Doninha Como Animal de Estimação

Doninha

Fotografia original: Wikimedia Commons

Classificação cientifica:

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Mammalia
  • Ordem: Carnivora
  • Família: Mephitidae
  • Género: Mephitis
  • Espécie: Mephitis mephitis

Originárias da América, as doninhas, conhecidas no Brasil como cangambás e em Espanha como mofetas, são famosas pelo seu repelente odorífero (daí serem chamadas doninhas-fedorentas).

Aparência

A doninha pode ter vários tipos de coloração, sendo a mais conhecida a preta com uma risca branca, que começa com uma forma triangular no topo da cabeça e se divide em duas riscas ao longo do dorso, voltando-se a juntar na base da causa. Esta coloração forte serve no ambiente natural, como aviso para que não sejam incomodadas.

Entretanto e devido a cruzamentos entre espécies é possível encontrar diversas colorações.

Tamanho e Peso

As doninhas têm entre 52,2 a 80 centímetros de comprimento (sensivelmente o tamanho de um gato doméstico) e pesam entre 4 a 5,5 quilos.

Têm pernas pequenas e dedos com garras longas. Possuem 34 dentes.

Alimentação

As doninhas são omnívoras e a sua dieta varia entre carne de aves, peixe ou ração de cão; juntamente com legumes, fruta, ovos e leite.

Necessitam também de alguns suplementos que a dieta por si só não colmata, como taurina e cálcio.

Reprodução

Geralmente as doninhas entram em cio no fim do Inverno (Fevereiro / Março). A gestação dura entre 59 a 77 dias. Normalmente nascem cerca 4 a 6 crias, ainda cegas e com pouco pêlo.

Os filhotes deixam a progenitora por volta dos 4 meses, passando a juvenis até aos 8 meses. A maturidade é atingida por volta dos 12 meses. Os machos normalmente são maiores que as fêmeas.

Saúde

Necessitam de desparasitação e vacinas e nem todos os veterinários estão habilitados a dá-las nas doses certas, pelo que a escolha do veterinário assistente deverá ser alvo de algum cuidado.

Comportamento como animal de estimação

Doninha como animal de estimação

A doninha Pepita Le Pew
Fotografia: Conceição André

Como animal de estimação, as doninhas não são fáceis. Não são animais de manter sempre numa gaiola, pois precisam de exercício e actividades que cativem a sua curiosidade.

O ideal é poder contar com uma divisão fechada (quando não se encontra ninguém em casa), como por exemplo uma marquise. Se preferir uma gaiola, esta deverá ter cerca de quatro metros de comprimento por um metro de altura. Mesmo assim, a doninha deve ser solta regularmente como referido em cima.

São animais por norma solitários e geralmente toleram-se pouco, mesmo entre casais, sendo frequente haver lutas e ferimentos quando há várias doninhas juntas.

São animais de hábitos nocturnos e acordam durante a noite para explorar e comer.

É um animal que requer alguma paciência e dedicação, no entanto são fáceis de educar (ainda que teimosos). Habituam-se bem a uma litter box e com um pouco de paciência passarão a usá-la sempre que precisem.

Devido à sua curiosidade, as doninhas são alvo de acidentes constantes. Conseguem abrir portas, puxadores de armários e frigoríficos, pelo que nunca deverão ficar sozinhos à solta sem vigilância.

Deverá ter em conta se o local onde o animal vai ser solto vai representar algum perigo devido à sua curiosidade. Vasos com plantas, gaiolas de outros animais, almofadas, sofás, tapetes… tudo ao seu alcance pode servir para brincar ou simplesmente fazer um colchão para dormir.

Um quintal ou um terraço são um espaço interessante para as doninhas, já que adoram escavar.

As doninhas são animais personalidades distintas. Poderão não aceitar estranhos, assim como assustarem-se e tornarem-se agressivos.

O seu sinal de agressividade mais notório é o famoso stomping (bater com as patas da frente de forma sonora e ficarem com o pêlo tufadito, bem como a cauda em pé). Também usam esta técnica para brincar. As brincadeiras das doninhas poderão não ser bem aceites pelos donos, uma vez que geralmente tendem a morder. Assim, sugere-se que os donos evitem brincadeiras mais bruscas para tornar a doninha mais dócil.

Este artigo foi publicado na Edição nº19 da Revista Mundo dos Animais, em Dezembro de 2010, com o título “Doninha como animal de estimação”.

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