Reprodução de Apistogramma hippolytae

Apistogramma hippolytae

Fotografia: Ricardo A. Silva

O Apistogramma hippolytae, a par dos outros pequenos anões, são relativamente fáceis de reproduzir. No entanto, existem alguns requisitos para ser bem sucedido.

Começando pelo aquário, este deve ser bem plantado e com esconderijos, com dimensões mínimas de 60 x 30 x 30 centímetros.

O Musgo de Java será importante, para criar microrganismos importantes para os alevins.

A qualidade da água, a meu ver, é o factor mais importante. Com a água que existe em certas zonas geográficas em Portugal — na minha sai com pH 7.5 — o melhor é filtrar a água com turfa e carvão activado, para retirar o máximo de cloro e conseguir ter uma água com um pH a rondar os 5.5.

As mudanças de água devem ser o máximo semelhantes à água que está no aquário em questões de temperatura e pH. Estes pequenos são muito sensíveis a alterações térmicas e de pH.

Assim que estes apistogrammas formam um casal, a fêmea fecha a entrada do esconderijo. O macho nada próximo para manter a segurança. Qualquer peixe que chegue perto da caverna irá ser afastando com significativa agressividade por parte deste pequenote.

A fêmea pode por 150 a 200 ovos. Enquanto esta não abandona o esconderijo, o macho paira por perto, mantendo sempre a segurança até nascerem os pequenos. Se estivermos com atenção, notamos perfeitamente o nervosismo crescente do macho, nadará mais depressa e a agressividade para com os outros aumenta.

A fêmea, ao fim de 5 a 8 dias, sai do esconderijo com uma nuvem de alevins, já sem saco vitelino, sendo que obrigatoriamente terão de ser alimentados pela nossa mão.

Se existirem microrganismos no Musgo de Java, podemos oferecer comida duas vezes ao dia. Caso contrário, deverá oferecer cerca de cinco vezes ao dia. A artémia recém eclodida será o alimento mais proteico neste momento de tanta necessidade.

Por fim, um resumo das condições que acho necessárias:

  • pH – 5.5
  • Condutividade – 130 ppm’s
  • kH (Dureza Provisória) – < 2
  • gH (Dureza Geral) – < 4
  • Temperatura – 28º C

Este artigo foi originalmente publicado no antigo Fórum Mundo dos Animais, em Novembro de 2009, com o título “Apistogramma hippolytae – Kullander 1982, A 135 Wild Form”.

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