Tigres: Os Maiores Entre os Maiores Felinos

Tigre

Fotografia original: Doug Brown

Classificação científica:

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Mammalia
  • Ordem: Carnivora
  • Família: Felidae
  • Género: Panthera
  • Espécie: Panthera tigris

Os tigres são um dos animais mais belos, carismáticos e fascinantes do planeta.

O porte imponente, o belíssimo padrão de chamas negras, brancas e laranjas e uma majestosidade puramente felina, desafiam o mais indiferente dos observadores.

Não consegue ficar indiferente. Um misto de admiração, respeito e medo – estamos a falar de um predador que ultrapassa 3 metros de comprimento – fazem do tigre um animal icónico, utilizado como símbolo de nações e brasões.

Infelizmente, o padrão hipnótico e o simbolismo de força e coragem que atribuem aos tigres, são também motivo para os caçarem e exterminarem.

Venha descobrir mais sobre estes grandes felinos.

Características dos tigres

Características dos tigres

Fotografia: Steve Winter, National Geographic Creative

Os tigres, em particular o tigre-siberiano e o tigre-de-bengala, são os maiores felinos do mundo. Um tigre-siberiano consegue ultrapassar 3,5 metros de comprimento e 300 quilos de peso.

Os tigres são grandes felinos, pelo que partilham muitas características com os parentes mais próximos, como os leões, os leopardos e os jaguares, mas também com parentes mais afastados, como os nossos gatos em casa.

Conseguem recolher as unhas tal como os gatos, têm uma visão noturna até seis vezes melhor que a nossa e uma capacidade de salto incrível – recentemente um tigre foi filmado a saltar 4 metros de altura para atacar um ranger em cima de um elefante adulto.

O rugido de um tigre pode ser ouvido até três quilómetros de distância, mas mais impressionante que o seu rugido é o seu silêncio. Uma frase comum de quem já testemunhou tigres a caçar é “o tigre apareceu do nada”. A emboscada silenciosa é a sua principal estratégia de caça, já que são pouco rápidos a correr.

Não partilham o mesmo medo da água que os nossos gatos têm. Os tigres são excelentes nadadores e não se inibem a atravessar um rio ou um lago a nado.

Os tigres são geralmente animais solitários – ao contrário dos leões que vivem em grupos com hierarquias sociais definidas – e de hábitos noturnos. Geralmente esperam pelo anoitecer para caçar.

Vivem cerca de 10-15 anos, embora existam registos de um tigre que viveu até aos 26 anos.

Onde vivem e o que comem

Onde vivem os tigres

Fotografia: Roger Smith

Os tigres vivem apenas no sudeste da Ásia, em habitats muito fragmentados desde o gelo da Sibéria ao calor da Índia.

Num passado recente, tão recente quanto o século passado, os tigres habitavam muitas outras regiões do continente asiático, de este a oeste incluindo as ilhas de Java e Bali, mas foram extintos nessas regiões. A única ilha onde ainda persistem é na ilha de Sumatra.

Ao contrário do que por vezes se pensa, os tigres não vivem em África, apenas podem ser encontrados no continente africano em cativeiro.

Os tigres gostam de viver em locais com presença de árvores e uma vegetação alta e densa, que lhes permitem camuflar e proteger do Sol quando está demasiado calor.

Também necessitam de estar próximos de água e claro, presas disponíveis para se alimentar.

As presas favoritas dos tigres são veados, javalis e antílopes, mas também podem caçar outras presas como macacos, lebres e até crocodilos (como pode ver neste vídeo, apesar de não ser um tigre mas sim um jaguar, dá para perceber quão predador é um grande felino).

Os bebés curiosos

Tigresa e filhote

Fotografia: Ilya Naymushin / Reuters

As tigresas conseguem produzir uma ninhada de dois ou três tigrinhos bebés, até um máximo de sete, a cada dois anos.

Apesar dos tigrinhos nascerem pequenos e indefesos, começam desde cedo a revelar o seu instinto e praticam técnicas de caça uns com os outros. Também praticam as técnicas de emboscada com a própria mãe, que atura as crianças pacientemente.

Por volta das oito semanas de idade, os pequenos tigres juntam-se à mãe na procura de alimento e por volta dos seis meses, estão prontos a aprender técnicas de caça. Ainda assim, os tigrinhos não se costumam aventurar a caçar sozinhos até aos dois anos, altura em que a mãe deixa de tomar conta deles.

Um novo mundo os aguarda – não necessariamente fácil, ou sequer justo.

O risco de extinção

Tigres em risco de extinção

Fotografia: Steve Winter, National Geographic Creative

Vamos aos números:

No início do século passado, existiam à volta de 100.000 tigres na natureza. Hoje, estima-se que existam menos de 3.200. Seis subespécies de tigres ainda persistem, mas três foram extintas nos últimos 80 anos. Os tigres perderam 93% do seu habitat natural.

O que aconteceu em tão pouco tempo?

Existem dois grandes motivos: caça excessiva e conflitos com populações humanas.

Caça excessiva

Tigres-de-bengala caçados na Índia

Elite britânica e indiana com pose de quem fez uma grande coisa, junto dos tigres que assassinaram
Fotografia: Michael Nichols, National Geographic Creative

Para algumas pessoas, aquilo que mais admiram nos tigres é o que as leva a caçá-los ilegalmente. Matam-nos para ficarem com as suas peles de padrão invulgar e para utilizarem outras partes do corpo na medicina tradicional chinesa.

As pessoas que recorrem a este tipo de medicina acreditam que utilizar partes do corpo de um animal tão imponente pode curar um sem número de doenças. Escusado será dizer que nenhuma destas “curas” alguma vez se provou efetiva, mas as pessoas pagam autênticas fortunas por elas.

Sendo um predador que impõe respeito, algumas pessoas também caçam os tigres para demonstrar a sua própria bravura. Ter uma arma na mão, atirar à distância e depois posar ao lado das bestas sem vida é a maior demonstração de cobardia bravura que conseguem atingir.

Conflitos com humanos

Tigre morto em conflito com humanos

Tigre assassinado por aldeões birmaneses em 1922
Fotografia: Joseph F. Rock, National Geographic Creative

À medida que as pessoas vão expandindo os seus territórios, os tigres vão sendo forçados a viver em territórios cada vez mais pequenos. A destruição de habitat é algo que coloca em risco a vida dos tigres e de muitos outros animais.

O conflito entre tigres e seres humanos é, no entanto, mais complexo do que a competição pelo território.

Explicado de forma muito simplificada:

  • As populações, afetadas pela pobreza, caçam animais que são presas naturais dos tigres para se alimentarem;
  • Sem alimento, os tigres precisam de se virar para animais domésticos como porcos, vacas e outros;
  • Em retaliação, as pessoas que dependem desses animais para se sustentarem, matam os tigres;
  • Com a expansão humana pelo interior do território dos tigres, estes contactos são cada vez mais frequentes e costumam acabar sempre em tragédia.

Os bebés tigres são particularmente afetados, pois se a mãe não conseguir caça suficiente para se alimentar a ela e aos filhotes, alguns morrem à fome nas primeiras semanas de vida. Se a mãe tigresa for morta, então os bebés morrem todos.

As organizações conservacionistas procuram trabalhar e colaborar com as comunidades locais para minimizar estes conflitos, um trabalho delicado onde muitos fatores estão em jogo.

Mas nem tudo são más notícias: apesar da situação dos tigres ser crítica, censos recentes (2014) revelaram que a população de tigres na Índia cresceu cerca de 30% desde 2010: um aumento de 1.706 para 2.226 tigres. Nada está resolvido, mas existe esperança.

Subespécies de tigres existentes (e as já extintas)

Das 9 subespécies de tigres que chegaram até ao século XX, três foram extintas nos últimos 80 anos e as restantes seis estão em risco de extinção, duas delas já em perigo crítico.

Saiba mais sobre cada um destes tigres:

Tigre-de-bengala

Tigre-de-bengala

Tigre-de-bengala
Fotografia: All Arsh

Nome científico: Panthera tigris tigris
Estado de conservação: Em perigo

Os tigres-de-bengala, também conhecidos como tigres-indianos e tigres-reais, são a subespécie mais numerosa de tigre que existe atualmente.

Têm habitats na Índia, Nepal, Butão e Bangladesh e são os segundos maiores tigres: chegam aos 3,1 metros e pesam entre 180 a 260 quilos.

Uma vez que são a subespécie mais numerosa de tigre, os tigres-de-bengala são muitas vezes referidos apenas como tigres e as suas características, hábitos e dietas descritos por defeito para a espécie tigre (Panthera tigris).

Já agora: o nome tigre-de-bengala vem da presença destes tigres em Bengala Ocidental, um estado da Índia.

Tigre-siberiano

Tigre-siberiano

Tigre-siberiano
Fotografia: John Goodrich

Nome científico: Panthera tigris altaica
Estado de conservação: Em perigo

Os tigres-siberianos, também conhecidos como tigres-de-amur, são os maiores tigres do mundo e por consequência, os maiores felinos do planeta. Os machos conseguem ultrapassar 3,5 metros de comprimento, 1,2 metros de altura e 300 quilos de peso.

Habitam regiões mais frias que outros tigres, no leste da Sibéria / Rússia, o que lhes confere algumas vantagens: estas florestas são evitadas por populações humanas e os tigres têm mais espaço, além de mais alimento.

Os tigres-siberianos têm uma pelagem mais densa que outros tigres, que os ajuda a enfrentar o frio da Sibéria. Esta pelagem apresenta cores mais pálidas, menos listas e estas são castanho escuras, em vez de negras.

Com um porte excecionalmente grande, mesmo para o padrão normal de um tigre, já foram registados tigres-da-siberia a caçar ursos-pardos. Sim, ursos. Também caçam alces.

Em 2014, o World Wildlife Fund estimou que existam apenas 400 tigres-siberianos na natureza.

Tigre-de-sumatra

Tigre-de-sumatra

Tigre-de-sumatra
Fotografia: Laurence Elsdon

Nome científico: Panthera tigris sumatrae
Estado de conservação: Em perigo crítico

O tigre-de-sumatra, em contraste com o tigre-siberiano, é um dos tigres mais pequenos que existem – ainda assim chegam até aos 2,7 metros.

Tal como o nome indica, estes tigres vivem apenas na ilha da Sumatra. São a única subespécie sobrevivente nas ilhas da Indonésia, dado que os tigres-de-bali (da ilha de Bali) e os tigres-de-java (da ilha de Java) estão extintos.

A pelagem destes tigres é um pouco mais escura que a dos tigres que vivem no continente. O tom alaranjado do pêlo é mais intenso e as bochechas bem tufadinhas de pêlo.

Apesar de serem animais solitários, como os outros tigres, não é raro ver pares de macho e fêmea juntos, mesmo sem estarem a acasalar.

O World Wildlife Fund estima que existam menos de 400 tigres-de-sumatra na natureza. O estado de conservação é considerado pela IUCN como em perigo critico de extinção.

Tigre-do-sul-da-china

Tigre-do-sul-da-china

Tigre-do-sul-da-china
Fotografia: WWF

Nome científico: Panthera tigris amoyensis
Estado de conservação: Em perigo crítico

Os tigres-do-sul-da-china são os tigres em maior perigo de extinção e também um dos 10 animais em perigo mais critico em todo o mundo.

Nativos das províncias de Fujian, Guangdong, Hunan e Jiangxi, no sul da China, é possível que esta subespécie já se encontre mesmo extinta na natureza, uma vez que não são registadas oficialmente observações destes animais há mais de 25 anos.

Para este declínio muito contribuiu a perseguição a que o governo de Mao Tse Tung deu inicio, em 1959, ao considerar os tigres como praga. Entre os mais de 4 mil tigres-do-sul-da-china que existiam na altura, em 1982 já estavam reduzidos a apenas 150 – 200 tigres.

Os tigres-do-sul-da-china são relativamente pequenos em relação aos outros tigres do continente, com um tamanho máximo de 2,6 metros e um peso de 130 a 175 quilos.

A pelagem destes tigres é mais clara e amarelada, com listas negras mais estreitas e numerosas.

Tigre-da-indochina

Tigre-da-indochina

Tigre-da-indochina
Fotografia: Joachim S. Müller

Nome científico: Panthera tigris corbetti
Estado de conservação: Em perigo

Os tigres-da-indochina podem ser encontrados em florestas das regiões montanhosas da Tailândia (mais de metade da população existente), Laos e Myanmar.

Apesar dos seus territórios históricos incluírem a China, Camboja e Vietname, não existem evidências de que já não existem tigres-da-indochina a reproduzir-se em nenhum desses países.

Estes tigres medem entre 2,6 e 2,8 metros, com um peso entre os 150 e os 190 quilos.

Os tigres-da-indochina tinham, em 2010, uma população estimada de 350 tigres.

Tigre-malaio

Tigre-malaio

Tigre-malaio
Fotografia: Ted

Nome científico: Panthera tigris jacksoni
Estado de conservação: Em perigo

Os tigres-malaios são encontrados exclusivamente na zona sul da Península da Malásia.

Até 2004 estes tigres eram considerados uma população de tigres-da-indochina. Através de análises genéticas chegou-se à conclusão tratar-se de uma outra subespécie, no entanto, a sua aparência e características são muito semelhantes aos tigres-da-indochina.

Segundo o World Wildlife Fund existem cerca de 500 tigres-malaios. Um outro estudo, baseado em observações por câmaras ocultas, concluiu que os números são mais baixos: apenas 250 a 340 tigres restantes.

RIP: Tigre-de-java

Tigre-de-java

Tigre-de-java fotografado em 1938
Fotografia: Andries Hoogerwerf

Nome científico: Panthera tigris sondaica
Estado de conservação: Extinto

Os tigres-de-java, tal como o nome indica, eram nativos da ilha de Java, único local onde viviam.

Tal como acontece com os tigres-de-sumatra, os tigres-de-java tinham a pelagem mais escura que os tigres do continente. As listas eram também mais finas e numerosas.

Os tigres-de-java eram a segunda subespécie mais pequena de tigre (o tigre-de-bali, que falamos em baixo, era o único mais pequeno). Mediam cerca de 2,4 metros e o peso situava-se entre os 80 e os 130 quilos.

O declínio dos tigres-de-java foi drástico.

No século XIX eram tão comuns em Java que os consideravam uma praga. À medida que a população na ilha começou a aumentar e a transformar as florestas em campos agrícolas, os tigres foram perdendo habitat e presas para se alimentar.

À perda de habitat juntaram-se envenenamentos e caça furtiva. Uma surpresa, é preciso dizer, tendo em conta que os mesmos nativos que os caçaram e conduziram até à extinção, eram os mesmos nativos que consideravam os tigres uma reencarnação dos seus ancestrais.

A última observação de um tigre-de-java ocorreu em 1976. Censos realizados em 1979 detetaram pistas da possível existência de 3 tigres-de-java, mas nunca mais voltaram a ser vistos.

RIP: Tigre-de-bali

Tigre-de-bali

Tigre-de-bali morto
Autor desconhecido

Nome científico: Panthera tigris balica
Estado de conservação: Extinto

Os tigres-de-bali viviam apenas na ilha de Bali.

Foram caçados até à extinção, com o último tigre-de-bali conhecido, uma fêmea adulta, a ser morta no dia 27 de Setembro de 1937.

Uma das características únicas aos tigres-de-bali era a presença de algumas manchas entre as listas tigradas do pêlo.

Eram também os tigres mais pequenos de todas as subespécies conhecidas, não ultrapassando 2,2 metros de comprimento e 100 quilos de peso.

RIP: Tigre-do-cáspio (ou tigre-persa)

Tigre-do-cáspio

Tigre-do-cáspio no Zoo de Berlim, 1899
Autor desconhecido

Nome científico: Panthera tigris virgata
Estado de conservação: Extinto

Os tigres-do-cáspio eram, à semelhança dos tigres-siberianos e tigres-de-bengala, os maiores felinos do mundo.

Habitavam zonas fluviais desde o Curdistão até ao oeste da China.

De Inverno, a pelagem à volta do pescoço destes tigres crescia mais do que o normal, o que lhes conferia uma espécie de juba. As listas no pêlo eram mais estreitas, compridas e juntas umas das outras.

No século XIX, uma grande parte do habitat do tigre-do-cáspio foi anexado pelo Império Russo e o exército russo ficou encarregado de “limpar” as florestas destes tigres. Até à Primeira Guerra Mundial, estima-se que o exército tenha morto uma média de 100 tigres-do-cáspio por ano.

Desapareceram de vez durante a década de 1960, com observações não confirmadas em 1968 e 1970.

Os tigres brancos e tigres dourados

Tigres brancos

Fotografia: Jack Fiallos

Ao contrário do que por vezes se pensa, o tigre branco e o tigre dourado não são espécies de tigres diferentes, mas sim tigres com variações de cor.

Um exemplo semelhante é o da pantera negra: não se trata de uma espécie diferente de grande felino, mas sim de leopardos e jaguares de cor negra (também chamados de animais melanisticos).

Os tigres brancos são na verdade tigres-de-bengala brancos. Pensa-se que também possam existir tigres-siberianos brancos, mas isso não está cientificamente comprovado.

A cor branca destes tigres é resultado da falta de um pigmento chamado feomelanina, que confere a cor alaranjada aos tigres normais. É este mesmo pigmento que possibilita a existência de pessoas ruivas.

De notar que um tigre branco não é um tigre albino. O albinismo pressupõe a ausência de melanina, ou seja, o animal teria de ser totalmente branco, o que não acontece com os tigres brancos, que mantém as listas negras.

Quando comparados com os tigres-de-bengala de cor natural, os tigres-de-bengala brancos costumam ser um pouco maiores e também mais pesados.

Os tigres brancos selvagens são muito raros e apenas observados esporadicamente na natureza, em alguns estados indianos. A cor branca é atrativa para nós, mas infelizmente um problema para os tigres na selva, porque lhes estraga a hipótese de se camuflarem na selva – essencial para as suas emboscadas.

Por esse motivo (e por ser atrativo para nós), a grande maioria dos tigres brancos que existem estão em cativeiro, principalmente em zoológicos. Em Portugal é possível ver tigres brancos no Zoo de Lisboa.

Kenny, tigre com deformação genética

Kenny, tigre com deformação genética

Um dos problemas com a criação de tigres brancos em cativeiro, são as deformações genéticas resultado do cruzamento de tigres com parentesco próximo.

O caso mais famoso foi o do tigre branco chamado Kenny (à direita). Este tigre nasceu do cruzamento entre dois tigres irmãos e tinha deformações parecidas com as de pessoas portadoras do síndrome de Down.

O Kenny foi acolhido pela Turpentine Creek Wildlife Reserve desde os dois anos de idade e descrito como um tigre muito meigo com todas as pessoas. Viveu na instituição durante 8 anos, até morrer, em 2008.

Tigre dourado

Fotografia: imgur

Outra famosa variação de cor do tigre-de-bengala é o tigre dourado. Ao contrário do tigre branco, o tigre dourado apenas existe em cativeiro, embora existam registos na Índia, da década de 1900, sobre a presença de tigres dourados selvagens.

Embora esses registos nunca tenham sido provados, em teoria um tigre dourado poderia adaptar-se melhor à vida selvagem do que o tigre branco, pois conseguiria camuflar-se melhor por entre a vegetação.

Tigre dourado

Fotografia: Leo Messana

O pêlo dos tigres dourados é descrito como mais macio do que noutros tigres.

Uma semelhança com os tigres brancos é que os tigres dourados também tendem a ser maiores que os tigres-de-bengala de cor natural.

Terá existido algum tigre azul? Já foi reportado, já foi também chamado de tigre maltês e a maioria dos avistamentos vêm da província de Fujian, na China.

A existir, será provavelmente uma variação de cor do tigre-do-sul-da-china, mas essa existência não está cientificamente provada.

Como os tigres-do-sul-da-china estão criticamente ameaçados de extinção, é possível que a variação azul, a ter existido, já tenha sido extinta há vários anos.

E tigres negros? Também existem relatos e até uma pintura (entretanto perdida), mas a única evidência que existe é a pele de um tigre capturado por traficantes. Nessa pele, o animal só é negro no topo da cabeça e nas costas, tendo a cor normal no resto do corpo.

Curiosidades sobre os tigres

Curiosidades sobre tigres

Fotografia: Aalborg Zoo

Algumas das curiosidades mais interessantes sobre tigres:

  • Cada tigre tem um padrão de listas único, tal como as nossas impressões digitais, pelo que é possível identificar qualquer tigre através da observação das suas listas;
  • Mesmo sem pêlo, os tigres mantém as listas negras. Isto permite-lhes manter alguma camuflagem, mesmo que por alguma doença sofram queda de pêlo;
  • Os tigres têm pequenas manchas brancas por trás das orelhas, uma pista visual para os tigres procurarem outros tigres ou as mamãs manterem o olho em cima dos filhotes curiosos;
  • Um tigrinho bebé nasce pequeno, cego e indefeso, mas quadruplica de tamanho durante o primeiro mês;
  • Os tigres que vivem mais a norte e em regiões mais frias do continente asiático (como a Sibéria), tendem a ser maiores do que os tigres que vivem a sul em regiões mais quentes (como a Índia);
  • Tal como os gatos, os tigres conseguem ronronar. Mas ao contrário dos felinos domésticos, que ronronam tanto a inspirar como a expirar, os tigres só ronronam a expirar;
  • Os tigres são predadores tão poderosos que conseguem caçar e matar uma presa quatro vezes mais pesada que eles próprios;
  • Também conseguem carregar uma presa duas vezes mais pesada que eles próprios até cerca de três metros de altura (para cima de uma árvore);
  • Um tigre-siberiano precisa de comer pelo menos nove quilos de carne por dia, mas chega a ingerir até 45 quilos de carne numa única refeição;
  • Quando se encontra mais do que um tigre perante uma caçada, os tigres bebés e as fêmeas comem primeiro, com os machos adultos a aguardarem a sua vez. Nos leões acontece exatamente o contrário;
  • Os tigres são considerados símbolos nacionais na Índia, Bangladesh e Malásia;
  • Em Assam, um estado da Índia, existia a crença de que quem visse um tigre branco, morreria em breve;
  • Existem mais tigres em cativeiro nos EUA do que na natureza em todo o mundo. Infelizmente, grande parte destes tigres de cativeiro está em circos com animais, em vez de programas de conservação.

Os maiores entre os maiores felinos (conclusão)

Estes são os 10 pontos essenciais a reter sobre os tigres e que abordamos neste artigo:

  1. Os tigres são grandes felinos, parentes dos leões, dos leopardos, dos jaguares e também dos nossos gatos;
  2. Os tigres-siberianos e os tigres-de-bengala são os maiores tigres e os maiores felinos do mundo;
  3. Os tigres vivem na Ásia e não em África;
  4. Cada ninhada de tigrinhos tem cerca de dois ou três bebés, até um máximo de sete;
  5. A mãe tigresa toma conta dos filhotes durante cerca de 2 anos;
  6. Nos últimos 100 anos, os tigres selvagens foram reduzidos de 100 mil tigres até menos de 3.200;
  7. Das 9 subespécies de tigres, 3 foram extintas nos últimos 80 anos; 4 estão em perigo de extinção e 2 em perigo critico;
  8. A caça excessiva e o conflito com seres humanos, incluindo perda massiva de habitat, são os principais motivos da extinção dos tigres;
  9. Os tigres brancos e os tigres dourados são tigres-de-bengala com variação de cores, não são espécies diferentes;
  10. Poderão ter existido tigres azuis e tigres negros, mas nenhuma destas variações está provada.

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