A Falta de Informação por Parte dos Donos

Falta de informação

Fotografia original:pato garza

Longe vão os dias em que os animais eram usados, no sentido lato da palavra, apenas como executantes de função.

Cães de guarda, cães de caça, cães de pastoreio. Animais que eram mantidos geralmente longe dos donos, numa área vasta e geralmente ao ar livre, acorrentados ou não, mas reduzidos a ferramenta que de pouca sociabilidade beneficiava por parte do homem, não sendo visto como animal de companhia com potencial a amigo e companheiro entre paredes.

Gradualmente esse potencial foi descoberto e o cão passou a ter um lugar de maior destaque nas nossas vidas, passando a fronteira do exterior para o interior das casas e passando a conviver com os elementos da família, presenciando o desenrolar do dia-a-dia, as tarefas que se desenrolavam à sua volta e o contacto com a espécie diferente que era o homem.

De um lugar onde não lhe eram exigidas regras de convivência ou sociabilização e onde podia mais facilmente exercitar-se, conviver e aprender com membros da mesma espécie, o cão passou a estar confinado a paredes, a coleiras, a trelas, a horários e a pessoas.

Pessoas que não fizeram essa transição de modo informado e que esperam muitas vezes do cão comportamentos humanizados já inatos. Pessoas que eventualmente vêm o cão como algo que se cria sozinho e não necessita de manutenção elevada, como os que eram antes limitados ao exterior, mas que exigem dele o mais educado comportamento social.

Tais expectativas geram problemas para os donos e eventualmente para o animal. Casos de stress, falta de exercício falta de sociabilidade, falta de regras, falta de treino e até falta de entendimento geram comportamentos indesejáveis como hiper-actividade, dominância, ladrares, roidelas ou mordidas. Estes e outros casos tornam-se um problema para os donos e eventualmente para o cão, que pode ser abandonado tendo estes motivos como desculpa, porque o dono não está disposto a comprometer-se com o treino adequado ou com o amor ao animal em si.

É necessário compreender a psicologia inerente ao comportamento do cão e preparar-se para recebe-lo como elemento da família que virá a ser. Comprometendo-se com uma educação e sociabilização adequada desde cedo e excluindo a hipótese de descartar o animal ao primeiro desafio.

É necessária maior informação por parte dos novos donos acerca de treino, regras, exercício condições adequadas e sociabilização do cão com outros animais e pessoas (adultos e crianças).

É necessário compreender que o cão não funciona como uma pessoa e que muitas das formas de lidar com estes animais até agora estão erradas.

É necessário prevenir e controlar os problemas com uma correta educação, para que animal e dono sejam felizes no seio da comunidade onde estão integrados, gerando menos conflitos e mais felicidade!

Informe-se antes de adoptar o seu amigo. Exercício, disciplina e amor!

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