Nunca Desistir

Esta história foi escrita por Vânia de Albuquerque e fez parte do concurso “O que já fizeste por um animal?” que terminou no dia 18/11/2011. Clique aqui para ver todas as histórias.

Há 10 anos que ajudo animais de rua, estando numa associação ou a nível particular. Por isso as histórias são muitas.

Na altura da história em questão eu era Vice Presidente de uma associação em Espinho, quando um sócio me pediu para apanhar uns gatinhos na casa da mãe dele. Cheguei lá com o intuito de apanhar a mãe para a esterilizar e os bebés seguiriam para adoção.

Rutinha

Como nem sempre temos facilidades na vida, os gatinhos eram bastante assustados e reagiam com agressividade. Encurralei-os num anexo da casa e enquanto eles trepavam paredes eu ia apanhando-os. Aparentemente estavam todos, a mãe foi fácil apanhar de seguida.

Até que vejo uma bolinha de pêlo preta a fugir para o pátio. Pouso as transportadoras e sigo-a. Ela esconde-se atrás de uma parede de tijolos e foi quando ouvi um dos piores sons da minha vida… ela caiu à água! Tirei os tijolos e constatei que aquilo era um poço antigo tapado com uns tijolos não cimentados! O poço era bastante fundo, e vi a gatinha a debater-se e a tentar trepar as paredes.

Chamei de imediato os bombeiros e fui tentando resgatá-la. Procurei algo pelo pátio que me pudesse ajudar mas nada era muito comprido. Após alguns minutos de tentativas falhadas decidi pedir ao sócio que me segurasse os pés porque eu queria usar uma tábua e eu mesma entrar no poço de cabeça.

A gatinha estava a ficar muito cansada. Ele recusou-se e eu fui determinada a tirar dali a gata. Tentei e quase cai, escorreguei algumas vezes e lá senti as mãos do Sr. Edgar nas minhas pernas. Fui salva mas isso não me importava, ainda ouvia os gemidos da gatinha e o ar horrorizado que ela tinha.

Foi então que juntos a conseguimos salvar. Ela subiu para a tábua e eu puxei-a para cima muito devagar. Finalmente atirei-me para o chão com ela a tremer e pingar no meu colo. Nisto chegaram os bombeiros demasiado tarde. Respirei um pouco para recuperar as forças e segui com ela para a veterinária.

Além do frio e susto ela estava bem! Ficou em minha casa e rapidamente foi adotada. Batizaram-na com o meu segundo nome.

Por isso, não importa se temos ajuda ou não, temos é de ter motivação e lutarmos pelo que acreditamos. Se acreditarmos iremos transmitir essa confiança a terceiros. Juntos somos mais fortes. Podemos mudar o impossível para possível com luta e esforço… no fim a recompensa é imensa!

Arregacem as mangas e sejam recompensados!


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