Guia Completo do Dragão Barbudo

Guia do dragão barbudo (Pogona vitticeps)

Dragão barbudo (Pogona vitticeps)
Fotografia: Wikimedia Commons

Classificação científica:

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Reptilia
  • Ordem: Squamata
  • Família: Agamidae
  • Género: Pogona
  • Espécie: Pogona vitticeps

Nome comum: Dragão barbudo

Esperança média de vida: 7 a 12 anos

Tamanho em adulto: pode atingir os 60 centímetros

O dragão barbudo e o seu habitat

Os dragões barbudos são originários da Austrália. Os Pogona vitticeps (nome científico do dragão barbudo) que hoje podemos adquirir nas lojas são todos criados em cativeiro, isto porque as leis de protecção ambientais australianas proíbem a exportação das espécies nativas do seu território.

Distribuição do dragão barbudo

A primeira imagem contem uma mancha azul que mostra aproximadamente o território habitado pelo dragão barbudo, com cerca de 1.500 quilómetros de norte a sul e cerca de 1.000 quilómetros de leste a oeste. Na segunda imagem é possível ver as temperaturas que se fazem sentir durante o dia nessa mesma região.

Características gerais

Dragão barbudo (Pogona vitticeps)

Dragão barbudo (Pogona vitticeps)
Fotografia: Wikimedia Commons

O dragão barbudo é um animal extremamente dócil e sociável, pelo que tolera bastante o manuseio. Em adultos podem mesmo acomodar-se no seu ombro e fazer breves passeios. A melhor forma de pegar no animal é apoiando sempre a mão por baixo de modo que ele se sinta seguro.

Nunca mostre medo do seu dragão, avance para ele sempre com confiança, sinta que você é que domina e não deixe nunca essa situação se inverter.

Manuseie-o regularmente para que ele se habitue a si, mostre-lhe que é inofensivo. Uma boa técnica para conseguir fazer relaxar o dragão barbudo é aquecer uma toalha e aproxima-la dele, ele provavelmente acomodar-se-á nela e se for à noite é provável que até adormeça.

Um procedimento que não deve ter para com os dragões barbudos, mas que muitos donos fazem, é dar comida à boca ao dragão. Isto não é benéfico porque o dragão poderá associar o dono à comida, e naturalmente vai sempre procurar a comida da mão do dono – pode mesmo morder pensado erradamente que o dono leva comida. O dragão barbudo pode ainda ganhar o hábito de só se alimentar na presença do dono, ou ainda num caso extremo pode habituar-se a só comer quando o dono lhe dá a comida à boca, o que se torna num problema para si e para ele.

Comunicação

Os dragões barbudos são dos répteis que mais toleram o contacto humano, tal como referi em cima. Mas por vezes estes têm algumas atitudes de dominância, submissão e defesa, que é transmitida para nós através de uma linguagem muito própria e gestual, na qual destaco:

Acenar (arm waving)

Dragão barbudo a acenar (arm waving)

Dragão barbudo a acenar (arm waving)

Os dragões barbudos por vezes seguram-se em três patas e utilizam a pata livre (dianteira) para fazer uma espécie de aceno, rodando a pata e fazendo pequenos círculos no ar.

Pensa-se que este comportamento signifique submissão, pois normalmente, os dragões só fazem isto após o manuseio ou em resposta a outros dragões de hierarquia superior.

Abanar a cabeça verticalmente (head bobbing)

Este comportamento é mais típico nos dragões barbudos machos e normalmente e acompanhado por um exibir da barba (mais em baixo). Estes movimentos são feitos de modo rápido e brusco, ou seja, movimentam a cabeça para cima e para baixo rapidamente.

Este movimento é mais acentuado na época de reprodução. Significa dominância; as fêmeas geralmente abanam a cabeça em sinal de submissão, os gestos são mais lentos e não tem a mesma espontaneidade dos machos.

Subir para o dorso de outro dragão

É mais um afirmar de hierarquia e dominância, deve-se ter atenção a este comportamento pois se alojar um grupo de dragões, no caso do empilhamento de vários, e dragão que fica por baixo pode sufocar.

Bufar

Este comportamento é próprio em vários répteis. Tal como o exibir a barba, também pretende intimidar e podemos encarar este comportamento como um aviso.

Cauda levantada

O dragão barbudo levanta bastante a cauda quando não se sente seguro, quando está desconfiado, característica do estado de alerta nesta espécie.

Esta atitude pode também ser testemunhada nas fêmeas na época de acasalamento e serve para mostrar ao macho que está pronta para acasalar.

Exibir a barba (beard puffing)

Dragão barbudo a exibir a barba (beard puffing)

Dragão barbudo a exibir a barba (beard puffing)

Os dragões barbudos exibem a barba, quando se sentem ameaçados, através da impulsão de um osso: esticam a pele da garganta, que imediatamente fica preta, adoptando assim um ar mais feroz para tentar intimidar.

Este comportamento é pouco típico, ainda assim, os dragões fazem-no para esticarem a pele dessa região e muitas vezes para facilitar a muda de pele na mesma zona. Se o seu dragão tiver este tipo de comportamento, não se assuste.

Morder

Os dragões barbudos são animais, portanto podem por vezes morder-se uns aos outros ou mesmo morder o seu dono. Não devemos esquecer que são repteis e que existem sempre dias em que o dragão pode estar mais temperamental.

Respeite o animal mas sem nunca mostrar medo dele, é importante o dragão barbudo perceber que quem domina é você.

Boca aberta

Todos os répteis são animais de sangue frio, logo necessitam de se regularem termicamente e por vezes, para o fazerem, necessitam de adoptar este comportamento, semelhante aos de répteis de maior porte como os crocodilos. Serve para expelir o calor corporal que existe em excesso.

Se isto acontecer com frequência e ainda que o dragão esteja debaixo do Basking spot (mais em baixo), confirme as temperaturas e se necessário baixe-as.

Fase e Morph

Os dragões barbudos são dotados de diferentes características físicas e entre elas a sua coloração ou fase. A fase é no fundo o padrão que distingue cada exemplar.

Existem variadíssimas fases, daí ser impossível expor todas as fases neste artigo.

Em suma podemos dizer que é através da genética que se pode definir a fase. A ciência tem permitido também efetuar manipulação genética com dragões barbudos, de forma a criar novas fases.

A imagem em baixo contem algumas fotos representativas das fases mais conhecidas em dragões barbudos.

Fases dos dragões barbudos

Sexagem

Os dragões adultos são mais fáceis de sexar, pois os machos apresentam características bem diferentes das fêmeas: são mais largos e têm a cabeça mais comprida.

Contudo, para ter a certeza do sexo do seu dragão barbudo, podemos observar as saliências que se encontram ligeiramente acima da colaça.

Sexagem de dragão barbudo

Sexagem de dragão barbudo: macho (à esquerda) e fêmea (à direita)

Devemos segurar o dragão barbudo na palma da mão, com a cauda virada para nós e cuidadosamente levantarmos a cauda do animal e examinar a área logo acima da abertura ventral. Estas saliências são perceptíveis a partir dos três meses de idade.

Criação

Reprodução de dragões barbudos

Reprodução de dragões barbudos

Dragão barbudo bebé a eclodir

Dragão barbudo bebé a eclodir
Via Bearded Dragon Research

Este ponto vou abordar de uma forma muito superficial, pois é necessário um conhecimento bastante elevado para se ter sucesso na reprodução.

Os machos atingem a maturidade sexual com cerca de um ano de idade, ao passo que as fêmeas só devem criar perto dos dois anos de idade.

Se os dragões barbudos estiverem bem de saúde, basta junta-los (macho e fêmea) num espaço amplo. Deve-se fornecer um local onde a fêmea possa deixar os ovos. A fêmea escava um buraco para por os ovos, depois deve recolhe-los e encuba-los.

Terrários e Acessórios

Dragão barbudo em terrário

Dragão barbudo em terrário

Os dragões barbudos podem ser alojados individualmente, em casais ou em grupos de fêmeas.

A composição do terrário deve fornecer um ambiente o mais confortável e parecido com o natural que for possível. Lembre-se que esta espécie tem a sua origem nos desertos australianos, caracterizados pelas suas temperaturas elevadas e ambiente muito seco.

Recomenda-se como dimensões mínimas, as seguintes medidas (largura x altura x profundidade):

  • Dragões bebés – 50 cm x 31 cm x 25 cm
  • Dragões juvenis – 60 cm x 60 cm x 30 cm
  • Dragões adultos – 100 cm x 60 cm x 60 cm

Os dragões barbudos, ao contrario das cobras, não stressam com muito espaço, por isso quanto mais espaço o dragão tiver melhor é para ele, independentemente de ser bebé ou adulto.

O terrário normalmente é construído em vidro ou em madeira. Se for em madeira, deve ter atenção para não escolher uma madeira tóxica.

Substractos

Dragão barbudo em terrário

Dragões barbudos em terrário
Via littlecrittersvet.com

O papel de cozinha apresenta-se como a melhor solução para cobrir o fundo do terrário do dragão barbudo, pois alem de não fazer mal ao animal, acaba por permitir um melhor controlo visual da alimentação e defecação do dragão. Dispõe também da grande vantagem de ser descartável e portanto de fácil limpeza. Embora o papel seja a solução mais viável, acaba por ser pouco estético, por isso apresento mais duas soluções funcionais e mais estéticas do que a esta.

Uma delas passa pela argila: cobrir o chão do terrário com argila e deixar secar, quando seca a argila abre fendas, que dará muita graça ao terrário. Depois é só passar uma camada de verniz não tóxico, ou então de cola branca, para dar maior resistência à argila. Este substrato pode ainda ser pintado, desde que se utilize tintas não tóxicas.

Por fim a minha última sugestão passa pelas placas de xisto: estas placas podem ser distribuídas pelo fundo do terrário, se forem pequenas pedras em placas, podem ser coladas entre si, até formarem um “chão” sólido que em nada põem em risco a saúde do animal.

Dragão barbudo vítima da ingestão de areia

Dragão barbudo vítima da ingestão de areia

A areia é muitas vezes apresentada como a melhor solução, no entanto não aconselho totalmente esta opção. Os dragões barbudos são répteis muito curiosos e gostam de comer ou “bicar” tudo o que aparece pela frente. Como a areia é um substrato solto, por vezes o dragão ingere areia em demasia e acaba por morrer por impactação.

Assim, é por isso desaconselhado o uso de qualquer tipo de substrato solto. Na imagem do lado é possível ver um dragão que morreu devido a este problema, sendo possível ver uma massa sólida de areia armazenada no seu interior.

Aquecimento e Humidificação

O dragão barbudo é um animal originário num clima específico e bastante diferente do clima que temos em Portugal, logo para manter um exemplar em cativeiro é necessário aumentar a temperatura, para simular as temperaturas a que ele estaria sujeito se estivesse no seu meio ambiente.

Portanto a temperatura ambiente diurna no lado quente do terrário deve situar-se entre os 32º C e os 35º C; no lado frio 25º C; no Basking spot recomenda-se 40º C; a temperatura nocturna deverá rondar os 18º C e os 20º C.

A humidade deve variar entre os 10% e os 30%.

Basking Spot é um foco de calor, que pode ser conseguido através de uma lâmpada envolvida por um material cerâmico. Tem como objectivo focar a luminosidade e calor produzido pela lâmpada. É aqui que o dragão barbudo vai apanhar os seus banhos de sol.

As temperaturas ideais para o seu dragão podem ser conseguidas facilmente através de qualquer fonte de aquecimento, sendo mais comum o uso de lâmpadas de cerâmica, cabos ou tapetes de aquecimento. Qualquer um destes dispositivos deve estar ligado a um termóstato de modo a controlar facilmente os níveis de temperatura e o bom funcionamento dos meios de aquecimento. A potência destes dispositivos varia com a dimensão do terrário e com a temperatura ambiente. Deve ir sempre confirmando se as temperaturas estão de acordo com o estipulado, para isso pode usar os termómetros.

Aquecimento do terrário do dragão barbudo

Se optar por utilizar lâmpadas de cerâmica, opte por comprar também um bocal em cerâmica, pois os vulgares de plástico normalmente não aguentam a elevada temperatura e acabam por derreter. Nunca use pedras de aquecimento para répteis, estas podem provocar graves queimaduras no corpo do seu animal.

Ventilação

Ventilação no terrário

Ventilação no terrário

O terrário é uma barreira física que delimita o espaço. Normalmente os terrários são feitos em madeira ou vidro e por isso nunca devemos esquecer que este deve ter respiradores, para que o ar que existe lá dentro seja renovado.

Se o terrário tiver mais que um respirador, estes devem estar desalinhados, de forma a evitar a formação de correntes de ar.

Se o terrário for aberto por cima e uma vez que estes animais são exímios trepadores, é preferível que tape o topo do terrário com uma rede, permitindo assim a ventilação e impedindo o animal de sair.

Os respiradores devem ter orifícios pequenos de forma a não permitir que o dragão barbudo passe por lá. Ainda assim recomendo que sejam forrados com rede mosquiteira para evitar que insectos indesejados entrem no terrário, como moscas e pequenos aranhiços.

Decoração

O aspecto visual é mais importante para nós do que propriamente para o dragão. No entanto há elementos que não devem ser descuidados.

Decoração do terrário do dragão barbudo

Decoração do terrário do dragão barbudo

Coloque sempre ramos que permitam ao animal trepar e assegure que estes alem de suportarem o peso, permitem que o dragão esteja confortavelmente acomodado em cima deles.

Deve também fornecer dois esconderijos, um em cada lado do terrário. Pode ainda colocar algumas pedras ou plantas de plástico. Se o terrário for de vidro, ou transparente, deve-se sempre colocar um pano de fundo (background) no terrário, pois alem de bonito é confortável para o dragão barbudo, que vai sentir-se mais seguro.

Iluminação

Iluminação para dragão barbudoAlem de ser necessário manter as temperaturas ideais, não devemos esquecer que estamos a falar de animais de sangue frio e que necessitam da luz solar para o seu desenvolvimento.

Para simular o espectro solar existem alguns dispositivos, conhecidos por lâmpadas de UVB/UVA. Todas estas lâmpadas existem numa escala que varia, tentado simular os diferentes espectro solares que incidem no nosso planeta. O dispositivo que deve ser utilizado no caso dos dragões barbudos é a lâmpada Repti Glo 10.0 da Exo Terra.

O dispositivo deve ser colocado de modo a que o dragão consiga chegar até cerca de vinte centímetros da lâmpada, mas que não consiga alcança-la. Estas lâmpadas devem ser substituídas de seis em seis meses, porque depois desta data já não consegue emitir o mesmo espectro.

Uma alternativa à lâmpada Repti Glo 10.0 poderá ser uma lâmpada Repti Glo 8.0, estas existem compactas ou florescentes, no entanto a lâmpada de 10.0 é mais indicada para dragões barbudos.

O fotoperíodo deve ser de 14h dia / 10h noite nos meses de verão; e 12h / 12h nos meses de inverno.

Se esta lâmpada estiver ligada a um temporizador, não será necessário ter que se preocupar com o acender e apagar a lâmpada, pois este fará o trabalho por si.

Alimentação

O dragão barbudo é um animal omnívoro e a sua dieta é constituída por insectos, vegetais e frutos. Um dragão barbudo deve ser alimentado de duas a três vezes por dia, principalmente enquanto são pequenos.

Enquanto bebé a alimentação deve equilibrar-se entre 80% insectos e 20% vegetais e frutas. À medida que este cresce, as percentagens vão-se invertendo até atingir o estado adulto, onde a alimentação deve variar entre 80% de vegetais e frutos e apenas 20% insectos.

Em baixo temos uma lista de todos os alimentos que pode inserir na alimentação do seu dragão.

  • Grilos
  • Baratas
  • Gafanhotos
    Só para dragões adultos ou semi-adultos.
  • Tenébrio
    Rico em gordura, deve ser dado apenas ocasionalmente.
  • Zophoba
    Rico em gordura, deve ser dado apenas ocasionalmente. Deve cortar a cabeça da zophoba antes de dar ao animal, pois esta tem fortes mandíbulas e poderá ser perigoso para o dragão, depois deste o ingerir.
  • Larvas da Cera
    Rico em gordura, deve ser dado apenas ocasionalmente.
  • Buffalo
    Rico em gordura, deve ser dado apenas ocasionalmente.
  • Vegetais
    Couve, salsa, trevos dente de leão, folhas de beterraba, feijão verde, pepino, cenoura, batata, bróculos e ervilhas.
  • Frutos
    Banana, uva, morango, pêssego, pêra, maçã, tamaras, papaia, melão, kiwi e figos.
  • Pinkies
    Devem ser dados só a adultos, com pouca frequência, pode ser até dispensável.
  • Suplemento de cálcio
    Deve borrifar os insectos com este suplemento todos os dias – enquanto o dragão é pequeno – e a cada três a cinco dias, quando adulto.

Em termos de alimentação insectívora, os grilos, baratas ou gafanhotos devem ser a base da alimentação.

As larvas são gordas, logo devem ser dado como guloseima (há quem defenda que até aos seis meses de idade os dragões devem comer tenébrio como base de alimentação). Os vegetais e frutos, deve-se ir variando e dar ao dragão um pouco de tudo. Nunca dê alface ao seu Dragão, alem de ser nutritivamente pobre, pode provocar diarreias. Os pinkies são uma fonte de carne que poderá dar ao seu dragão adulto, contudo não é essencial para a sua alimentação – se optar por dar, dê com pouca frequência.

Uma regra que devemos ter sempre em conta: o tamanho do alimento nunca deve exceder a distância entre os dois olhos.

O suplemento de cálcio é essencial para o bom desenvolvimento do dragão barbudo. Assim recomenda-se que se borrife os insectos duas a três vezes por semana para dragões adultos e todos os dias para bebés.

Em relação à agua, os dragões barbudos não bebem água. Eles retiram a agua necessária dos alimentos. No entanto, por vezes apreciam molhar-se para baixar a temperatura e por isso deve existir um recipiente com agua dentro do terrário, que deve ser mudado regularmente e sempre que esteja sujo.

Segurança

Dragão barbudo com crianças

Dragão barbudo com crianças
Via Seaview Wildlife Encounter

  1. Para segurança do animal, as crianças devem ser sempre supervisionadas por adultos aquando da alimentação e manuseamento do dragão;
  2. Se o aquecimento for feito por lâmpada, proteja sempre o equipamento ou coloque-o num ponto inatingível pelo dragão, para que este nunca entre em contacto directamente com ela;
  3. Tenha cuidado com o alimento vivo que existe dentro do terrário. No caso dos grilos, evite deixa-los durante a noite com o dragão, pois muitas vezes e devido à fome, os grilos mordem o dragão enquanto este está inactivo;
  4. Evite substractos soltos, pelos motivos já referidos em cima;
  5. Não utilize produtos tóxicos em nada que interaja com o dragão;
  6. Certifique-se de que o terrário está bem ventilado.

Saúde e higiene

Em caso de qualquer anomalia no comportamento ou aparência do dragão barbudo, devemos consultar sempre um veterinário especialista em répteis. Para evitar problemas de saúde nos dragões, devemos:

  1. Ter atenção à ameaça dos parasitas;
  2. Manter um bom suplemento de cálcio;
  3. Proporcionar-lhe uma refrescadela através de um borrifador, sempre fora do terrário;
  4. Se estranhar algum comportamento no seu dragão, como perda de apetite, respiração ruidosa ou outro, visite imediatamente um veterinário especialista em animais exóticos e/ou répteis;
  5. Dê banho ao dragão, para estimular a sua actividade intestinal e para manter afastados os parasitas. Dê também um banho na altura da muda de pele, isto vai amolecer a pele morta e ajuda-la a sair;
  6. Limpeza pontual do terrário sempre que necessário, uma vez por semana é por norma suficiente.

Leia também: A Iguana Como Animal de Estimação

Em colaboração com João Miguel Angélico e José Pedro Mateus.

Este artigo foi originalmente publicado na Revista nº8 do Mundo dos Animais, em Novembro de 2008, com o título “Guia do Dragão Barbudo”.

Tópicos: Lagartos, Répteis, Animais Exóticos, Animais de Estimação, Artigos em Destaque