento mais uma vez: evitem o manuseamento destes animais, só em caso de emergência. O manuseamento voluntário destes animais só serve para alimentar o ego, porque aos animais não faz nada bem e, com algum azar, também não será bom para quem os manuseia!

Este artigo foi originalmente publicado no antigo Fórum Mundo dos Animais, em Agosto de 2010, com o título “[Tarântulas] Poecilotherias”.

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