Renas: Factos e Fotos Sobre o Emblemático Animal de Natal

Rena (Rangifer tarandus)

Fotografia original: Mike Gifford

Com o Natal a aproximar-se a passos largos, convidamo-lo a descobrir as renas. Os míticos animais ajudam a puxar o trenó do Pai Natal (ou Papai Noel) pelos ares a velocidades supersónicas, mas o verdadeiro animal por trás do mito, embora não voe, revela-se tão ou mais fascinante.

Conheça melhor as fantásticas renas nesta breve compilação de factos e fotos:

  • As renas são também chamadas de caribus na América do Norte. O nome científico da rena é Rangifer tarandus e já foram descritas 14 subespécies, duas das quais foram extintas no início do século XX.
  • As renas medem cerca de dois metros de comprimento e podem atingir os 300 quilos de peso. Os machos costumam ser maiores e mais pesados do que as fêmeas.
  • É um animal nativo do hemisfério norte e pode ser encontrado na Escandinávia, Sibéria, Gronelândia, Canadá e Alasca.
Manada de renas

Fotografia: ExclusivePix

  • Uma manada de renas pode conter 500 mil animais.
  • São protagonistas de uma das migrações mais longas entre os animais terrestres, percorrendo cerca de 2.500 quilómetros todos os anos.
  • Viajam para norte durante a Primavera em busca de temperaturas mais frescas (ao contrário de nós) e regressam aos seus habitats de origem no Outono, quando o clima mais a norte já se torna demasiado severo.
  • As fêmeas partem para migração várias semanas antes dos machos, que as seguem acompanhados dos filhotes nascidos no ano anterior.
  • Nem todas as renas migram.
Rena bebé

Fotografia: via imgur

Rena bebé da subespécie Rangifer tarandus platyrhynchus

Fotografia: Allan Hopkins

  • As fêmeas têm um filhote por ano e ocasionalmente nascem gémeos. Os filhotes conseguem segurar-se em pé poucos minutos após nascerem e cerca de sete horas depois já caminham e até correm ao lado da mãe.
  • Com apenas um dia de idade, as renas bebés seriam capazes de ultrapassar um corredor olímpico. Quando adultas, atingem os 80 quilómetros por hora. Dentro de água conseguem nadar entre 6 a 10 quilómetros por hora.
  • O leite das renas é dos mais ricos e nutritivos entre todos os mamíferos terrestres, com cerca de 22% de gordura e 10% de proteína. Por comparação, o leite de vaca possui apenas 3 a 4% de gordura.
Rena a alimentar-se

Fotografia: Robin McConnell

  • A rena é um animal ruminante. Ou seja, mastiga o alimento uma vez e depois de ir para o estômago, o alimento regressa à boca para ser mastigado uma segunda vez.
  • Grande parte da alimentação da rena consiste em líquenes, especialmente durante os meses mais frios. Para encontrar o líquen, que pode estar mais de meio metro abaixo do solo, as renas escavam utilizando os poderosos cascos.
  • As renas são os únicos animais — para além de alguns gastrópodes (moluscos) — que produzem a enzima lichenase, capaz de converter algumas propriedades dos líquenes em glucose.
  • É fisicamente impossível a uma rena andar e urinar ao mesmo tempo. Por esse motivo, têm de parar regularmente a caminhada.
  • Os lapões (grupo étnico nativo da Lapónia, região que abrange o norte da Noruega, Suécia, Finlândia e noroeste da Rússia) até inventaram uma medida de distância baseada neste facto, a “poronkusema”. São cerca de 7,5 quilómetros e têm origem na distância aproximada que uma rena viaja antes de ser obrigada a parar.
Hastes das renas

Fotografia: Sandy Brown Jensen

  • As renas são os únicos veados em que tanto o macho como a fêmea possuem hastes (ou galhadas, não confundir com cornos e chifres), apesar de isso não acontecer com todas as fêmeas.
  • São a segunda espécie de veado com maiores hastes do mundo, apenas atrás dos alces, e os que têm as maiores hastes em relação ao tamanho do corpo. As hastes das renas chegam a medir 1,30 metros de comprimento e são renovadas todos os anos.
Olho de uma rena

Fotografia: Walter Baxter

  • Os olhos das renas mudam de cor consoante a estação do ano. No Verão, quando existe plena luz solar, os olhos são dourados e/ou esverdeados. No Inverno, em que chegam a passar três meses de plena escuridão na região ártica, os olhos tornam-se azuis e cerca de mil vezes mais sensíveis à luz.
  • As renas são também capazes de ver a luz ultravioleta, o que lhes permite uma boa visibilidade em condições de pouca luz. Também ajuda a encontrar alimento, como o líquen, que ao absorver luz ultravioleta se torna mais negro aos olhos das renas. Em paisagens totalmente brancas cobertas de neve, este contraste é de grande utilidade.
  • Tal como acontece com outros animais adaptados ao Inverno, as renas possuem pelagem especializada para combater as temperaturas baixas e a sua cor varia consoante o clima: mais escura no Verão e mais clara no Inverno.
Três renas na Noruega

Fotografia: Nathanael Coyne

  • O nariz das renas é especializado. Com as narinas bem afastadas e uma área grande dentro delas, o ar que as renas respiram é aquecido antes de chegar aos pulmões.
  • Também na expiração, a água contida no ar expirado é capturada antes do animal exalar. Esta água, retida nas narinas, é depois usada para humedecer o ar seco que a rena inspira e também para evitar que as mucosas sequem.
  • São a única espécie de veado cujo nariz é totalmente coberto por pêlo.
Renas a caminhar na neve

Fotografia: Aleksi Aaltonen

  • As renas têm grandes cascos, adaptados para suportar o seu grande tamanho e peso enquanto caminham sobre a neve, além de servirem como remos quando estão dentro de água.
  • Os cascos das renas são únicos pela forma como se adaptam ao clima: no Verão, com terreno mais macio, o fundo dos cascos funciona como uma esponja para fornecer tração; no Inverno, as bordas dos cascos ficam mais salientes, permitindo perfurar o gelo no solo e evitar que o animal escorregue.
  • Uma rena consegue viver até cerca de 17 anos na natureza, no caso das fêmeas e cerca de quatro anos menos, no caso dos machos.
Rena na neve

Fotografia: Frostnip

  • Os fósseis mais antigos de renas já encontrados datam de há cerca de 680 mil anos, pelo que estes animais já habitavam o planeta muito antes da chamada idade do gelo (110.000 até 12.000 anos atrás).
  • Os seres humanos começaram a caçar e alimentar-se de renas no Mesolítico (10.000 a 5.000 a.C), tradição que se mantém até hoje em algumas regiões da Noruega e Gronelândia.
  • Há pelo menos 3 (e talvez 7) mil anos que as renas começaram a ser domesticadas na Lapónia.
As renas do Pai Natal (Papai Noel)

Autor desconhecido

  • A lenda das renas e o Pai Natal teve origem num poema de 1823, da autoria de Clement C. Moore, que descreveu oito renas voadoras.
  • A rena mais famosa (Rudolfo), só apareceu mais de 100 anos depois, em 1939, num livro infantil escrito por Robert L. May. Segundo o autor, Rudolfo é uma rena especial, com um nariz vermelho luminoso, capaz de guiar as restantes renas e o Pai Natal por entre o nevoeiro.
  • A ciência não poderá explicar como as renas do Pai Natal voam. Mas já explicou o nariz vermelho da rena Rudolfo. Algumas renas adquirem de facto uma cor avermelhada no nariz, que se deve a uma densidade maior de vasos sanguíneos, utilizados para manter as narinas quentes.

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