A PETA Mata Animais e Mente Sobre a Saúde – Porque os Levamos a Sério?

PETA mata animais e mente sobre saúde

Este artigo é da autoria de Chris Hall e foi originalmente publicado no Dogster com o título “PETA Kills Animals and Lies About Health — Why Do People Take It Seriously?“. Esta é uma tradução livre, devidamente autorizada pelo autor para o Mundo dos Animais.

Se você se preocupa com animais ou com seres humanos, deixo-lhe um forte conselho para levar a sério: fique longe da PETA. Não lhes entregue donativos. Se já enviou o cheque ou uma transferência Paypal, cancele agora. Não os recomende nas conversas do dia a dia. Se você está envolvido(a) numa organização sem fins lucrativos ou comunitária, não deixe que a PETA ganhe mais credibilidade por se juntar ás suas campanhas. Se conseguir, mantenha a PETA longe dos seus filhos e animais de estimação. Eles são, sem dúvida, uma das organizações mais parasita, exploradora e hipócrita de sempre a ser tratada como legitima nos grandes media.

Isto soa demasiado duro? Você acha que eu decidi desnecessariamente atacar um grupo de pessoas decentes de quem eu apenas discordo em alguns pontos? Então continue a ler. Eu ainda nem comecei.

Durante aos, a PETA tem utilizado uma mistura de pseudociência e campanhas exploradoras nos media para ganhar manchetes. Alegadamente é tudo pela causa dos direitos dos animais, mas em última análise, a sua herança baseia-se em bajular os mais ricos e privilegiados enquanto descarta e marginaliza os restantes.

PETA mata animais e mente sobre saúde

Muitos livros já foram escritos sobre a forma como a PETA utiliza estratégias publicitárias racistas e sexistas para obter manchetes rápidas. O truque mais recente deles é um anúncio que implica que beber leite causa autismo nas crianças, uma estratégia que explora o medo e o desconhecimento do público sobre deficiências.

Na verdade, este anúncio nem sequer é novo. Tem origem em 2008, quando a PETA o exibiu num outdoor em Newark, Nova Jérsia. Foi retirado uma semana depois por ter provocado demasiada atenção negativa. Ou a PETA não aprende com os erros, ou simplesmente não quer saber (eu aposto na última), porque o mês passado limpou o pó ao anúncio e voltou a exibi-lo.

PETA mata animais e mente sobre saúde

No seu blog Science-Based Medicine, Steven Novella desmascara magistralmente a tão chamada “ciência” que a PETA usa no anúncio e no website a ele ligado. Recomendo que leia o artigo completo, não apenas por causa deste assunto em especifico, mas por ser um excelente estudo de como a ciência pode ser distorcida e indevidamente utilizada por pessoas que se preocupam mais com uma agenda do que com a verdade.

Por exemplo, Novella aponta que o site da PETA soa como se houvesse uma ligação estabelecida e amplamente aceite entre os produtos lácteos – especificamente o glúten e a caseína presentes no leite de vaca – e o aparecimento do autismo. Não há. Na verdade, uma revisão de 2014 que inclui os estudos citados pela PETA, conclui que a evidência de como as dietas sem glúten e caseína beneficiam as crianças autistas é “atualmente limitada e fraca”.

Novella escreve que “O padrão de evidência revela que os estudos metodologicamente pobres, suscetíveis a confirmações tendenciosas, revelam alguns efeitos, enquanto que os estudos realizados adequadamente em dupla ocultação tendem a não mostrar quaisquer efeitos.”. Geralmente eu sigo a regra de nunca atribuir à malícia aquilo que se pode explicar por incompetência, mas isto é diferente. Dada a ciência atual, isto não merece ser chamado de erro ou um honesto desacordo: a PETA está a mentir sobre os produtos lácteos e sobre o autismo para provocar medo aos pais e angariar fundos.

PETA mata animais e mente sobre saúde

Algumas pessoas têm chamado a isto o pior anúncio de sempre da PETA, mas são tantos que é difícil decidir. Será realmente pior do que o anúncio anti-circo deles que mostrava um homem negro de aparência animalesca fechado numa jaula? Ou quando entraram com uma ação para libertar as orcas do Sea World com base na Décima Terceira Emenda (N.T. à Constituição dos Estados Unidos) que proíbe a escravatura? Ou os numerosos exemplos de fotografias provocativas T&A (N.T. “Tits and Ass”, em português “Peitos e Rabos”) para vender a sua mensagem? É difícil dizer.

PETA mata animais e mente sobre saúde

Mas há uma coisa fácil de dizer: os amigos dos animais não precisam da PETA. Há dezenas de organizações por aí fora que colocam muito mais esforço na ajuda aos animais e que demonstram mais respeito também pelos seres humanos. Apesar da PETA se insurgir contra a morte de animais para alimentação, tem nas suas mãos o sangue de milhares de cães e de gatos. Em contraste com a tendência nacional (N.T. Estados Unidos) de ter abrigos sem eutanásia, a PETA recusou liminarmente parar de eutanasiar os animais que estavam no seu abrigo em Norfolk, Virginia. Nesse abrigo, além de matarem cerca de dois mil animais por ano, como reporta o The New York Times, fazem poucas adoções: 19 cães e gatos em 2012 e 24 no ano anterior, segundo os registos estatais.

Quanto mais olhar para a história e as estratégias da PETA, mais vai perceber como o grupo serve menos o bem-estar animal do que as consciências tranquilas dos seres humanos mais abastados. Tudo o resto – cães, gatos, deficientes, pessoas de cor, mulheres, pobres, marginalizados – são em última análise descartáveis assim que deixam de ser úteis. Vamos parar de fingir que a PETA é legítima.

Tópicos: Opinião