Nadar Entre os Tubarões Mais Temidos do Planeta — Para os Salvar

Ocean Ramsey a nadar junto de tubarão

Fotografia: via: oceanramsey.com

Poucos animais são tão aterradores para os seres humanos como os tubarões.

A forma como nos foram mostrados nos media com o filme «O Tubarão», de Steven Spielberg, e outros que se seguiram, criou nas nossas mentes uma imagem de uma máquina assassina comedora de homens, que ainda hoje impede pessoas de sequer irem a uma praia — uma fobia chamada selachofobia.

A aparência dos tubarões também não ajuda a ultrapassar esta imagem: várias fileiras de dentes afiados, um olhar frio ou o hábito de nadar junto à superfície apenas com a barbatana de fora, como um cruel aviso de inevitabilidade, não são encorajadoras.

Vamos ser honestos:

Morrer na boca de um tubarão deve ser das piores formas de partir deste mundo. As produções de Hollywood não inventaram essa parte.

O que inventaram e exageraram em grande escala foi a agressividade destes animais e o seu suposto apetite por seres humanos — que é totalmente falso.

A probabilidade de um ser humano morrer por ataque de tubarão é de 1 em 3,748,067, segundo o International Shark Attack File. É muito mais provável morrer com uma gripe (1 em 63), uma queda (1 em 218) ou um acidente de bicicleta (1 em 4,919).

É inclusive mais provável morrer por lhe cair um relâmpago em cima (1 em 79,746).

Mas nem as estatísticas parecem limpar a imagem dos tubarões. Se estiver dentro de água e sentir algo a roçar-lhe na perna, não se vai pôr a calcular probabilidades. Vai ficar aterrado, e quem o pode julgar?

A verdade é que na relação, atribulada, entre seres humanos e tubarões, os tubarões ficam a perder por larga maioria. Estima-se que 100 milhões de tubarões sejam mortos todos os anos por ação humana.

Reserve um momento para interiorizar este número. 100 milhões.

Não admira que estejam em sério risco de extinção. Mas talvez pior que isso, é relativamente poucas pessoas estarem preocupadas com isso. Precisamente devido à má reputação que acompanha os tubarões, a imagem de um tubarão morto não nos parece incutir a mesma tristeza ou revolta que, por exemplo, um elefante.

Mergulhar para desmistificar

Ocean Ramsey a nadar junto de tubarão

Fotografia: @oceanicramsey / Instagram

Numa tentativa de desmistificar os tubarões e alertar para a sua urgente conservação, mergulhadores, fotógrafos e conservacionistas deram um passo que para muitos pode ser considerado uma verdadeira loucura.

Mergulhar livremente entre os tubarões mais temidos do planeta. Sem caixas protetoras, sem armas de defesa, totalmente desprotegidos.

É destas pessoas e destes mergulhos que lhe vamos falar neste artigo. Se você tem medo de tubarões, depois de ver estas imagens e vídeos, talvez os consiga olhar de uma outra forma.

Ocean Ramsey

Ocean Ramsey é uma modelo e conservacionista que, em 2013, já tinha nadado lado a lado com 32 espécies de tubarões.

Mais notáveis, por aquilo que representam, são os seus mergulhos com os grandes tubarões-brancos. Ramsey não se limita a estar perto deles. Segura as suas barbatanas dorsais (aquelas que preenchem o nosso imaginário quando emergem à superfície da água) e deixa-se levar, o que já deu origem a fotografias e vídeos nada menos do que extraordinários.

Ocean Ramsey a nadar junto de tubarão

Fotografia: via: oceanramsey.com

Ocean Ramsey a nadar junto de tubarão

Fotografia: via: oceanramsey.com

Ocean Ramsey a nadar junto de tubarão

Fotografia: via: oceanramsey.com

Ocean Ramsey a nadar junto de tubarão

Fotografia: @juansharks / via Red Bull

Ocean Ramsey a nadar junto de tubarão

Fotografia: @juansharks / via Red Bull

Ocean Ramsey a nadar junto de tubarão

Fotografia: @juansharks / via Red Bull

Saiba mais e acompanhe o trabalho de Ocean Ramsey no seu site oficial e siga-a no Facebook.

William Winram, Fred Buyle e Pierre Frolla

William Winram, Fred Buyle e Pierre Frolla (de quem já falamos aqui), três recordistas mundiais de mergulho livre, trabalham frequentemente em conjunto para capturar as mais interessantes interações com os tubarões.

É em conjunto que também cuidam da sua segurança: como também nadam sem qualquer tipo de proteção (caixa ou armas), vigiam-se mutuamente para assegurar que não correm perigo com a imprevisibilidade dos animais.

William Winram e um grande tubarão-branco, perto da Ilha de Guadalupe

William Winram e um grande tubarão-branco, perto da Ilha de Guadalupe
Fotografia: Fred Buyle

William Winram com um tubarão-tigre perto da África do Sul

William Winram com um tubarão-tigre perto da África do Sul
Fotografia: Fred Buyle

William Winram com um tubarão-tigre perto da África do Sul

William Winram com um tubarão-tigre perto da África do Sul
Fotografia: Fred Buyle

Pierre Frolla e um grande tubarão-branco, perto da Ilha de Guadalupe

Pierre Frolla e um grande tubarão-branco, perto da Ilha de Guadalupe
Fotografia: William Winram

Uma equipa de filmagem observa um grande tubarão-branco, na Ilha de Guadalupe

Uma equipa de filmagem observa um grande tubarão-branco, na Ilha de Guadalupe
Fotografia: William Winram / Hungry Eye Images

William Winram e um grande tubarão-branco perto da Ilha de Guadalupe

William Winram e um grande tubarão-branco perto da Ilha de Guadalupe
Fotografia: Fred Buyle

Fred Buyle a nadar junto a um grande tubarão-branco, na Ilha de Guadalupe

Fred Buyle a nadar junto a um grande tubarão-branco, na Ilha de Guadalupe
Fotografia: William Winram / Hungry Eye Images

Acompanhe William Winram no seu site oficial, Fred Buyle no seu site oficial e Pierre Frolla também no seu site oficial.

Wolfgang Leander

Com 74 anos de idade e uma carreira passada como bancário, já estava a entrar naquilo a que se considera a terceira idade quando se dedicou ao mundo da fotografia e deu vida à sua grande paixão: mergulho livre com tubarões. Poucas pessoas com mais de 70 anos se aventuram pelo meio destes animais.

Para Leander, os tubarões não são predadores perigosos, nem sequer potencialmente perigosos. No entanto, adverte que são animais selvagens e que devem ser tratados com muito respeito. “Os tubarões são normalmente animais tímidos e todos têm as suas personalidades, como acontece com qualquer outro animal” referiu em entrevista à X-Ray Mag.

Mergulho livre de Wolfgang Leander com tubarões

Fotografia: Fiona Ayerst

Mergulho livre de Wolfgang Leander com tubarões

Fotografia: Karin Leander

Mergulho livre de Wolfgang Leander com tubarões

Fotografia: Felix Leander

Mergulho livre de Wolfgang Leander com tubarões

Fotografia: Wolfgang Leander

Mergulho livre de Wolfgang Leander com tubarões

Fotografia: Paul Spielvogel

Acompanhe o trabalho fotográfico de Wolfgang Leander no seu site oficial.

Madison Stewart

Com apenas 21 anos de idade, já é globalmente conhecida como Shark Girl (Rapariga Tubarão em tradução livre), que serve de título ao seu programa no Smithsonian Channel. Para Madison, que aos 12 anos já era mergulhadora certificada, nada parece mais seguro e mais natural do que nadar no meio de tubarões.

Não se considera ativista, nem conservacionista, mas “apenas uma pessoa” que se recusa a acreditar que os tubarões podem desaparecer durante a sua vida.

Madison Stewart em mergulho com tubarões

Madison Stewart a filmar tubarões-tigre com apenas 15 anos de idade
Fotografia: Ernst Stewart via Madison Stewart / Facebook

Madison Stewart em mergulho com tubarões

Fotografia: via Madison Stewart / Facebook

Madison Stewart em mergulho com tubarões

Fotografia: via Madison Stewart / Facebook

Madison Stewart em mergulho com tubarões

Fotografia: Pia Oyarzun via Madison Stewart / Facebook

Madison Stewart em mergulho com tubarões

Fotografia: via Madison Stewart / Facebook

Madison Stewart em mergulho com tubarões

Fotografia: via Smithsonian Channel

Acompanhe a Shark Girl através do seu site oficial e da sua página no Facebook.

Lesley Rochat

Lesley Rochat demonstra que os tubarões não são máquinas assassinas comedoras de homens ao nadar no meio deles da forma mais vulnerável possível: vestida apenas com um biquíni.

Os tubarões com quem Lesley mais vezes mergulha e tira fotografias são os tubarões-tigre, considerados como o segundo tubarão mais perigoso do mundo. As fotografias seguintes foram capturadas em Tiger Beach, nas Bahamas e segundo Lesley, servem para “repensar quem é o verdadeiro predador”.

Lesley Rochat com tubarões

Mergulho com tubarão-limão
Fotografia: Mike Ellis

Lesley Rochat com tubarões

Mergulho com tubarão-tigre
Fotografia: Mike Ellis

Lesley Rochat com tubarões

Mergulho com tubarões-tigre
Fotografia: Lesley Rochat

Acompanhe o trabalho de Lesley Rochat no seu site oficial.

Saiba mais sobre os tubarões e as suas mais diversas espécies neste artigo.

Tópicos: Tubarões, Peixes, Fotos de Animais Selvagens, Animais Selvagens, Fotografia Animal, Artigos em Destaque