Uma Esperança para a Hope

Esta história foi escrita por Maria Matias e fez parte do concurso “O que já fizeste por um animal?” que terminou no dia 18/11/2011. Clique aqui para ver todas as histórias.

A 9 de Dezembro de 2009 começou a minha ligação a uma cadelinha a que chamei de Hope e uma paixão pelos pit bull.

Hope

Este foi o início da nossa estória:

Ao chegar a casa e a sair da camioneta, deparo com uma jovem arraçada de Pit mesmo na paragem com um ar completamente desalentado. Percebi que tinha sido abandonada – soube depois que estava ali desde a hora do almoço – e não consegui fazer mais nada a não ser tentar encontrar uma saída para esta menina.

Estive mais de duas horas na rua ao pé dela, a telefonar para todo o lado – associações, particulares, amigas, inclusive para duas clínicas veterinárias: a chorar perguntei se ma adormeciam, entre isso e ser recolhida e vendida na segunda-feira na feira de Odivelas aos ciganos, para ter uma vida presa a engravidar e a ter bebés para sofrer ela e os pequeninos, coloquei mesmo essa hipótese.

Apareceu uma pessoa que se ofereceu para a acolher durante 2 ou 3 dias na zona de Sintra. Tive de ir a casa tratar do meu pessoal e ela ficou num anexo do café.

Ainda pensei que desatava a ladrar, quando regressei com ração estava deitada numa cadeira e não disse nem ai nem ui. Comeu e muito, tive que lhe tirar a ração porque como ia de carro não sabia se enjoava ou não. E lá a deixei perto das 11 da noite, nunca falou, só dá e pede mimos.

Entretanto no dia seguinte recebi um SMS da amiga a dizer que a senhoria não quer lá a menina e que tem que sair.

Eu não podia ausentar-me do serviço durante o dia. Estava a tentar encontrar hotel para ela, e apelei para que alguém a pudesse acolher até ao fim-de-semana seguinte. Ela na rua tem o destino marcado: canil ou mãos perigosas.

Estou a dar o meu melhor por esta pequenina linda…

A Hope esteve num hotel até Maio de 2010. Foi adoptada mas devido a uma separação do casal ficou deixada para trás como um qualquer objecto. Vive actualmente com uma família onde existem 3 crianças, vários cães, uma cabra e 3 cavalos.

E continua a mesma ternurenta de sempre.

Já a fui visitar duas vezes. Fico triste e atrofiada quando estou de partida e a Hope tem de ser segurada para não vir atrás de mim.

É uma paixão e estarei sempre ligada a esta menina que continua a ser a minha Hope…


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